sábado, 26 de maio de 2012

Político islâmico e ex-militar farão 2o turno no Egito



Resultados preliminares da eleição presidencial egípcia divulgados na sexta-feira indicam que o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, irá enfrentar o brigadeiro da reserva Ahmed Shafiq no segundo turno, em 16 e 17 de junho.

Os resultados oficiais estão previstos apenas para terça-feira, mas um juiz envolvido na totalização disse que, com 90 por cento das urnas apuradas, Mursi e Shafiq lideram. O esquerdista Hamdeen Sabahy aparece em terceiro, segundo essa fonte.

Funcionários da Irmandade Muçulmana disseram que seu candidato teve 25 por cento dos votos, e que Shafiq ficou em segundo lugar. De acordo com essa versão, porém, Sabahy ficou em quarto lugar, atrás do candidato islâmico independente Abdel Moneim Abol Fotouh.

O primeiro turno, realizado na quarta e quinta-feira desta semana, polarizou os egípcios entre aqueles que desejam evitar a eleição de um político religioso e os que temem a volta de políticos ligados ao deposto regime de Hosni Mubarak - de quem Shafiq foi o último premiê.

Shafiq, conhecido por seu jeito direto de falar, era o azarão numa disputa em que o ex-chanceler Amr Moussa e o ex-membro da Irmandade Abol Fotouh despontavam como favoritos.

Sua ascensão reflete a preocupação de muitos egípcios com a desordem e com a violência política que assola o país desde a deposição de Mubarak.

A eleição, que pela primeira vez na história egípcia representa uma disputa real, marca o apogeu de uma turbulenta transição desde a revolta que derrubou Mubarak, há 15 meses. Mas o segundo turno pode motivar mais distúrbios, pois adversários de Shafiq prometem sair às ruas se ele for eleito.

Já a vitória de Mursi, da Irmandade, pode agravar as tensões entre os políticos islâmicos, que são maioria no Parlamento, e as Forças Armadas, que há 60 anos dominam a política do país, e devem manter forte influência depois que a junta militar empossar o novo presidente, em 1o de julho.

Cristãos e liberais laicos, preocupados com suas próprias liberdades e com o futuro do vital setor turístico egípcio, veem com temor as propostas da Irmandade para a adoção de uma legislação islâmica.

"Agora os egípcios vão ter de escolher entre a revolução e a contrarrevolução. A próxima votação será o equivalente a um referendo sobre a revolução", disse à Reuters Mohamed Beltagy, dirigente da Irmandade.

Mas os políticos islâmicos demoraram a aderir à revolução que derrubou Mubarak no ano passado, e alguns jovens envolvidos naquele movimento ficaram indignados com o resultado do primeiro turno, que lhes privou de uma opção mais liberal.

"Estou chocado", disse o taxista Tareq Farouq, 34 anos, no Cairo. "Como isso pôde acontecer? As pessoas não querem Mursi nem Shafiq. Estamos fartos de ambos. Eles estão levando as pessoas de volta à praça Tahrir", afirmou, numa alusão ao local do Cairo que foi o epicentro da revolta contra Mubarak.

A direção da Irmandade disse que vai se reunir "para galvanizar os eleitores islâmicos e egípcios para enfrentar o bloco dos 'feloul'", termo pejorativo que alude a remanescentes do regime de Mubarak.

O partido convidou políticos de outras correntes, inclusive Abol Fotouh e Sabahy, para discutir uma futura coalizão, segundo Yasser Ali, dirigente do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade.

Fonte: Reuters

AIEA identifica traços de urânio com enriquecimento elevado no Irã



Inspetores da agência nuclear da ONU encontraram partículas de urânio refinado até um nível superior ao esperado num espaço subterrâneo onde o governo instalou mais de 50 por cento de centrífugas adicionais, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira pela Agência Internacional de Energia Atômica.

O Irã, segundo o relatório, atribuiu isso a "razões técnicas" alheias ao seu controle. "A Agência está avaliando a explicação do Irã e solicitou mais detalhes", disse o texto.

Os Estados Unidos, que acusam o Irã de tentar desenvolver armas atômicas, disseram que a versão iraniana é plausível.

"Há várias explicações possíveis para isso, inclusive a que os iranianos forneceram", afirmou Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado. "Vamos depender da AIEA para ir até o fundo disso."

O urânio enriquecido pode ser usado como combustível para reatores nucleares ou, num grau de pureza muito maior, na fabricação de armas atômicas, o que Teerã diz não ser seu objetivo.

O relatório da AIEA diz que amostras ambientais colhidas em fevereiro na usina subterrânea de Fordow mostram a presença de partículas enriquecidas a 27 por cento. O Irã havia declarado que a usina enriquecia urânio a no máximo 20 por cento. Acima disso, o urânio já é considerado altamente enriquecido.

Novas amostras foram recolhidas neste mês, para que os testes sejam confirmados.

David Albright, especialista norte-americano em proliferação nuclear, disse que uma falha técnica pode ter resultado na medição realizada, mas que mesmo assim a descoberta é "constrangedora para o Irã".  

O relatório da AIEA sugere que o urânio adicionalmente enriquecido pode ser resultado de um fenômeno técnico associado ao início da operação da rede de centrífugas.

A avaliação trimestral da AIEA foi divulgada um dia depois do encerramento de reuniões, na quarta e quinta-feira em Bagdá, nas quais potências mundiais -EUA, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, China e França- tentaram sem sucesso convencer o Irã a suspender seu enriquecimento de urânio a 20 por cento.

O Irã começou a enriquecer urânio nesse grau em 2010, e desde então ampliou drasticamente a atividade, alegando a necessidade de abastecer um reator de pesquisas médicas.

O Ocidente teme que, passando o limite dos 20 por cento, o Irã consiga facilmente superar os obstáculos necessários para chegar a um grau de pureza superior a 90 por cento, que é necessário para o uso em armas atômicas.

Fonte: Reuters

ONU: Partes 'significativas' de cidades da Síria estão sob controle da oposição



Os grupos sírios que lutam contra o regime do presidente Bashar al-Assad controlam atualmente partes "significativas" de algumas cidades, ressaltou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em seu último relatório sobre este conflito ao qual a AFP teve acesso nesta sexta-feira.

Os esforços das Nações Unidas para por fim ao conflito tiveram apenas "pequenos progressos" e a missão da ONU foi testemunha de uma "considerável destruição física", indicou Ban no relatório enviado ao Conselho de Segurança.

"A crise é permanente e se caracteriza por sistemáticos atos de violência, uma degradação das condições humanitárias, violações aos direitos humanos e uma confrontação política contínua", segundo o texto.

"Há uma impaciência crescente pelo status quo, mas também há falta de confiança diante da possibilidade de uma transição autêntica", de acordo com o relatório. "Apesar de muitos temerem a militarização do conflito, outros têm dúvidas sobre uma possível evolução pacífica", completou.

"A sofisticação e o tamanho das bombas empregadas sugerem um alto nível de experiência, que poderá indicar que grupos terroristas instalaram-se" no país, diz o relatório.

A ONU indica que mais de 10.000 pessoas morreram violentamente durante o conflito desencadeado há 15 meses. Uma suspensão das hostilidades foi anunciada oficialmente no dia 12 de abril, mas ela nunca foi respeitada.

Nem as forças de segurança do governo Assad nem a oposição implementaram o plano de paz de seis pontos proposto pelo enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Ban Ki-moon ressaltou que a missão da ONU confirmou "a considerável destruição física de várias localidades resultante do conflito, com algumas áreas opositoras seriamente atingidas".

A missão "também indicou que partes significativas de algumas cidades parecem estar de fato sob controle de elementos da oposição. Existe uma atmosfera generalizada de tensão, desconfiança e temor", ressalta o relatório.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Renovação de hidrelétricas sai até junho, diz Aníbal



O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal irá encaminhar ao Congresso, até o fim de junho, um projeto de lei para a renovação das concessões de grandes usinas hidrelétricas que vencem até 2015. "O leilão das concessões já vencidas e a vencer está descartado e eu ouvi da presidente Dilma que ao longo de maio ou junho um projeto de lei será finalizado e enviado ao Congresso", disse.
 
Na avaliação do secretário, o projeto deve prever uma redução nas tarifas de energia, já que o governo impedirá o repasse ao consumidor dos custos de amortização dos investimentos. "As concessionárias já tiveram 30 anos para amortizar esses investimentos e não é possível que isso já não tenha acontecido", afirmou Aníbal, que participou nesta sexta-feira de evento do setor sucroenergético em Sertãzinho (SP). "O governo não vai permitir que a amortização seja repassada ao consumidor."
 
Outro provável ponto, segundo ele, é a inclusão de um dispositivo que impeça as concessionárias de reajustar o preço da energia durante três ou quatro anos. "Seria um tempo para que as companhias reavaliassem seu custos", disse.
 
Em São Paulo, apenas a concessão da hidrelétrica Três Irmãos já teve o prazo de concessão vencido. A maior parte do sistema gerador paulista, como as hidrelétricas de Ilha Solteira, Jupiá e Porto Primavera, tem concessões que vencem até 2015.

De acordo com Aníbal, com o envio do projeto ao Congresso até o fim do semestre, os parlamentares teriam até o fim de 2013 - ano sem eleição - para discutir as propostas.

Fonte: Estadão

China pode ser em 5 anos o maior sócio comercial da América Latina



Em cinco anos, a China pode se converter no primeiro sócio comercial da América Latina graças ao aumento das exportações de países como Colômbia ou Argentina, assegurou nesta sexta-feira o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.

"O maior sócio comercial do Brasil é a China, o maior sócio comercial do Chile é há tempos a China, e, no ritmo que o comércio da China com países como Colômbia ou Argentina caminha, em cinco anos pode chegar a ser o primeiro sócio comercial" da região, disse Moreno em um fórum de políticas econômicas realizado em Paris.

O presidente do BID, o organismo que financia projetos de desenvolvimento econômico e social na região, explicou o aumento das exportações em direção ao país asiático por sua necessidade de produtos básicos.

"A China é hoje uma economia que pesa muito, sobretudo na América do Sul, porque tem uma grande demanda de produtos básicos que a América do Sul possui de forma abundante", explicou Moreno, embora tenha descartado que isto signifique uma dependência para as economias da região.

"O interessante na América Latina hoje é que diversificou muito seus fluxos comerciais. Há dez anos os Estados Unidos representavam 60% do comércio com a região, hoje são 38%. A Europa deve estar em torno dos 12% ou 13%", lembrou.

Segundo Moreno, uma das prioridades da América Latina tem que ser a integração e o desenvolvimento do comércio dentro da região, que atualmente representa 18% e que pode chegar a dobrar seu tamanho, segundo suas previsões.

O presidente do BID também evocou a crise da dívida financeira na Europa e assegurou que a experiência da América Latina pode fornecer algumas chaves para a situação atual no velho continente.

"A América Latina tem um PHD (doutorado) em crises financeiras. Em um espaço de 25 anos, tivemos algo como 31 crises financeiras. E a maneira de crescer e sair da crise foi para muitos países o caminho da exportação", lembrou.

"No balanço, o que a América Latina fez, alguns países melhor do que outros, foram reformas estruturais que apontavam para o crescimento. Mas os ajustes tiveram uma quantidade de consequências, os déficits em infraestruturas que atualmente temos se devem aos ajustes que foram feitos então", assegurou.

Luis Alberto Moreno participava junto a representantes de vários países latino-americanos de um fórum co-organizado pelo BID e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), no qual foram abordadas as estratégias regionais para enfrentar a crise dos países ricos.

Fonte AFP

No Afeganistão, Hollande defende saída antecipada das tropas



O presidente da França, François Hollande, fez nesta sexta-feira uma viagem surpresa ao Afeganistão, onde encontrou alguns dos soldados franceses que ele pretende retirar do país ainda neste ano, e defendeu essa decisão em reunião com o presidente local, Hamid Karzai.

Hollande foi duramente criticado durante a cúpula da Otan, no fim de semana passado, por acelerar a retirada dos cerca de 3.400 soldados franceses presentes no Afeganistão. O governo francês pretende retirá-los até o final de 2012, dois anos antes do prazo previsto no cronograma da aliança militar ocidental.

"A missão de combater o terrorismo e perseguir o Taliban está perto de ser cumprida, e isso é algo que de podemos nos orgulhar muito", disse Hollande a jornalistas nos jardins do palácio presidencial afegão.

"Vamos permanecer no Afeganistão, mas com um papel diferente, nossa cooperação vai focar nas frentes civis", afirmou.

A retirada era uma promessa eleitoral de Hollande, apesar de a Otan só prever a desocupação no final de 2014. Críticos disseram que isso pode estimular outros países a também anteciparem a saída, entregando prematuramente a segurança do Afeganistão às precárias forças locais.

Durante a recente cúpula da Otan, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, disse que os envolvidos deveriam seguir a atual estratégia da aliança, de "entrar juntos e sair juntos".

Cerca de 2.000 soldados franceses devem sair neste ano, e os demais devem assumir tarefas de apoio, treinamento e cuidados com os equipamentos. A França tem 14 helicópteros, 900 veículos e 1.400 contêineres, que precisam ser retirados por via aérea ou terrestre.

Em visita a um quartel na instável província de Kapisa, Hollande agradeceu aos soldados franceses pelo que fizeram pela França e pelo Afeganistão, e prometeu uma retirada "ordeira... em estreita coordenação com os aliados da França".

Ele também prestou homenagem aos 83 soldados franceses mortos em mais de dez anos de guerra. "Chegou a hora da soberania afegã. A ameaça terrorista que tinha nosso território como alvo não desapareceu completamente, mas foi parcialmente suprimida", disse Hollande.

A França foi chamada a contribuir com quase 200 milhões de dólares por ano para um fundo de longo prazo para o Afeganistão, parte de um valor anual de 4,1 bilhões de dólares destinado a manter as forças afegãs depois de 2014. Mas Hollande deixou claro que não irá liberar nenhum dinheiro enquanto não houver clareza sobre como a verba será gerida.

Fonte: Reuters

Aviação da Rússia: tempo de mudar



Em agosto, a Força Aérea da Rússia comemora seu 100º aniversário, ao qual foi dedicada uma mesa redonda na Voz da Rússia. Seus participantes, especialistas na área de aeronaves militares e civis, chegou à conclusão de que a aviação russa irá mudar significativamente.

O discurso de Konstantin Makienko, diretor-adjunto do Centro de análise das estratégias e tecnologias, foi dedicado às perspectivas para a indústria aeronáutica russa.

O desenvolvimento da aviação civil deverá ser efetuado com base em dois projetos: o avião regional SSJ-100 e o avião de alcance médio MS-21. Ambos os projetos são parecidos em seu amplo uso de componentes estrangeiros, incluindo motores, o que aumenta as chances dos dois programas serem realizados.

Comentando o recente desastre de um SSJ-100, Konstantin Makiyenko notou que ele não pode ter um impacto negativo no desenvolvimento do projeto. Como prova, podemos recordar exemplos das aeronaves A-320 e A-330 que também tiveram desastres no início de suas carreiras (A-330 em 1994 e A-320 em 1988).

Os peritos deram especial atenção à aviação naval. O foco foi a questão de uma máquina perspectiva de patrulha que irá substituir o IL-38, que se está tornando obsoleto, e o Tu-142, que é demasiado caro para usar. O perito militar independente Prokhor Tebin comentou sobre este assunto.

Falando de tendências globais da aviação naval estrangeira, Tebin notou a persistência de aviões de quarta geração como força de ataque principal (caças F/A-18E/F). Foi também marcada a crescente popularidade global de aeronaves de inteligência e patrulhamento baseadas em aviões civis. Países costeiros e marinhos usam cada vez mais essas máquinas para patrulhar sua costa, águas territoriais e zona econômica exclusiva.

Os participantes da mesa redonda concordaram que a opção mais viável no contexto da Rússia é a construção de uma aeronave de patrulha multiúsos na plataforma de Tu-204/214 – um aparelho já conhecido da indústria, relativamente barato e com boas características de voo.

Uma das importantes vantagens do Tu-204/214 é a sua independência de peças estrangeiras. Isso, talvez, não seja muito bom em termos de suas perspectivas como uma máquina comercial, mas é bastante bom para ser um avião militar que, por definição, é produzido em série limitada e não requer fornecimentos de grande escala capazes de causar dificuldades para os fabricantes de equipamento.

Rússia pretende diminuir exportações de aviões militares

Será possível aumentar as exportações de caças militares russos e que tipos de aviões entrarão em serviço da Força Aérea da FR nos próximos tempos? Estas e outras questões estiveram em debate na mesa redonda que decorreu na sede da emissora Voz da Rússia.

É sobejamente sabido que, no segmento da aviação de combate, a Rússia ocupa posições especialmente fortes. Tais aviões como Su-30 ou Mig-29 são bem conhecidos em diversos países e, sobretudo, no Sudeste Asiático. Todavia, a principal tendência nos próximos dez anos será a reorientação do setor aeronáutico russo para as crescentes necessidades do mercado interno, constata o perito na matéria Konstantin Makienko.

"Entre 1992 e 2012, a indústria aeronáutica russa se baseou em exportações de aviões militares. Hoje em dia, o setor se desenvolve à custa de encomendas internas feitas pelo Ministério da Defesa da Rússia."

Em opinião do perito, as causas residem, antes de mais, na saturação dos mercados chinês e indiano. O ramo aeronáutico da China registra um desempenho acelerado e dinâmico. A título de comparação veja-se as estatísticas: no período entre 1999 e 2003 a China encomendou 128 aparelhos. Mas no período compreendido entre os anos 2006 e 2010 não fez nenhuma encomenda.

A procura indiana também diminuiu em mais de 50%.

A quebra das exportações russas será compensada com as avolumadas compras centralizadas internas. As maiores aquisições - até 600 aviões – serão feitas pelo ramo de aviação tática. Se olharmos para o ano de 2020, por aí será necessário apostar no avanço do segmento de aviação comercial, tendo como a base técnica os engenhos da família MC-21 ou Superjet-100. Até o recente acidente trágico, ocorrido há dias na Indonésia, não será capaz de afetar o prestígio do projeto, realça Konstantin Makienko e prossegue:

"A catástrofe não deve ter impacto negativo sobre o projeto. Casos semelhantes também houve no passado. Na fase inicial, se despenhou um A-300, em 1994, caiu um A-330, mas estes acidentes não influíram no destino dos respetivos projetos, quer foram bem- sucedidos."

No domínio da aviação militar, precisamos de um projeto sério que contribua para exportações estáveis. As vendas do T-50 serão limitadas por causa do elevado preço. Por isso, deve-se proceder ao desenvolvimento dinâmico de um aparelho menos dispendioso. Por outro lado, a aviação de longo curso tem boas perspetivas de modernização, considera o presidente do Conselho Social junto do Ministério russo da Defesa, Igor Korotchenko.

"Face à modernização dos bombardeiros de longo curso Tu-160, estes aviões poderão exercer uma série de funções diversas, podendo ser utilizados, devido à sua versatilidade, como engenhos de combate a média distância."

Fonte: Voz da Rússia

Protótipo de novo míssel balístico intercontinental testado com êxito na Rússia



Os objetivos do lançamento foram alcançados, tendo a ogiva de teste atingido a zona programada no polígono de Kura na peninsula de Kamchatka, o que foi comunicado pelo porta-voz oficial das Forças de Misseis Estratégicos (FME).

O lançamento foi efetuado a partir de uma plataforma de lançamento móvel por guarnições conjuntas das FME e das Forças espaciais. O objetivo essencial consistiu na obtenção de dados experimentais que confirmassem as soluções científico-técnicas e tecnológicas escolhidas para a conceção deste ICBM. Neste caso deve tratar-se de um ICBM de ogivas manobráveis, refere Viktor Yesin, vice-presidente da Academia para os Problemas de Segurança, Defesa e Ordem Pública:

"Essas ogivas podem alterar a sua trajectória de voo variando tanto a altitude como os desvios laterais, o que dificulta a previsão do ponto de impacto com o anti-míssil destinado a atingir essa ogiva. Ou seja, a sua trajectória torna-se imprevisivel para as baterias anti-míssil, o que reduz drásticamente a capacidade da defesa anti-míssil para intercetar esse tipo de ogivas".

Também o aumento da velocidade e da quantidade de ogivas abre novas perspetivas para ultrapassar a defesa anti-míssil. Os mísseis que transportam, por exemplo, dez ogivas em vez de uma têm uma capacidade muito superior de ultrapassar o sistema de defesa e é por isso que são fabricados os ICBM de ogivas múltiplas. Já há muito que se trabalha na superação dos sistemas anti-míssil do adversário existentes e em elaboração, nota Viktor Baranets, comentador militar do Komsomolskaya Pravda:

"Não é nenhum segredo que possuímos ogivas manobráveis hipersónicas. Neste momento trata-se de aumentar as suas capacidades considerando o sistema anti-míssil, assim como os novos níveis de defesa, que os EUA e a NATO planejam instalar na Europa até 2020. Este lançamento já se inclui na preparação para uma reação adequada aos planos que estão sendo elaborados pelos EUA e pela OTAN".

De acordo com os peritos, o protótipo que foi agora lançado com sucesso utiliza o mesmo know-how incorporado nos mísseis Topol-M, Yars e Bulava.

Fonte: Voz da Rússia

Brasil e Portugal defendem o incremento de intercâmbio no setor militar



A necessidade de incrementar o intercâmbio e fortalecer a parceria militar Brasil-Portugal norteou a reunião entre os ministros da Defesa Celso Amorim e José Pedro Aguiar-Branco, nesta quinta-feira, em Brasília. No encontro bilateral, o ministro Amorim sugeriu que os chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas dos dois países participem de conferências anuais para tratarem de questões de abrangência comum. O ministro Aguiar-Branco destacou o processo de privatização do setor naval português, projeto que, segundo ele, oferece oportunidades para indústrias brasileiras.

“O Exército brasileiro tem interesse na parceria com o Exército português. Aqui no Brasil desenvolvemos o Centro de Defesa Cibernética, que já foi implantado há um ano e meio e terá seu grande teste na Rio+20. O governo federal tem o programa ‘Ciências sem Fronteiras’ e asseguro que podemos estabelecer intercâmbio nessa área”, disse o ministro Amorim.

Com relação à privatização, Celso Amorim considerou importante que o governo brasileiro conheça em detalhes a concorrência e priorize a participação de empresas nacionais. Nesse momento, autoridades militares fizeram relato sobre a construção de navios patrulhas de 200 e 500 toneladas. No entanto, os brasileiros expuseram que há necessidade de verificar o mercado para tomar qualquer decisão sobre a privatização.

A visita

O ministro Aguiar-Branco chegou ontem (23) ao país para visita oficial de três dias. As reuniões com as autoridades brasileiras foram iniciadas hoje pela manhã, sendo a primeira no Ministério da Defesa. Aguiar-Branco chegou às 11h e foi recebido com honras militares. Em seguida, ocorreram as apresentações dos integrantes da comitiva portuguesa, que depois se deslocaram à sala de reuniões na sede do ministério.

Na abertura, o ministro Amorim destacou a importância do encontro bilateral Brasil-Portugal. Aguiar-Branco contou que chegara dos Estados Unidos, onde participou de reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ocorrida em Chicago. Segundo o ministro português, um dos assuntos tratados foi a retirada de tropas militares do Afeganistão até 2014. Ele afirmou que foi apresentado um cronograma para a redução gradual dos 325 mil militares naquele país.

Celso Amorim, por sua vez, relatou a atuação do Brasil no Haiti e Líbano. Com relação ao país caribenho, o ministro brasileiro explicou que as tropas militares foram enviadas para cumprir três metas: segurança, estabilidade política e desenvolvimento econômico e social. Amorim reconheceu alguns avanços e previu que a participação brasileira deva se encerrar após as próximas eleições gerais.

Amorim mencionou também a participação do Brasil na missão de paz no Líbano, bem como a relação com a Síria, onde há presença de 11 militares brasileiros no grupo de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nossa política tem dado muita importância ao Conselho de Defesa Sul-americano e à [União de Nações Sul-americanas] Unasul”, relatou o ministro brasileiro.

Na reunião, Amorim e Aguiar-Branco destacaram a parceria entre a Embraer e a OGMA (indústria aeronáutica de Portugal) no projeto KC-390, para desenvolvimento de um jato cargueiro, transporte de tropas e reabastecimento em voo. Celso Amorim destacou que o ministro português – que fará visita hoje à sede da Embraer, em São José dos  Campos (SP) – tomará conhecimento das etapas do projeto desenvolvido pelas duas empresas. Ao término do encontro, o ministro Amorim propôs a elaboração de ata com o apontamento dos principais tópicos para manter a memória das discussões entre os países.

Fonte: Ministério da Defesa via Defesanet

Viagem de Hollande ao Brasil pode decidir compra de caças



A visita do presidente francês, François Hollande, ao Brasil poderá ser decisiva para determinar uma licitação milionária para a compra de caças, pela qual disputam França, Estados Unidos e Suécia, afirmou nesta quarta-feira à AFP uma fonte do governo em Brasília. "A visita de Hollande pode desatar o nó" e ajudar a definir a licitação, disse a fonte, que não quis se identificar.

O Brasil pretende decidir nos próximos meses o valor da licitação estimada em cerca de US$ 5 bilhões. Na disputa estão os aviões Rafale da fabricante francesa Dassault, o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e o Gripen NG do sueco Saab.

"Nenhuma das propostas nos agradam" neste momento, porque a França mantém um preço alto e o Brasil teme as intenções dos Estados Unidos ao transferir sua tecnologia, apesar de ter obtido o compromisso do Congresso e do presidente Barack Obama, explicou a fonte. A visita de Hollande ao Brasil, agendada para a cúpula Rio+20, entre os dias 20 e 22 de junho, pode ajudar no esclarecimento da proposta e das condições da França, disse a fonte.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, já afirmou que a licitação será definida ainda este ano, depois de ser adiada devido a cortes orçamentais. A recente decisão da Índia de entrar nas negociações exclusivas com a França para comprar 126 caças Rafale, como parte de uma oferta estimada em US$ 12 bilhões, trouxe novidades para a negociação, a principal delas seria o preço mais conveniente do que o oferecido ao Brasil. A proposta da Índia de entrar no contrato brasileiro não agradou o Brasil, já que o governo não abre mão de construir o avião em solo brasileiro, segundo a mesma fonte
Fonte: AFP

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Venezuela envia 3 mil soldados à fronteira colombiana



O ministro da Defesa da Venezuela, o general Henry Rangel, disse que o governo enviou três mil soldados para aumentar a vigilância na fronteira com a Colômbia, após a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) terem feito um ataque mortífero contra uma patrulha de soldados do exército colombiano a partir de território da Venezuela.

A agência estatal de notícias da Venezuela citou Rangel, o qual disse que os soldados foram enviados no começo desta semana. Oficiais colombianos dizem que as Farc atacaram na segunda-feira a patrulha, que estava próxima à fronteira, matando 12 soldados e ferindo quatro. Após o ataque, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que havia enviado mais soldados para a conturbada região de fronteira. Chávez disse que não permitirá que nenhum grupo armado use a Venezuela como refúgio.

Fonte: Estadão

Irã e potências marcam nova reunião sobre impasse nuclear



O Irã e as potências mundiais decidiram se reunir novamente no mês que vem na Rússia em uma nova tentativa de encerrar o prolongado impasse sobre o programa nuclear iraniano, após uma inconclusiva discussão em Bagdá, no Iraque.

Potências ocidentais querem que o Irã abandone seu programa de enriquecimento de urânio, temendo que ele leve ao desenvolvimento de armas nucleares. Teerã diz que seu programa é pacífico e exige a suspensão das sanções econômicas impostas nos últimos anos.

Ambos os lados, porém, têm boas razões para não abandonar a diplomacia. As potências temem uma guerra no Oriente Médio caso Israel ataque instalações nucleares iranianas, ao passo que Teerã deseja reverter a iminente proibição ocidental à importação do petróleo iraniano.

As discussões em Bagdá foram prorrogadas para um inesperado segundo dia, mas a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse que diferenças significativas permaneceram.

Ashton comanda a delegação que representa os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU): Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China, mais a Alemanha.

"Vamos manter contatos intensivos com nossos homólogos iranianos para preparar uma nova reunião em Moscou", disse ela em entrevista coletiva.

O diálogo entre o Irã e as potências foi retomado no mês passado em Istambul, e a nova rodada foi marcada para os dias 18 e 19 de junho na capital russa.

Ashton disse que as seis potências esperam medidas concretas do Irã, inclusive o compromisso de limitar o urânio a um máximo de 20 por cento de pureza.

Especialistas ocidentais dizem que, passado esse limite, o Irã terá superado dificuldades técnicas que o impedem de chegar a 90 por cento de enriquecimento, o mínimo necessário para o uso do urânio em armas atômicas.

"O Irã declarou sua disposição de tratar da questão do enriquecimento a 20 por cento, e veio com seu próprio plano de cinco pontos, incluindo sua afirmação de que reconhecemos o direito deles ao enriquecimento", disse Ashton.

O Irã diz que não vai superar o limite de 20 por cento, e que o material resultante será usado em um reator de pesquisas médicas.

"As discussões foram intensas e longas", disse o negociador iraniano, Saeed Jalili. "Foram detalhadas, mas permaneceram inconclusas. A atmosfera dessas discussões foi positiva para que os dois lados falassem suas questões de forma clara. Acreditamos que o resultado dessas discussões foi que pudemos conhecer mais e melhor as visões do outro."

Ele acrescentou, no entanto, que o enriquecimento de urânio é "um direito inalienável da nação iraniana".

Fonte: Reuters

Irmandade Muçulmana diz que resultados iniciais indicam vitória de Mursi



O movimento Irmandade Muçulmana anunciou nesta quinta-feira que seu candidato à Presidência do Egito, Mohammed Mursi, foi o mais votado no primeiro turno das eleições desta semana, segundo os primeiros resultados manejados pelo grupo.

Em entrevista coletiva, o vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça - braço político da Irmandade -, Essam el-Erian, explicou que o resultado nos mais de 200 colégios onde já terminou a contagem dos votos indica vitória de Mursi.

O coordenador da campanha de Mursi, Salah Abdel Maqsud, lembrou que os dados divulgados até agora são provisórios, pois há mais de 13 mil colégios eleitorais em todo o país, mas destacou que tudo indica que Mursi passará ao segundo turno, que, se necessário, será realizado nos dias 16 e 17 de junho.

Abdel Maqsud destacou que as eleições transcorreram em um ambiente tranquilo e sem incidentes significativos.

A expectativa é que os resultados oficiais só sejam divulgados na próxima terça-feira, mas a Irmandade Muçulmana já avisou que irá divulgar seus dados conforme vá recebendo de sua ampla rede de delegados nos colégios de todo o país.

Em declarações à imprensa, um dos principais dirigentes da Irmandade, Mohammed Beltagui, comentou sobre a possibilidade de o general reformado Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, disputar o segundo turno com Mursi, o que a transformaria "em um plebiscito sobre a revolução".

"Se Shafiq chegar ao segundo turno, será como se os egípcios fossem perguntados se estão com a revolução ou se se arrependem e preferem voltar ao antigo regime", disse.

As históricas eleições presidenciais que começaram na quinta-feira no Egito se realizam 15 meses depois da revolução que conseguiu acabar com 30 anos de mandato autoritário de Mubarak.

Fonte:  EFE

Exército do Iêmen mata 33 militantes no sul do país



Soldados iemenitas entraram em confronto com militantes islâmicos em cidades do sul do país nesta quinta-feira, como parte de uma ofensiva ampliada, com o apoio dos Estados Unidos, para tentar estabilizar a nação árabe que se transformou em uma base para a Al Qaeda.

Países ocidentais e do Golfo Pérsico têm observado com cada vez mais alarme a crise política no Iêmen, que deu à Al Qaeda a oportunidade de desenvolver uma base, a partir do qual lança ataques ao redor do mundo.

Os insurgentes no sul aproveitaram os protestos populares do ano passado contra o ex-presidente Ali Abdullah Saleh para tomar grandes porções do território.

Oficiais do Exército e moradores disseram que ao menos 33 militantes morreram nos confrontos pesados de quinta-feira com o Exército iemenita nos subúrbios da cidade de Jaar, na província de Abyan. Entre os mortos, havia um somali e um egípcio que lutavam do lado dos insurgentes, afirmaram eles.

Caças iemenitas também lançaram ataques em Jaar, mas não foi registrada nenhuma morte, afirmaram moradores.

Na cidade de Zinjibar, de importância estratégica, os militantes islâmicos lançaram um contra-ataque contra as forças do governo a partir da parte oriental da cidade, mas foram forçados a recuar, afirmou um oficial do Exército. Um soldado ficou ferido no confronto.

Os militantes têm dado abrigo e apoio ao braço regional da Al Qaeda, que na segunda-feira matou cerca de 100 soldados em um atentado suicida em uma parada militar na capital do Iêmen, Sanaa.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Indústria de defesa brasileira ganha impulso com tecnologias inovadoras



Na última década, o Brasil tem assistido a uma retomada do investimento governamental em projetos de defesa. A projeção do País no exterior, fomentada principalmente pela estabilidade política, crescimento econômico e melhorias sociais, leva o Brasil a uma nova realidade estratégica. O desenvolvimento de novos produtos, com tecnologia de ponta e utilização dual – tanto militar como civil – vem ganhando fôlego. A FINEP já investiu cerca de R$ 1 bilhão em projetos que vão gerar uma gama de conhecimentos e de inovações que tendem a se multiplicar. “A defesa é um dos grandes vetores de inovação, que é o caminho para se atingir o patamar do mundo desenvolvido”, diz Sami Hassuani, presidente da Avibras, empresa que está desenvolvendo o primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) genuinamente nacional.

Como imaginar o mundo contemporâneo sem computadores, internet, telefones celulares e satélites?

Essas tecnologias que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, direta ou indiretamente, há décadas, foram concebidas originalmente para uso em defesa militar. A necessidade de decifrar mensagens codificadas do inimigo, principalmente na Segunda Guerra, impulsionou a pesquisa de computadores e programas. Foi também a comunicação entre tropas e o imperativo de monitorar a segurança de fronteiras, por exemplo, que fomentou o desenvolvimento de satélites e de telefonia sem fio. E a internet surgiu como um programa militar americano nos anos 1960.
A tecnologia de defesa multiplica-se, adapta-se e transforma-se em inúmeras aplicações de uso diário na vida civil, desde a pesquisa de medicamentos até a previsão do tempo. Além da importância estratégica que representa para um país, o investimento em defesa é também definido por seu caráter dinâmico e desdobrável da tecnologia dele derivada, ou seja, sua aplicação dual. Esse caráter duplo dos projetos de defesa alinha-se com a dinâmica do próprio mercado.

Ao produzir o primeiro VANT no Brasil, a empresa Avibras, por exemplo, está gerando tanto um produto necessário no setor de defesa (o patrulhamento de fronteiras é uma das finalidades) quanto algo utilizável na vida civil (monitoramento do trânsito urbano, entre outros). “Todos os países que geram conforto, investem pesado em saúde, educação, inventam bens de consumo e se mantém na vanguarda, são aqueles que têm como meta a inovação movida pela indústria de defesa, que puxa a tecnologia ao extremo”, afirma o presidente da Avibras, Sami Hassuani.

Avião sem piloto

Um pequeno avião feito de fibra de carbono, com peso de 700 quilos e com 11 metros de comprimento de asa a asa. Dentro dele, em vez de um piloto, podem ser instalados até sete sensores, três câmeras, um radar de vigilância e um link de satélite. Assim é o Falcão, o VANT da Avibras, único no mundo em sua categoria, com capacidade para carregar até 150kg. Trata-se de uma aeronave que poderá ser usada em missões estratégicas. “Com câmeras e conexão via satélite, o Falcão poderá fazer a vigilância de áreas de fronteira, monitoramento de locais remotos, como o interior da floresta amazônica, entre outras aplicações”, explica Renato BastosTovar, gerente do projeto na Avibras. Até o final de 2011, o protótipo e a preparação para os voos devem estar concluídos.

O Falcão é a materialização de um projeto apoiado pelo programa de subvenção econômica da FINEP, em conjunto com outros projetos de pesquisa relacionados, que serviram para formar mão de obra qualificada e construir conhecimento nacional no setor. Segundo o economista Rodrigo Girdwood Acioli, analista do departamento de Áreas Estratégicas da FINEP, “o Falcão ilustra claramente a importância da integração dos diversos tipos de apoio da Financiadora, algo que tem sido perseguido pela direção da empresa”. Ainda segundo Acioli, o VANT é um “ótimo exemplo de produto que deverá ter um amplo mercado”, com a implementação dos projetos SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), do Exército, e do SisGaaz (Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul, como é chamado o potencial de riquezas da costa brasileira), da Marinha, “por se tratarem de mega projetos que demandarão um montante imenso de investimentos governamentais”, diz o economista.

Um gargalo importante que ainda precisa ser solucionado é a certificação, que é a ponta final do processo de inovação, que vai da pesquisa básica até o lançamento do produto no mercado, que só é atingido depois de certifica- do. “Ainda não há uma linha de financiamento específica para esta última etapa, o que às vezes acaba por impedir a viabilidade do lançamento do produto no mercado. A solução para esse gap na etapa final da cadeia de inovação tem sido constantemente solicitada pelas empresas apoiadas”, afirma o analista da FINEP.

Excelência em radares

O SISFRON e o SisGaaz também implicam em grandes investimentos em radares, outro foco de apoio maciço da FINEP. Diversos projetos de desenvolvimento de radares estão em curso, fabricados pela Orbisat, empresa de São José dos Campos (SP), em parceria com instituições de pesquisa com o apoio da FINEP. O pioneiro de uma família de radares fabricados no Brasil é o SABER M60, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro. Iniciado em 2006, o projeto está hoje no mercado, disponível inicialmente para o Exército Brasileiro e já com encomendas da Aeronáutica. Segundo a tenente Giselle Farias, do CTEx, o SABER M60 “é o mais avançado no mundo em sua categoria, e seu concorrente mais semelhante, feito em Israel, tem algumas limitações tecnológicas em comparação ao produto brasileiro”, afirma.
O radar destina-se a integrar um sistema de defesa antiaérea de baixa estatura, visando a proteção de pontos e áreas, como indústrias, usinas e instalações governamentais. Está adaptado para operar em quaisquer condições climáticas encontradas na América do Sul. O SABER M60, assim como outros radares, serão amplamente utilizados nos planos dos SISFRON e SisGaaz.

A excelência da Orbisat chamou a atenção da recém-criada Embraer Defesa e Segurança, que adquiriu este ano 90% da divisão de radares da Orbisat, que mantém sua equipe e estrutura, com uma administração independente. “Ganhamos muito com a mudança e a sinergia entre as duas empresas vem facilitar o crescimento da Orbisat”, afirma seu presidente, Maurício Aveiro. O presidente da nova unidade da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, explica a razão do investimento:

– Hoje existe uma preocupação maior com o controle de fronteiras, com a preservação dos recursos naturais e hídricos, com a área de exploração do pré-sal e com a segurança pública. Portanto, o Brasil precisa ter um sistema de monitoramento mais eficiente. É uma questão de proteção estratégica e enxergamos uma grande oportunidade de negócios nesta área. Por isso, investimos R$ 80 milhões em aquisições, desde janeiro deste ano. A Orbisat é uma empresa que produz uma tecnologia interessantíssima, uma das poucas no mundo com capacidade de olhar por baixo das copas das árvores da Amazônia e fazer um mapeamento e sensoriamento daquela região.

Laboratório móvel

Outros dois projetos recentes, resultados da parceria entre a FINEP e o CTEx, merecem destaque: o laboratório móvel químico e biológico e o monóculo de imagem térmica.

Único do gênero na América Latina, o laboratório móvel já se encontra totalmente operativo e teve sua estréia pública no sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, que ocorreu no Rio de Janeiro em julho deste ano.

A unidade é aparelhada com equipamentos nos quais podem ser rapidamente coletadas amostras de substâncias suspeitas, e ali mesmo serem analisadas. “O laboratório é totalmente independente, podendo ser acoplado a vários tipos de viaturas e movido a qualquer parte, sem necessidade de adaptações”, esclarece o coronel Paulo Fernando Pinto Malizia Alves, coordenador do projeto.

Já o monóculo de imagem térmica é um equipamento óptico que detecta imagens na escuridão completa: ele capta ondas de infravermelho, ou seja, “vê” a temperatura de qualquer objeto, com luminosidade zero, mesmo em ambientes com fumaça ou neblina. O capitão Leonardo Bruno de Sá, chefe do Grupo de Optrônicos e coordenador do projeto, afirma que, além da aplicação militar, que é a detecção de alvos no escuro, o potencial dual da tecnologia aplicada no monóculo é grande: “já há estudos para a aplicação desta tecnologia na análise de inflamações no corpo humano, por exemplo.

Em segurança, poderá ser usado na inspeção de instalações elétricas, com a finalidade de verificar problemas de condutividade pela temperatura”, diz o capitão. O monóculo está na fase de testes finais do protótipo operacional, que é o último nível antes de começar a ser fabricado. Existem similares em poucos países do mundo. A empresa de tecnologia óptica, Opto Eletrônica, ganhadora em 2009 do Prêmio FINEP de Inovação, na categoria Média Empresa, é a parceira do CTEx neste projeto. (Veja nesta edição a matéria sobre empresas inovadoras vencedoras nacionais do Prêmio).
Parceiro da Orbisat nos radares, o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) é uma unidade do Exército Brasileiro que funciona como um órgão de apoio do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DCT). Trata-se de um complexo tecnológico que tem a função de supervisionar e executar a pesquisa tecnológica, o desenvolvimento experimental, a normatização e a avaliação técnica do material de emprego militar. A história do apoio da FINEP ao Ctex vem desde a sua criação, em 1979. “A FINEP tem papel fundamental na implantação do CTEx, e todos os projetos de vulto desenvolvidos nos últimos anos têm recursos da Financiadora”, diz o coronel Roberto Castelo Branco Jorge, adjunto à subchefia do CTEx.

DCTA: berço de inovações

Situado em São José dos Campos (SP), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), unidade da Força Aérea, é sinônimo de pesquisa, desenvolvimento e inovação. São frutos de seu campus o programa Pró-Álcool e a Embraer, entre outras. E é nas Turbinas, está sendo testado numa estrutura montada especialmente para ela, no DCTA. 

O pesquisador José Francisco Castro Monteiro, da Divisão de Propulsão Aeronáutica, afirma que foi “a própria necessidade de mercado que impulsionou o projeto, já que não há turbinas do gênero produzidas no País”. Além da importância mercadológica, a expertise adquirida pode vir a auxiliar no futuro desenvolvimento de novas turbinas. “Nosso sonho é desenvolver turbinas grandes, para aeronaves tripuladas, mas ainda não temos tecnologia para tanto”, diz Monteiro.

O coronel engenheiro Antônio Carlos Ponce Alonso, chefe da Subdivisão de Aeronáutica do IAE destaca a importância da parceria dos setores públicos e privado para o avanço de inovações como a TAPP: “É fundamental que essas parcerias sejam cada vez mais frequentes. Sem isso, é impossível se desenvolver. A criação da Lei da Inovação foi um grande impulso, mas temos que aplicá-la na prática de maneira mais generalizada”, diz o coronel.

Fonte: FINEP


Brasil ganha peso para fabricante



Sucesso extraordinário". É dessa forma que Filippo Bagnato, presidente da ATR, fabricante de turboélices, define as atividades da empresa em relação ao Brasil. Também pudera: nos últimos dois anos, o construtor franco-italiano vendeu 50 aviões a companhias aéreas regionais brasileiras

Em 2011, ano em que a ATR bateu recorde de vendas - com 157 encomendas firmes e 79 opções de compra, que somam US$ 5,3 bilhões - o Brasil representou sozinho 18% dos negócios, com 29 aeronaves (dez para a Azul, dez para a Passaredo, anunciadas somente ontem, e nove para a Trip).

Isso sem contar os 13 outros aviões negociados por companhias brasileiras também no ano passado com empresas de leasing, como a Air Lease Corporation e a GECAS.

A frota da ATR atualmente em operação no Brasil é de 59 aviões. Bagnato afirma que nos próximos três anos esse número será de mais de 100 aeronaves. Isso porque a carteira atual de encomendas inclui 45 turboélices destinados ao Brasil. Segundo a ATR, 15 aviões já serão entregues neste ano.

A maior frota mundial da ATR pertence atualmente a uma companhia aérea brasileira, a Trip, que possui 38 aeronaves em operação e mais 18 outras que serão entregues a partir deste ano. No total, sete companhias aéreas brasileiras utilizam os turboélices da ATR. A Azul possui 14 aviões em operação (23 outros já foram comprados).

A carteira global de encomendas da ATR totaliza 224 aviões, um recorde que representa três anos de produção. O Brasil, certamente, tem contribuído para movimentar o ritmo de trabalho em Toulouse, sede da ATR.

Passaredo investe em aumento da frota

Com planos de dobrar o número de rotas no Brasil no prazo de três anos, a Passaredo anunciou ontem na França um negócio de US$ 450 milhões com o fabricante de turboélices ATR. O contrato prevê a compra firme de dez aviões de última geração, o ATR 72-600, com 70 lugares, e também dez opções de compra do mesmo modelo.

A operação já havia sido concluída no ano passado, mas só foi divulgada ontem. Não foi por esse motivo, no entanto, que o presidente da Passaredo, José Luiz Felício Filho, esteve ontem em Toulouse, no sudoeste da França, onde fica a sede do construtor franco-italiano que afirma ser o líder mundial do mercado de aviões regionais com até 90 lugares.

Felício foi buscar o primeiro de outros quatro ATR 72-600 comprados junto à companhia de leasing americana Air Lease Corporation, também com 70 lugares. Paralelamente, a Passaredo vai operar ainda, por meio de leasing, dois turboélices ATR 72-500. Esses seis aviões integrarão a frota da companhia já neste ano.

Os demais, adquiridos diretamente do fabricante, serão entregues entre 2013 e 2015. Se a opção de compra de dez modelos for confirmada, a Passaredo terá 26 aviões da ATR até esse prazo. Na prática, a companhia aérea substituirá boa parte de sua frota de 14 jatos Embraer ERJ 145 (com 50 lugares) pelos turboélices europeus.

Segundo Felício, alguns aviões da Embraer (o número ainda não foi definido) continuarão na frota e serão utilizados em trajetos mais longos, superiores a mil quilômetros. A partir de 2013, contratos de leasing desses jatos começam a expirar e a companhia aérea vai "devolvê-los", disse o presidente da Passaredo ao Valor.

"Os aviões da ATR permitirão reduzir custos operacionais, com ganhos significativos em termos de combustível e diminuição dos custos de manutenção", diz ele, acrescentando que isso poderia baixar os preços das passagens aéreas da companhia em 15%.

Os turboélices são conhecidos por consumir entre 40% e 50% menos combustível, poluir menos e totalizar só dez minutos a mais de voo em distâncias de até 800 quilômetros. Mas para trajetos mais longos, os jatos são mais rentáveis.

"Somos uma empresa regional e nossas etapas são mais curtas. Os aviões da ATR serão utilizados em rotas já existentes, substituindo os jatos da Embraer, e parte será destinada aos novos mercados onde vamos atuar", diz Felício.

Os projetos de expansão das atividades são ambiciosos. A Passaredo voa atualmente para 26 cidades, como Carajás (PA), Araguaína (TO), Sinop (MT), Ji-Paraná (RO), mas também São Paulo, Rio ou Fortaleza. Felício prevê que até 2015 esse número terá dobrado.

"Com os turboélices, teremos possibilidades operacionais muito maiores. São aviões mais adaptados para pequenos aeroportos com pistas curtas", afirma. Esse é exatamente o tipo de lugar onde a Passaredo quer aterrissar, já que o foco da companhia, diz o presidente, são os "mercados com baixa e média capacidade, com infraestruturas precárias", como localidades nas regiões Norte e Nordeste que ele prefere ainda não revelar por razões estratégicas.

A Passaredo, uma empresa familiar com sede em Ribeirão Preto (SP), representa só 0,72% do mercado aéreo doméstico, mas vem registrando um crescimento excepcional, de quase 62% ao ano, em média, nos últimos quatro anos, segundo o presidente.

A empresa ainda está bem atrás de outras companhias regionais, como a Azul, terceira colocada no ranking nacional, com 9,8% de participação no mercado doméstico no ano passado, ou a Trip, que totalizou uma fatia de 4%, segundo dados da Agência Nacional da Aviação Civil.

Felício diz que a ampliação do mercado da Passaredo ocorrerá "de forma natural". Neste ano, ele prevê crescimento de 23% no faturamento, enquanto o setor prevê expansão de 8% a 10%.

A Passaredo firmou na semana passada a extensão por "longo prazo" de um acordo operacional com a Gol, chamado "interline", que prevê a venda de lugares em trechos operados pela parceira, mas utilizando o próprio código da companhia.

Felício descarta os rumores de que a Gol poderia comprar sua empresa. "O novo acordo torna a relação clara e mostra que a Passaredo possui sua identidade. Ele dá uma visão de longo prazo para fazermos investimentos em rotas e em aeronaves e reforçarmos a parceria com a Gol."

Fonte: Valor Econômico

Aeronautas afirmam que redução do número de comissários a bordo afeta segurança de vôos



O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Gelson Fochesato, acusou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de apoiar política de redução do número de comissários de bordo nas aeronaves, a seu ver medida lesiva aos usuários e que expõe os vôos a maiores riscos. Em audiência pública nesta terça-feira (22), ele destacou especialmente a autorização dada à Gol para utilizar apenas três comissários, no lugar dos quatro habituais, em suas aeronaves com até 150 assentos.

- Se o Brasil está preocupado com a segurança dos vôos, a Anac está na contramão – criticou.

Mortes

De acordo com Gelson Fochesato, o número de comissários a bordo era anteriormente definido com base no número de portas das aeronaves, inclusive saídas de emergência. Porém, essa norma teria sido recentemente alterada pela Anac e depois a Gol foi autorizada a reduzir o número de comissários em aeronaves de quatro portas. Disse que uma das saídas ficará desguarnecida e um passageiro da linha de assentos próxima será convocado para atuar numa eventual evacuação.

- Muitos deles não sabem nem usar o banheiro da aeronave. Numa situação de emergência, temos certeza que haverá mortes – afirmou.

O presidente do sindicato observou ainda que o tema segurança está na ordem do dia, em razão da aproximação dos dois grandes eventos esportivos programados para o país, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Além dos riscos inerentes ao transporte aéreo, ele observou que nesses dois momentos o número de vôos será muito maior e que não se pode descartar inclusive a hipótese de terrorismo.

- São necessários quatro comissários para conter um passageiro inconveniente, e agora ficaremos à mercê da sorte, que não haja nenhum passageiro assim, que atrapalhe e ponha em risco a segurança dos vôos.

A audiência foi promovida pela Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social (Casemp), vinculada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O tema do dia foi a situação dos trabalhadores do setor aéreo e, ainda, o Fundo de Pensão Aerus (ver matéria). O debate foi sugerido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que preside e subcomissão e coordenou os trabalhos.

Contenção de gastos

Para o diretor administrativo-financeiro do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA),
Arturo Spadale, a Anac é quem melhor poderia justificar a decisão. Ainda assim, fez o contraponto ao destacar que a maioria dos países permite o uso de apenas três comissários em aeronaves de até 150 assentos, inclusive os Estados Unidos, onde disse haver grande atenção com segurança.
- Esse critério me parece que seja o certo – defendeu.

Arturo Spadale disse ainda que o momento é de crise no setor aéreo, com as companhias pressionadas por aumentos nos custos de combustível e decorrente da valorização do dólar. Destacou que somente as duas maiores companhias – a Gol e a Tam – acumularam prejuízos acima de R$ 1 bilhão no ano passado. Por isso, estão sendo obrigadas a adotar medidas de contenção de gastos, na busca de melhores resultados.

No caso da Gol, a imprensa noticiou recentemente a iniciativa de um plano de afastamento voluntário, seguido de demissões complementares de 131 aeronautas, entre co-pilotos e comissários. Na audiência, Spadale citou ainda ajustes na malha de vôos, complementada com o pedido à Anac para a escala de apenas três comissários.

Guerra tarifária

Na avaliação de Graziella Baggio, que é diretora do sindicato dos aeronautas, a crise que as empresas estão enfrentando no momento foi sobretudo o resultado da guerra tarifária em que se envolveram. Além dos prejuízos para os trabalhadores, conforme disse, a disputa comercial também repercute sobre aspectos de segurança dos vôos, como na questão do número de comissários a bordo.

No entanto, a Gol não está sendo a primeira companhia a voar com menor número de comissários. Conforme a diretora a Azul já entrou no mercado com esse padrão, apoiada em decisão judicial. O mesmo padrão é seguido pela Webjet e a Trip. Ela observou que algumas empresas aéreas até cobram a mais pelos assentos da linha da saída de emergência, mais afastadas das demais.
- Em compensação você é obrigado a salvar a todo mundo – disse Graziella.

Treinamento

Sérgio Luiz de Almeida Dias, outro integrante do sindicato, disse que os comissários passam por um treinamento de 120 dias para realizarem operações de evacuação. Por isso, disse não acreditar que os passageiros possam dar conta da tarefa numa eventual necessidade. Ainda mais porque, conforme destacou, os brasileiros não são habituados a treinamentos para lidar com situações de emergência, como acontece em outros países ainda nas escolas.

De acordo com Selma Balbino, presidente do Sindicato dos Aeroviários, que representa os trabalhadores da aviação que atuam em terra, esse segmento da força de trabalho também vem enfrentando dificuldades em decorrência das medidas de contenção de custos. Além da não reposição de vagas abertas, já estaria começando a acontecer cortes.

O coronel aviado Frederico Alberto Marcondes Felipe, do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), nãos e pronunciou sobre a mudança de regra sobre o número de comissários nos vôos. Segundo ele, o tema se relaciona às competências da Anac.

Passageiros

Durante a reunião, a pedido do sindicato, foram exibidos dois vídeos abordando a redução do número de comissários. Em sua maioria, os passageiros ouvidos se manifestaram contra a medida e se disseram despreparados para atuar no caso de uma evacuação de emergência.

Fonte: Senado Federal via Notimp

Marines encomendam kits adicionais para seus KC-130J



O Comando de Sistemas Aéreos da Marinha dos EUA (NAVAIR) recentemente forneceu a Lockheed Martin um contrato de preço fixo de US$ 18,4 milhões para construir mais três kits de armas embarcadas no Hercules Harvest (HAWK – Hercules Airborne Weapons Kits) para a frota de aeronaves KC-130J Hercules do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

A adição do kit roll-on/roll-off do Harvest HAWK transforma um normal avião tanque Lockheed KC-130J numa plataforma de inteligência, vigilância e reconhecimento e gunship.

De acordo com a NAVAIR, os atuais kits Harvest HAWK, que são destacados para o Afeganistão, incluem um console de controle de incêndio no compartimento de carga do avião e uma câmera AN/AAQ-30 infravermelha e eletro-óptica da Lockheed montada numa versão modificada do tanque de combustível sobre a asa do lado esquerdo.

O ponto fixo do lado direito pode levar um pod normal de reabastecimento aéreo, ou pode levar um lançador de quatro mísseis Lockheed AGM-114 Hellfire. O kit também prevê que o Hercules possa lançar munições guiadas com precisão como o Raytheon AGM-175 Griffin ou mísseis de ataque MBDA GBU-44/B Viper da rampa de carga do avião.

A assinatura do contrato no dia 14 de Maio faz parte de um segundo lote de kits Harvest HAWK que o serviço está comprando. Os fuzileiros haviam anteriormente aceito três desses kits.

Com a atribuição deste último contrato, o serviço aguarda a entrega de três kits adicionais nos anos fiscais 2013 e 2014.

Além disso, o contrato prevê a modificação de sete aeronaves KC-130Js para que possam aceitar os kits roll-on/roll-off. Anteriormente, três aviões foram modificadas, disse a Lockheed.

O futuro trabalho no Harvest HAWK deve incluir sustentação, correção de deficiências detectadas em campo e evitar a obsolescência, disse a NAVAIR. Cada kit Harvest HAWK custa cerca de US$ 9 milhões, diz o serviço.

Fonte: FlightGlobal via Cavok

Novo carregamento de armas russas chega a Venezuela



Um novo lote de armas russas chegará brevemente a Venezuela disse o presidente do país Hugo Chávez. “Sem a ajuda da Rússia nós não teríamos o poder militar que temos agora,” disse ele na terça-feira na televisão estatal.

Se trata de um fornecimento no âmbito do plano de fortalecimento do exército de Venezuela com armas modernas para defender o território nacional, notou o presidente. Ele disse também que estava confiante “do apoio da Rússia e da China em todas as frentes”.

Chávez reaparece na TV e reitera participação em eleições

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, comandou nesta terça-feira a reunião semanal do conselho de ministros, a primeira atividade na qual foi visto ao vivo desde que voltou de Cuba há 11 dias após terminar o tratamento de radioterapia contra o câncer.

Vestido de azul e fazendo brincadeiras, Chávez reiterou que inscreverá sua candidatura presidencial em junho, dentro do prazo fixado pelo Conselho Nacional Eleitoral para o pleito de 7 de outubro, quando enfrentará o candidato único da oposição, Henrique Capriles. O mandatário prometeu uma vitória "sem precedentes" nas eleições. "Vão ser derrotados em todas as frentes, a derrota que vamos aplicar não terá precedentes na história política deste país", afirmou Chávez durante a reunião do gabinete.

Chávez, que tentará a reeleição para um terceiro mandato, destacou que seu governo é a "garantia da paz", e advertiu que se a oposição vencer a Venezuela cairá na "violência, na loucura e na instabilidade". "Dizem que não vou ser candidato, que Chávez não pode, não sabe, que anda nas núvens (...) mas são vocês (oposição) que andam nas núvens", rebateu.

A saúde do mandatário, 57 anos, é considerada segredo de Estado e o que se sabe oficialmente é que foi submetido a três cirurgias e removeu dois tumores malignos na região pélvica. Uma fonte próxima à equipe médica disse que Chávez tem dores em uma perna, consequência da doença, o que dificulta aparições públicas.

Venezuela aprova lei para interceptar aviões do narcotráfico

O Parlamento venezuelano aprovou na noite de terça-feira uma lei que permitirá às Forças Armadas interceptar e inutilizar aviões que infrinjam as normas do espaço aéreo, o que inclui as aeronaves vinculadas ao narcotráfico, uma proposta do presidente Hugo Chávez.

A Assembleia Nacional aprovou por unanimidade a Lei de Controle para a Defesa Integral do Espaço Aéreo. A lei, de 12 artigos, inclui "todos aqueles aspectos que impediam o exercício pleno da defesa dos altos interesses nacionais", afirma um comunicado da Assembleia.

Fonte: AFP / Reuters

Brasil quer aumentar cooperação com Líbano, diz Amorim



O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira, durante uma visita a Beirute, que o Brasil pretende aumentar a cooperação militar com o Líbano. O ministro viajou ao país para participar da transferência de tarefas entre almirantes brasileiros dentro das Forças Marítimas da ONU no país árabe.

Amorim, que realizou uma série de reuniões com autoridades libanesas, examinou as formas de reforçar a colaboração entre o Exército brasileiro e o libanês, segundo a imprensa local. Ele também destacou que a cooperação entre ambos países 'é de grande importância, dadas as relações históricas entre Líbano e Brasil, que acolhe oito milhões de habitantes de origem libanesa'.

Durante sua estadia, Amorim se reuniu com o ministro libanês das Relações Exteriores, Adnan Mansur; com o de Defesa, Fayez Ghosn, e com o chefe do Exército, o general Jean Kajwayi. O ministro brasileiro condecorou Kajwayi com a Ordem do Mérito da Defesa e entregou para Ghosn um convite oficial de visita ao Brasil.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), liderada atualmente pelo Brasil, foi montada em outubro de 2006 a pedido do governo local para ajudar a Marinha libanesa a impedir a entrada de armas e outros materiais não autorizados no país. Um total de 15 países contribuiram enviando tropas para esta força, entre eles Espanha, França, Alemanha, Itália, Brasil, Turquia, Bangladesh e Indonésia.

Fonte: EXAME

Irã e Grupo 5+1 iniciam reunião em Bagdá sobre questão nuclear



Representantes do Irã e do Grupo 5+1 iniciaram nesta quarta-feira, em Bagdá, uma nova fase de negociações para buscar uma saída diplomática ao polêmico programa nuclear iraniano.

As negociações de Teerã com o Grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha - e a Alemanha) pretendem reduzir as tensões sobre o tema, que representa uma ameaça de conflito armado em uma região altamente volátil.

As delegações se reuniram em uma residência oficial situada na Zona Verde de Bagdá, um bairro ultraprotegido da capital iraquiana. As conversações estão previstas para apenas esta quarta-feira, mas existe a possibilidade de um segundo dia de negociações, de acordo com fontes diplomáticas.

O chefe dos negociadores iranianos, Said Jalili, afirmou esperar que as negociações, "baseadas na cooperação", constituam "o ponto de partida de uma nova era" nas relações entre os países.

"Sentimos que o Ocidente compreendeu que não é o momento de utilizar a estratégia da pressão", disse Jalili, segundo as agências iranianas Fars e Mehr.

Em Teerã, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad disse que o Irã não deseja produzir a bomba atômica nem qualquer outra arma de destruição em massa, porque considera seu uso e até a simples posse contrária à religião.

"A produção e utilização de armas de destruição em massa são contrárias à religião e não têm espaço na doutrina de defesa da República Islâmica do Irã", afirmou Ahmadinejad diante dos parentes de vítimas de armas químicas durante a guerra com o Iraque (1980-1988).

Esta posição, recordou, está baseada nos ensinos do islã e na fatw'a (decreto religioso) do guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Fonte: AFP