sábado, 23 de outubro de 2010

Vazamento de documentos revela casos obscuros da Guerra do Iraque


Os documentos expostos nesta sexta-feira pela organização Wikileaks, que em julho publicou 92 mil relatórios secretos das operações das Forças Armadas dos EUA no Afeganistão, se referem a textos redigidos por soldados americanos entre 2004 e 2009.

Segundo os documentos, desde a invasão americana no Iraque, em 2003, morreram mais de 100 mil iraquianos, dos quais cerca de 70 mil civis.

Os relatórios indicam que as forças americanas deixaram sem investigação centenas de denúncias de abusos, torturas e assassinatos por parte das milícias iraquianas, que em alguns casos são acusadas de chicotearem e queimarem pessoas. Em um caso particular, os americanos acusam soldados do Iraque de cortarem os dedos e queimarem com ácido um dos presos.

Em uma das partes é descrita a execução de dois presos que estavam com as mãos atadas; já uma outra relata a morte de um preso que apesar de apresentar uma incisão cirúrgica no abdômen teve a causa do óbito descrita como "falha renal".

Em alguns dos casos, os militares americanos abriram uma investigação, mas em sua maioria as denúncias foram apenas reportadas aos superiores, que deixaram a averiguação a cargo das forças iraquianas. A frase "nenhum soldado da coalizão esteve implicado no incidente" é frequente nos relatórios, assim como o comentário "não é necessária uma investigação".

O vazamento dos documentos foi imediatamente reprovado pelo Governo dos Estados Unidos. O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, assegurou que nos documentos "não há nada que possa indicar a existência de crimes de guerra", mas considerou que "o país está mais vulnerável agora".

Antes de Morrell, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia condenado, "nos termos mais claros possíveis", qualquer vazamento de documentos que "ponham em perigo vidas americanas e de seus aliados".

O jornal "The New York Times", uma das publicações que tiveram acesso prévio aos documentos, divulgou declarações de um porta-voz do Pentágono, que indica que a política americana "está, e sempre esteve, em linha com as práticas e o Direito internacionais".

"Se foram perpetrados (abusos) por iraquianos, corresponde às forças iraquianas investigá-los", disse o porta-voz.

Até agora, nem o Governo dos EUA nem as forças aliadas divulgaram um número oficial das vítimas iraquianas em decorrência do conflito, apesar de os relatórios que vazaram darem conta de 109.032 mortos entre 2004 e 2009, dos quais 66.081 civis.

Segundo a organização Iraqi Body Count, o número inclui 15 mil mortos em casos desconhecidos até agora.

A maior parte das mortes, cerca de 30 mil, foram causadas por minas colocadas pelos insurgentes ao longo do território iraquiano. Apesar disso, há passagens onde são relatados casos em que as tropas americanas, por erro, acidente ou precipitação, mataram civis inocentes. Em uma delas, civis foram alvejados por soldados americanos desde um helicóptero, apesar de as vítimas darem sinais de rendição.

Pelos documentos, os EUA demonstravam preocupação com o papel do Irã na guerra. Os relatórios indicam que os iranianos treinaram iraquianos no manejo de explosivos e forneceram armas para o país vizinho.

Fonte: EFE

G20 chega a acordo para que emergentes tenham mais poder no FMI


Países emergentes ganharão mais poder de decisão. Proposta também visa aumentar o capital do FMI.

Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 – grupo que reúne os países ricos e as potências emergentes. - decidiram neste sábado (23), em Gyeongjuna, na Coreia do Sul, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve passar por uma grande reforma.

Dentre as principais mudanças acertadas na reunião está a transferência de maior poder de decisão aos países emergentes. Foi decidido também que haverá uma reestruturação no sistema bancário e a nas instituições financeiras dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise econômica mundial de 2009.

O diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma como "a mais importante já adotada no governo do Fundo Monetário Internacional". A alteração proposta também visa aumentar o capital do FMI.

A União Europeia se comprometeu a ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.

Câmbio Ao longo da sexta-feira, a “guerra cambial” e, na esteira dela, a proposta dos Estados Unidos de estabelecer limites para os desequilíbrios externos, como maneira de pressionar os países com superávit a deixar que suas moedas se valorizem foram os destaques do encontro.

Em uma carta aos ministros participantes do encontro, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os países deveriam implementar políticas para reduzir os desequilíbrios em conta corrente para um nível inferior a determinada parcela do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que Geithner propôs limitar os superávits e déficits em conta corrente a 4% do PIB.

Esse clima destacou as dificuldades que o G20 enfrenta, à medida que tenta colocar a economia mundial em um ritmo mais estável e acalmar as tensões cambiais.

Embora o G20 tenha sido parabenizado pela coordenação de pacotes de estímulo durante a crise financeira global, sua unidade tem sido testada por baixo crescimento nos países ricos e tentativas de algumas economias emergentes de preservar sua competitividade comercial mantendo as moedas desvalorizadas.

Histórico O G20 foi criado em 1999, na esteira da crise financeira asiática de 1997, para reunir as principais economias ricas e emergentes para estabilizar o mercado financeiro global.

Desde a sua criação, o G20 realiza reúne os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais destes países para discutir medidas para promover a estabilidade financeira do mundo e alcançar um crescimento sustentável e equilibrado.


Fonte: Portal G1

Irã treinou forças iraquianas durante guerra contra EUA, revelam documentos


O vazamento de documentos do Pentágono através do site Wikileaks dá conta de que o Irã teve papel importante na guerra entre Estados Unidos e Iraque, já que treinou militantes iraquianos, incitou sequestros de soldados americanos e forneceu armas e explosivos ao país vizinho.

A participação do Irã na guerra entre 2004 e 2009 fica exposta após o vazamento de cerca de 391 mil documentos do site Wikileaks a vários veículos da imprensa, entre eles o ""The New York Times".

O Qods, a força de elite e encarregada de missões internacionais da Guarda Revolucionária iraniana, teria supervisionado o treinamento ministrado pelo Hisbolá a Azhar al-Dulaymi, um xiita iraquiano comandante de uma milícia, para seqüestrar soldados americanos em Bagdá.

Supostamente, Dulaymi era o responsável pelo sequestro de cerca de 150 funcionários do Ministério da Educação Superior do Iraque em novembro de 2006. Antes de ser localizado e morte durante uma operação americana, Dulaymi sequestrou e matou quatro soldados em Karbala.

Além de afirmar que as forças iranianas treinaram militantes iraquianos no uso de explosivos e como franco-atiradores, os documentos dão conta de que o Irã forneceu ao Iraque projéteis artesanais de grande capacidade de destruição.

Os relatórios também descrevem um confronto a tiros entre forças americanas e iranianas perto da fronteira do Iraque com o Irã.

Fonte: EFE

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

13 Dias que abalaram o mundo - 1962: crise dos mísseis de Cuba


No dia 22 de outubro de 1962, o então presidente dos EUA exigiu da União Soviética o desmonte das bases de lançamento de mísseis em Cuba. O conflito, afinal contornado, ficou conhecido como a crise dos mísseis de Cuba.

Em outubro de 1962, o confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética colocou o mundo à beira de um conflito nuclear. Aviões de reconhecimento norte-americanos descobriram mísseis soviéticos de médio alcance instalados em Cuba.

Com alcance de 1800 quilômetros, eles poderiam atingir alvos em todo o sudeste dos Estados Unidos, incluindo Nova Orleans, Houston, St. Louis e até Washington. A URSS ainda preparava a instalação de outras rampas de lançamento de mísseis no país centro-americano. Fotos aéreas não deixavam dúvidas de que os russos pretendiam colocar suas bases em condições de ataque.

Bloqueio naval contra Cuba

No dia 22 de outubro, o presidente John Kennedy denunciou, em pronunciamento pela televisão, a existência dos mísseis russos na América Central. "Essas rampas não devem ter outro objetivo que o ataque nuclear contra o mundo ocidental", declarou.

Para ele, a transformação de Cuba em base estratégica, com a instalação de armas de destruição em massa, representava uma ameaça à paz e à segurança do continente americano. "Nem os Estados Unidos, nem a comunidade internacional irão se iludir e aceitar essa ameaça", advertiu.

Ainda no mesmo dia, os EUA decretaram um bloqueio naval contra a ilha de Fidel Castro e deram um ultimato à URSS. Kennedy exigiu do chefe de Estado Nikita Khruchev o imediato desmonte das rampas, a retirada dos mísseis e a renúncia à instalação de novas armas ofensivas em Cuba. Washington advertiu também que, caso o bloqueio fracassasse, a ilha seria invadida.

ONU contorna ameaça de guerra

Qualquer transgressão do bloqueio por navios soviéticos poderia desencadear a guerra entre as duas potências atômicas. A Organização das Nações Unidas ofereceu-se para mediar. A crise foi administrada e acabou sendo contornada. No dia 28 de outubro, Khruchev cedeu à pressão norte-americana, retirando os mísseis e admitindo uma inspeção da ONU.

Em contrapartida, Kennedy garantiu que os Estados Unidos não fariam novas tentativas de invasão a Cuba, como a que fracassara na Baía dos Porcos em 1961. Num acordo secreto com a URSS, os EUA também se comprometeram a retirar seus mísseis tipo Júpiter da Turquia.

A crise de Cuba entrou para a história como a maior demonstração de força da administração Kennedy. Os preparativos militares soviéticos, à época, não só irritaram os norte-americanos como também foram interpretados como provocação bélica por outros países ocidentais.

"Telefone Vermelho" entre Washington e Moscou

A comunidade internacional reagiu aliviada ao fim da crise. Mesmo nos dias de maior tensão, Willy Brandt, então prefeito de Berlim Ocidental, manteve a convicção de que a superação dessa crise significaria um passo decisivo rumo à paz mundial.

Esse confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética evidenciou definitivamente a necessidade de uma política de distensão. A possibilidade de uma guerra nuclear persistiu até o último momento.

Tanto no Leste quanto no Ocidente, reconheceu-se o risco de uma corrida armamentista descontrolada e da rivalidade desenfreada entre as potências mundiais. Uma das consequências foi a instalação de uma "linha direta" (o chamado "telefone vermelho") entre Moscou e Washington, no verão europeu de 1963.

Fonte: Deutsche Welle

Nota do Blog: Na verdade a URSS não cedeu a pressão dos EUA, apenas teve em troca da retirada dos mísseis de Cuba a retirada dos mísseis da Turquia, ou seja um retirou o arsenal do quintal do outro, foi uma troca de igual valor estratégico, ambos saíram vioriosos desta crise.

Petrobras confirma potencial de até 8 bilhões de barris em Tupi


A Petrobras informou nesta sexta-feira que o óleo contido na área de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos tem grande volume recuperável. Tupi tem reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo e gás, e foi a primeira grande descoberta na camada pré-sal.

O prognóstico resultou da conclusão da perfuração do 9º poço no prospecto. A comercialidade de Tupi tem que ser declarada até o dia 31 de dezembro. Até lá, mais dois poços de delimitação serão perfurados.

A nova perfuração confirmou que a espessura do reservatório chega a aproximadamente 128 metros. Isso, segundo a estatal, reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área.

A petrolífera afirmou, em nota, que o óleo de Tupi tem excelente valor comercial. É considerado leve, por ter 28º API --quanto mais elevado, na escala que vai até 40º, maior é a possibilidade de aproveitamento do óleo.

"A produtividade dos reservatórios do pré-sal do poço, agora concluído, será avaliada por testes de formação programados para os próximos meses. Confirmadas as produtividades esperadas, o consórcio BMS-11 [bloco onde está o prospecto Tupi] estudará a instalação, no sul da área de Tupi, de um dos primeiros navios-plataforma padronizados que estão sendo projetados para operar no pré-sal da Bacia de Santos", diz a nota.

PRÉ-SAL

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.

Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

Fonte: Folha

Musharraf autorizou aviões teleguiados, mas não mísseis (Gilani)


O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, revelou nesta sexta-feira que o ex-general e ex-presidente Pervez Musharraf havia autorizado os Estados Unidos a sobrevoar o país em operações de vigilância com aviões teleguiados (drones), mas não a disparar mísseis

"O governo anterior deu permissão para os aviões teleguiados americanos efetuarem voos de vigilância e reconhecimento, mas não para disparar mísseis", declarou à imprensa Gilani, que foi nomeado primeiro-ministro em 2008 após a saída de Musharraf do poder.

Os Estados Unidos multiplicaram os disparos a partir destas aeronaves sem piloto nos últimos meses nas zonas tribais paquistanesas que fazem fronteira com o Afeganistão, local que consideram o quartel-general da Al-Qaeda e de seus aliados talibãs.

Washington teme, em particular, que planejem atentados no Ocidente.

O Paquistão condena oficialmente esses disparos, que instigam um forte sentimento antiamericano em seu território, denunciando uma violação de sua soberania.

O número de ataques de aviões teleguiados americanos no Paquistão aumentou consideravelmente neste ano, com ao menos 88 bombardeios até o dia 15 de outubro, segundo dados do New America Foundation baseados em informações da imprensa.

Fonte: AFP

Países emergentes são criticados na cúpula da biodiversidade


A falta de flexibilidade de alguns países emergentes foi criticada nesta sexta-feira na convenção da ONU sobre a biodiversidade realizada na cidade japonesa de Nagoia, informou a imprensa local.

A décima Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP-10) pretende culminar em um plano estratégico para proteger a biodiversidade até 2020 e um protocolo sobre os benefícios compartilhados pelo uso dos recursos genéticos.

"O cumprimento das metas para a preservação da biodiversidade está sendo utilizado (pelos países emergentes) como moeda de troca para obter concessões das nações desenvolvidas com relação aos recursos genéticos", disse hoje um negociador japonês à agência de notícias Kyodo.

Os interesses dos países emergentes nas discussões se focam nos recursos genéticos de plantas e micro-organismos e o acesso equitativo aos benefícios derivados de seu uso.

Alguns países como o Brasil, que tem uma grande riqueza de recursos genéticos, muitos deles dentro do território amazônico, pediram que os objetivos de conservação e o protocolo sejam adotados conjuntamente na COP-10, onde participam representantes de 193 países.

Para o diretor de biodiversidade da ONG WWF, Günter Mitlacher, as conversas não progrediram porque as posições dos países emergentes são tão firmes que não é possível negociar, segundo a Kyodo.

Nas discussões sobre a biodiversidade, os defensores das propostas mais ambiciosas, como a União Europeia e a Noruega, propuseram tornar 15% dos oceanos áreas de proteção ambiental.

Em um dos subcomitês para fixar as metas posteriores a 2010, o Brasil criticou o plano europeu por considerá-lo exagerado, enquanto a China pediu que a área de proteção seja reduzida a 6% dos oceanos, devido a limitações no financiamento.

Os países emergentes declararam que, para alcançar os objetivos propostos pela União Europeia e pela Noruega, a ajuda financeira atual deveria ser multiplicada por cem.

Geórgia está disposta a restabelecer diálogo com a Rússia


A Geórgia está aberta a restabelecer o diálogo com a Rússia dois anos depois de os países terem cortado suas relações diplomáticas, segundo afirmou hoje o ministro de Relações Exteriores georgiano, Grigol Vashadze.

"A Geórgia não se nega nem se negará ao diálogo com a Rússia. De fato, estamos à espera que respondam a nossa vontade de resolver os problemas de maneira construtiva", disse Vashadze à Agência Efe.

No entanto, o chanceler assinalou que seria "ilusão" pensar que a Geórgia abordará questões comerciais e humanitárias durante as conversas.

"As negociações são necessárias apenas para tratar da retirada das tropas russas, da restauração da integridade territorial da Geórgia e do retorno digno dos refugiados", acrescentou.

Tbilisi rompeu relações diplomáticas com Moscou depois que a Rússia reconheceu a independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul.

Vashadze se disse convencido de que os dois países manterão estes diálogos futuramente, mas afirmou que "é difícil prever quando".

"Moscou não tem nenhuma estratégia pensada para o Cáucaso Sul, mas para conseguir algo em uma região tão complicada, primeiro deve saber o que quer", disse o ministro.

Perguntado a respeito do ingresso da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC), Vashadze disse que não é um assunto que "acabe com o sonho da Geórgia".

"A Rússia deveria se unir à OMC, como nós já o fizemos, mas ali existem regras e procedimentos claros e a Rússia os infringe com seu comportamento na fronteira com a Geórgia", declarou.

Apesar de contar com o beneplácito dos Estados Unidos, a entrada na OMC exige o consenso de todos os membros da organização, por isso a Rússia deverá concluir as negociações com o resto dos países, em particular com a Geórgia.

Tbilisi reiterou sua intenção de bloquear a adesão da Rússia à organização internacional até que Moscou abra postos alfandegários conjuntos nas fronteiras entre ambos os países, incluído na Abkházia e na Ossétia do Sul.

Além disso, a Rússia ainda deverá finalizar as negociações comerciais que mantém com a União Europeia.

Fonte: EFE

EUA oferecem US$ 2 bilhões ao Paquistão em ajuda militar


Os Estados Unidos ofecerão ao Paquistão dois bilhões de dólares em nova ajuda militar, afirmou nesta sexta-feira a secretária de Estado, Hillary Clinton, que destacou os esforços de Islamabad contra os grupos extremistas.

"Os Estados Unidos não têm um sócio mais forte (que o Paquistão) quando se trata de contraterrorismo", afirmou Hillary num encontro de alto nível entre ambos países realizado em Washington.

A chanceler assinalou que o pacote de ajuda militar, que está sujeito à aprovação parlamentar, se somará aos 7,5 bilhões de dólares em ajuda civil que os Estados Unidos prometeram a esse país num período de cinco anos.

O Paquistão é um importante, porém complicado aliado dos Estados Unidos em sua luta contra os talibãs afegãs.

A nova ajuda poderá causar mal-estar no rival do Paquistão, a Índia, país que o presidente Barack Obama visitará em novembro para aprofundar as relações bilaterais.

Fonte: AFP

Submarino nuclear britânico encalha perto da Escócia


Um novo submarino nuclear da Marinha Britânica encalhou nesta sexta-feira na costa noroeste da Escócia, segundo o Ministério da Defesa.

"Não é um incidente nuclear" esclareceu um porta-voz. "Não há ferimentos para o pessoal, e o submarino está vedado em relação à água."

O ministério disse que se trata de um submarino da classe Astute, e que ele não estava armado com ogivas nucleares. Acrescentou que a situação está sendo "investigada".

O HMS Astute, recém-inaugurado, é o primeiro exemplar de uma nova classe de submarinos movidos a energia nuclear. Ele havia sido lançado ao mar em agosto, e estava passando por testes antes de entrar em operação.

A Guarda Marítimo-Costeira disse ter sido avisada do incidente, por volta de 7h20 (5h20 em Brasília), e enviado um rebocador ao local.

Um porta-voz disse que aparentemente a embarcação bateu em rochas perto da ilha de Skye.

Fonte: Reuters

Nota do Blog: A tripulação não fez jus ao nome da embarcação...rsrsrs

Denel Dynamics oferece Umkhonto ao Vietnã


A Denel Dynamics está disputando um contrato naval de defesa aérea no Vietnã e oferece a nação do sudeste asiático o sistema de mísseis Umkhonto de curto alcance de defesa aérea, já instalados nas fragatas da Marinha Sul-Africana e seis navios de guerra finlandeses.

O Vice-presidente Kgalema Motlanthe, em visita a Hanói, disse: " A Denel Dynamics apresentou uma proposta para um contrato de fornecimento de seu sistema de mísseis terra-ar para a Marinha vietnamita. Acreditamos que o sistema Sul-Africano é superior a outros sistemas e que uma oferta bem sucedida iria abrir novas áreas de cooperação entre nossos dois países no domínio da defesa".

Não está claro em que embarcações os mísseis serão instalados. A marinha vietnamita opera duas novas fragatas da classe Gepard russa encomendadas neste ano, assim como mais cinco fragatas classe Petya. Além disso, também opera 15 corvetas da classe Pauk Tarantul, numerosas patrulhas e torpedeiros, caça-minas e seis submarinos da classe Kilo de ataque diesel-elétrico.

A Denel no mês passado apresentou as capacidades do sistema Umkhonto na edição da África Aerospace & Defence 2010 na Cidade do Cabo. "Com 45 anos de experiência em defesa aérea, estamos orgulhosos deste míssil versátil de classe mundial", disse Machiel Oberholzer, Gerente Executivo de Defesa Aérea na Denel Dynamics. O míssil mostrado - e provavelmente o ofertado ao Vietnã - é a versão Block 2 da arma, com maior desempenho comprovado no início deste ano durante os ensaios de fogo real com a Marinha finlandesa que opera o sistema a bordo de quatro barcos da classe Hamina e dois caça minas classe Hämeenmaa.

A marinha finlandesa lançou dois Umkhonto Block 2, e durante os dois disparos o teste foi bem-sucedido. Um Caça-Minas Finlandês e outras embarcações participantes do exercício fizeram seu caminho para o teste através do gelo do inverno e depois de assumir as suas respectivas posições, e após verificações de sistemas e de segurança foram cumpridos, um drone Banshee (Alvo Teleguiado) foi lançado a partir de terra. "Para o lançamento deste primeiro alvo extremamente pequeno foi utilizado os sistemas de sensores de rastreamento do navio", segundo a Denel em um comunicado. "Depois de uma corrida curta confirmaram que todos os sistemas estavam funcionando, Umkhonto prontamente destruiu o alvo com um ataque direto. O segundo teste utilizou os sensores de rastreamento de um navio diferente para rastrear o alvo. Novamente o Umkhonto conseguiu um acerto direto confirmando a capacidade única desse míssil”.



O Umkhonto também esta em serviço a bordo de quatro fragatas da classe Valour da Marinha Sul-Africana. O Almirante Johnny Kamerman, diretor de projeto da fragata em uma conferência de imprensa em 2006, disse que o desenvolvimento do sistema começou em 1993. A África do Sul decidiu desenvolver seu próprio sistema, mesmo depois que as sanções para aquisição de sistemas high-end, como o Aegis americano foram suspensas, até pelo fato deste sistema possuir um custo exorbitante, “não poderíamos arcar com os lançadores, e muito menos os mísseis", explicou Kamerman - e os sistemas como os mísseis lançados do ombro foram "um desperdício de tempo".

Testes baseados em terra terminaram em Julho de 2005, quando o sistema foi julgado qualificado para uso em terra. O teste envolveu interceptar um drone Skua em vários perfis de voo, incluindo os de baixíssima altitude e em manobras evasivas. Os testes culminaram com o Skua sendo destruído com uma "ogiva padrão", disse Kamerman.


Em maio de 2008 Oberholzer disse que o caminho de desenvolvimento do Umkhonto incluiu uma vasta gama de variantes do IR, bem como uma versão all-weather, guiados por radar e uma versão ER. Como dito acima, o atual Umkhonto guiado por IR tem um alcance de 12 km. Oberholzer disse que este alcance esta sendo ampliado, como parte de um projeto de melhoria do produto. Uma versão de alcance estendido infravermelho esta sendo desenvolvida e irá possuir alcance de até 22 quilômetros. A versão de radar, apelidado de AWSAM – versão All-Weather - que pode ter alcance de 20 km, enquanto uma versão de maior alcance será equipada com um foguete (AWSAM-E) - que superou os 30 km, aumentado suas capacidades. Ele acrescentou que a vantagem de uma família de mísseis é que "você pode ter uma combinação de mísseis em um único sistema de lançamento para enfrentar de forma mais adequada à ameaça. Os mísseis guiados por IR são mais baratos que os guiados por radar, sendo você não precisará usar um míssil caro para derrubar um alvo fácil. "

A Denel Dynamics está buscando parceiros para o financiamento de futuras configurações avançadas do Umkhonto. "Vai ser idealmente um programa como o A-Darter", a empresa recebeu R$1 bilhão em investimentos para o desenvolvimento conjunto do IR 5 de curto alcance para mísseis ar-ar sendo desenvolvido com o Brasil. Mas ele também questiona o fato de que o Umkhonto IR não é um sistema All-Weather. “Vale ressaltar que o fato de que as Marinhas Sul-africanas e finlandesas selecionaram o Umkhonto depois de profundos estudos - apesar de as condições climáticas típicas da Marinha. O sistema esta amparado na capacidade dos avançados radares 3D instalado em um navio ou no ponto de lançamento, com isso o míssil é guiado por Datalink até a proximidade do alvo, onde só então é acionado o sistema de direcionamento IR do míssil, com isso superando as contramedidas do alvo e aumentando o seu índice de acerto. Quanto mais preciso for o radar 3D, melhor é o desempenho do sistema em condição climática adversa, pois o IR só é usado na fase final do vôo, apenas como um último recurso para garantir a precisão. O melhor radar, o melhor míssil, uma combinação letal para qualquer adversário no campo de batalha. Por isso a Denel vê claramente a necessidade de aperfeiçoar a variante de míssil All-Weather guiado por radar como previsto a princípio.

O sistema Umkhonto é realmente um sistema revolucionário, de baixo custo e uma alternativa muito atraente no mercado, seja por sua simplicidade e baixo custo ou principalmente por suas características únicas de desempenho.

Tradução e Adaptação: Angelo D. Nicolaci
Fonte: Defense & Professional

Ozires Silva cobra Embraer na concorrência dos 36 caças


Às vésperas do possível anúncio do vencedor da concorrência internacional para fornecer 36 caças supersônicos (FX-2) à Força Aérea Brasileira (FAB), o ex-ministro e fundador da Embraer, Ozires Silva, voltou a defender o fornecimento direto dos jatos pela fabricante de aviões brasileira, sediada em São José dos Campos.

Em palestra proferida na noite de quarta-feira (20) para um grupo de estudantes do ensino médio, na Feira do Jovem Empreendedor Joseense, o ex-presidente da Embraer também cobrou uma manifestação organizada da sociedade joseense e valeparaibana em prol da empresa, que não disputa a concorrência. "O governo poderia contratar a Embraer para desenvolver o avião como já foi feito outras vezes em vez de dar este contrato bilionário a uma empresa estrangeira", disse Silva.

O modelo proposto por ele, e que tem o apoio de empresários da região que atuam na cadeia aeronáutica, envolveria a contratação de um fornecedor estrangeiro, que poderia ser feita com dispensa de licitação, para o desenvolvimento em conjunto dos novos jatos, uma vez que a Embraer não detém a tecnologia.

Por várias vezes adiado, a expectativa é de que o nome do vencedor seja conhecido após o segundo turno das eleições presidenciais. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que antes de ser tomada, a decisão será discutida com o sucessor do presidente Lula. Uma das exigências previstas é o envolvimento da Embraer seja qual for o vencedor da concorrência para a transferência de tecnologia.

O contrato é estimado em até US$ 3 bilhões e deverá ser disputado por empresas gigantes do setor, como por exemplo Dassault (França) com o caça Rafale, Boeing (EUA) com o caça F-18 Super Hornet e Saab (Suécia) com o Gripen NG. Nas comemorações de 7 de setembro de 2009, o presidente Lula tornou público o seu favoritismo pelo avião francês, apesar de ser o mais caro.

Durante o momento da apresentação aos alunos, Silva falou sobre a importância da educação no desenvolvimento dos países e lembrou o surgimento da indústria aeronáutica no Brasil, a partir da criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1950. "O ITA foi a primeira instituição a formar engenheiros aeronáuticos no Brasil. Se não fosse esta escola não existiria a Embraer, ou seja, sem a escola não haveria o empreendimento", disse.

Voo inaugural

Ozires Silva ainda citou como exemplo de empreendedorismo bem-sucedido o voo inaugural do protótipo do Bandeirante, o primeiro avião desenvolvido e fabricado no Brasil, que decolou em 22 de outubro de 1968; e a criação da Embraer, em 1969. O Bandeirante começou a ser desenvolvido antes do surgimento da empresa, nas instalações do atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que na época se chamava Centro Técnico de Aeronáutica (CTA).

"O Bandeirante foi um sucesso, principalmente, nos Estados Unidos. A Embraer produziu mais do que um avião, criou o mercado de transporte aéreo regional, que até hoje norteia as estratégias da empresa, dona de uma carteira de contratos de mais de US$ 19 bilhões", disse Silva, que presidiu a empresa em duas ocasiões e conduziu o processo de privatização, concluído em dezembro de 1994.

A Feira do Jovem Empreendedor Joseense acontece até amanhã (23) no Parque Tecnológico de São José dos Campos, com expectativa de público de 150 mil pessoas. Hoje (22) será entregue o troféu "Profissional do Futuro" aos seis melhores projetos de expostos na feira, três do ensino médio e três do ensino fundamental. A seleção será feita entre os mais de 120 projetos que se encontram em exposição no evento.

A entrega dos troféus e medalhas de participação terá início às 18h. Para uma das avaliadoras, a assessora da Incubaero, Ideli Martins de Souza, o nível dos projetos apresentados pelos alunos surpreendeu e dificultou a escolha. "Eles já são empreendedores, só falta serem lapidados", disse.

Fonte: DCI

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MIL MI-35 M Hind multifuncionalidade ao limite


Um helicóptero único em sua categoria, uma verdadeira fera alada, o MIL MI-35 é uma verdadeira máquina de guerra.

O MI-35 M é um helicóptero de assalto capaz de transportar tropas e as apoiar após o desembarque com seus pesados armamentos

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Aquecimento do Ártico provavelmente é permanente, diz estudo


Os sinais da mudança climática estiveram espalhados pelo Ártico neste ano, ar mais quente, menos gelo no mar, geleiras derretendo , o que provavelmente significa que essa região, crucial para a definição do clima no resto do planeta, não irá voltar ao seu antigo estado mais frio, disseram cientistas na quinta-feira.

No estudo, divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), cientistas norte-americanos, do Canadá, da Rússia, da Dinamarca e de outros países disseram que "um retorno às condições anteriores do Ártico é improvável."

As condições do Ártico têm grande influência sobre o clima nas latitudes temperadas do Hemisfério Norte, onde se concentra grande parte da população mundial. Nevascas nos EUA, norte da Europa e oeste da Ásia no inverno passado provavelmente tiveram relação com a maior temperatura atmosférica no Ártico, segundo os cientistas.

"O inverno de 2009-10 mostrou uma nova conectividade entre o frio extremo e a neve em latitudes médias e as mudanças nos padrões de ventos do Ártico", disse o estudo.

Jackie Richter-Menge, do Laboratório de Pesquisa e Engenharia de Regiões Frias do Exército dos EUA, disse que a temperatura atmosférica na superfície do Ártico está aumentando ao dobro do ritmo do que em latitudes inferiores.

Isso se deve em parte à chamada amplificação polar -- o derretimento do gelo e da neve, que são brancos, expõe áreas mais escuras de mar e terra, que absorvem mais calor, num círculo vicioso. A exposição constante à luz solar durante o verão nas altas latitudes também contribui para isso, disse Richter-Menge por telefone.

Normalmente, o ar frio fica "engarrafado" no Ártico durante o inverno, mas no final de 2009 e começo de 2010 ventos fortes empurraram esse frio do norte para o sul, em vez de seguirem o padrão habitual de oeste para leste, disse o oceanógrafo Jim Overland, da NOAA em Seattle.

Overland disse haver uma ligação direta disso com a redução do gelo marinho no Ártico e com o clima em latitudes temperadas, e sugeriu que o fenômeno deve se tornar mais comum nos próximos 50 anos.

Esse padrão ocorreu apenas três vezes nos últimos 160 anos, disse Overland a jornalistas.

"É meio que um paradoxo em que você tem um aquecimento global geral e aquecimento da atmosfera que na verdade criam mais dessas tempestades de inverno", afirmou. "O aquecimento global não é só aquecimento em todo lugar ... ele cria essas complexidades."

Os pesquisadores disseram que Nuuk, capital da Groenlândia, teve seu ano mais quente em 138 anos de medições, e que quatro grandes geleiras perderam mais de 25 quilômetros quadrados cada uma.

Fonte: Reuters

Brasil rejeita ação da Otan no Atlântico Sul


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.

A tese da "atlantização" da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

"O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte", afirmou Jobim ao Estado. "A Otan não pode substituir a ONU", acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de "atlantização" da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Fonte: Estadão

Irã abre bancos secretamente em países muçulmanos para burlar sanções.


O Irã vem abrindo bancos secretamente em países muçulmanos, como Iraque e Malásia, em nome de laranjas como forma de burlar as sanções internacionais de que é alvo e que têm de fato afetado suas operações financeiras, afirma nesta quarta-feira o jornal americano "Washington Post".

Atualmente, o Departamento do Tesouro dos EUA mantém 16 bancos iranianos em uma lista de instituições acusadas de apoiar o programa nuclear de Teerã e supostas "atividades terroristas".

Funcionários americanos disseram ao "Post", sob anonimato, que a busca do regime iraniano por alternativas demonstra como as sanções aplicadas têm surtido efeito.

Eles acreditam, no entanto, que a iniciativa de Teerã de abrir instituições-laranjas vem tendo pouco resultado prático.

Segundo um funcionário iraquiano, o Irã abriu ao menos dois bancos em Bagdá, inclusive um ligado ao Melli, maior banco comercial iraniano e um dos acusados de envolvimento com o programa nuclear do país.

Outros alvos iranianos seriam o Azerbaijão, o Bahrein e a Malásia, que o Irã, segundo o jornal, tenta tornar o substituto dos Emirados Árabes Unidos como principal entreposto financeiro. Os EAU interromperam transações com Teerã recentemente devido ao cerco ao país.

O porta-voz da missão iraniana na ONU, M. Bak Sahraei, procurado pelo "Washington Post", disse que não poderia falar sobre o caso, mas que buscaria informações com Teerã.

SANÇÕES

Em junho desde ano, o Conselho de Segurança da ONU aplicou uma nova rodada de sanções contra o país depois de recusar uma proposta de acordo --mediado por Brasil e Turquia-- para troca de urânio pouco enriquecido iraniano por material para o reator médico de Teerã.

No ano passado, os termos de uma versão inicial do acordo haviam sido rejeitados pelo regime iraniano.

Os EUA e aliados suspeitam que o programa nuclear iraniano busque a bomba atômica. Teerã, no entanto, nega, alegando que seu programa visa exclusivamente fins pacíficos, como produção de energia.

Ontem (22), o país anunciou ter aumentado o seu estoque de urânio enriquecido a 20% --próprio para uso medicinal-- para 30 kg. O processamento do material a esse nível foi iniciado em fevereiro, apesar das ameaças de governos ocidentais.

Fonte: Folha

Fidel Castro alerta em vídeo sobre riscos de uma guerra nuclear


O ex-presidente cubano Fidel Castro alertou sobre os riscos de uma "iminente" catástrofe nuclear se Estados Unidos e Israel vierem a atacar o Irã, em inusitado vídeo gravado e veiculado em sete línguas na quinta-feira em um site do governo na Internet.

As advertências de Fidel, de 84 anos, se transformaram em um importante tema de sua agenda política nos últimos meses, período em que retomou sua participação em eventos públicos depois de quatro anos afastado enquanto se recuperava de uma doença intestinal.

O líder tem tratado sobre esse tema em colunas de opinião, em entrevistas em veículos de comunicação oficiais, em eventos públicos com estudantes e com distintas autoridades do governo.

"Hoje existe um risco iminente de guerra com o uso desse tipo de armas, e não tenho a menor dúvida de que um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã se transformaria inevitavelmente em um conflito nuclear global", disse ao site Cubadebate (www.cubadebate.cu).

"Qualquer governo do mundo está obrigado a respeitar o direito à vida de qualquer nação e do conjunto de todos os povos do planeta", destacou.

A mensagem foi gravada em espanhol, inglês, francês, alemão, italiano, russo e árabe. É uma das poucas vezes que o governo divulga opiniões do líder histórico da Revolução Cubana dessa forma.

De acordo com o Granma, jornal do Partido Comunista, o ex-presidente cubano se reuniu com o acadêmico Michel Chossudovsky, principal editor do site Global Research, em meados deste mês, quando gravou a mensagem em vídeo contra a guerra nuclear.

Fonte: Reuters

Brasil não viverá drama previdenciário como a França, diz ministro


O Brasil registrou em setembro um aumento de 457% no superavit previdenciário urbano, passando para R$ 7,5 bilhões no mês. Isso reflete melhoria na economia e formalização do trabalho nas cidades, afirmou o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, nesta quinta-feira.

O número também acende o alerta sobre o aumento da massa de trabalhadores e suas conseqüências para o futuro da previdência brasileira. Gabas afirmou que apresentará até dezembro seu relatório de gestão, propondo medidas pontuais para evitar uma crise previdenciária como a sentida pela França.

O país europeu adotou uma reforma que modifica, entre outras coisas, a idade mínima para aposentadoria.

"Ajustes pontuais deverão ser feitos de acordo com as mudanças da sociedade", disse o ministro, evitando usar o termo "reforma previdenciária".

"Vamos aprender com os erros dos outros", disse Gabas, referindo-se a países como França e Inglaterra, que enfrentam protestos da população por seus cortes de gastos com previdência e funcionalismo.

Fonte: Folha

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quatro Estados são candidatos a instalação de usinas nucleares


Líder mundial na produção de energia renovável, o Brasil não quer ficar atrás na geração de energia nuclear. Além de Angra I e Angra II, que operam a pleno vapor, a terceira das usinas, Angra III, tem data marcada para o início dos testes: segundo semestre de 2015. A intenção é que no final do mesmo ano - a usina com 1.405 Megawatts (MW) - possa ser integrada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Hoje, Angra I fornece 640 MW enquanto a Angra II produz 1.350 MW.

Estudos feitos pela Eletronuclear, empresa da Eletrobrás, responsável pelas usinas nucleares, detectaram a necessidade de construção de mais quatro usinas, totalizando 4 mil MW. Essas novas geradoras de energia serão instaladas nas regiões Nordeste e Sudeste e quatro Estados se candidataram a sediá-las: Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco. O governo não confirmou qual deles poderá receber a próxima usina. Dados da Eletronuclear, dão conta que duas das quatro usinas serão no Nordeste e custarão cerca de R$ 9 bilhões cada uma. A previsão é que a primeira entre em operação em 2019 e a segunda em 2021.

"A faixa litorânea entre Salvador e Recife é considerada de interesse para a construção de duas usinas. O Brasil está passando por um período de crescimento acelerado e só será viável se houver um crescimento correspondente na oferta de geração elétrica", diz Leonam dos Santos Guimarães, assistente da presidência da Eletrobrás Eletronuclear. Segundo ele, o Plano Nacional de Energia de 2030 está em revisão e até o início do próximo ano será lançado o plano com a revisão 2035.

"Verificamos a necessidade, depois de Angra III, da entrada em operação entre 2016 e 2030 de mais 4 mil MW nucleares", diz. Esses estudos começaram no final de 2008 dentro de normas internacionais e dividido em quatro etapas. "As duas primeiras fases foram concluídas no ano passado e a região de maior interesse é o litoral de Salvador até Recife, e o Vale dos grandes rios que desembocam nesse litoral."

Outras pesquisas também estão em andamento. "Paralelo a esses estudos, iniciamos outras na região Sul. A programação prevê estender as pesquisas para o resto do Brasil", conta. O fato de ampliar os estudos não significa, necessariamente, que serão instaladas usinas no resto do país. "É importante que o planejador energético tenha conhecimento de quais seriam os locais que tecnicamente são viáveis para receber uma instalação de central nuclear em todo o território brasileiro", destaca. Esse levantamento está sendo feito em parceria com a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia.

Para Santos Guimarães, o Brasil avançou na aquisição de tecnologia para a implantação de usinas nucleares. "Das duas usinas instaladas no Brasil, a segunda foi construída com amplo processo de transferência tecnológica." Na terceira, segundo ele, o índice de nacionalização de equipamentos deve chegar a 54% contra 50,4% Angra II. Para as futuras usinas, a meta é atingir 70%. Os investimentos em Angra III totalizarão de R$ 9 bilhões, com 30% de gastos no exterior e o restante no país.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA, na sigla em inglês), em abril de 2010 existiam 438 reatores de energia nuclear no mundo e outros 60 em construção. Dados da AEIA mostram que 14% da energia gerada no mundo em 2007 era nuclear. No Brasil, a participação da fonte nuclear atualmente é de 2% a 3% da matriz energética. Em 2030, o percentual será o mesmo, mas com o aumento de usinas hidrelétricas, a geração nuclear também subirá, segundo Maurício Tolmasquim, presidente da EPE. Ele entende que "a energia nuclear é uma alternativa para quando o potencial hidrelétrico acabar, o que deve acontecer em 2025 ou 2030. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade atual de geração de energia nuclear no Brasil é de 2.007 MW. O maior parque nuclear está nos Estados Unidos, com 104 usinas que respondem por cerca de 20% de toda a eletricidade gerada no país.

Fonte: Valor Econômico

Obama pede que Venezuela seja responsável em relação à energia nuclear


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pedido à Venezuela nesta terça-feira para que aja "de forma responsável" em relação à energia nuclear e reiterou que está interessado em uma "melhor" relação com o país sul-americano.

Em entrevista coletiva, da qual a Agência Efe participou, Obama assegurou: "Não temos interesse em um aumento no atrito entre Venezuela e EUA, ou entre Venezuela e seus vizinhos, mas a Venezuela deve agir responsavelmente".

Obama disse que esse é "o padrão usado em todo o mundo". Segundo ele, a Venezuela tem "direitos" a desenvolver energia nuclear, mas também deve garantir que esses sistemas não serão usados com fins militares.

O Departamento de Estado dos EUA assinalou na semana passada que acompanha "de perto" o acordo de cooperação nuclear estabelecido entre o país sul-americano e a Rússia, que dará à Venezuela a primeira base nuclear da América Latina.

O acordo foi assinado em Moscou na sexta-feira passada, durante uma visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Na ocasião, o presidente russo, Dmitri Medvedev, indicou: "Não sei se alguém vai se assustar com isso. O presidente Chávez diz que há países que têm visões distintas sobre esse assunto. Mas quero ressaltar que nossas intenções são honestas e transparentes".

Medvedev destacou que mesmo países ricos em petróleo, como a Venezuela, têm necessidade de diversificar suas fontes de energia.

Por sua vez, Obama reiterou hoje seu interesse em manter "uma melhor relação com a Venezuela".

Na conversa que manteve com Chávez no ano passado durante a Cúpula das Américas, "disse em particular o que disse em público: o antagonismo não é inevitável", assinalou o governante americano.

"Queremos que os venezuelanos tenham uma voz dentro de seu próprio Governo. Não é algo que possamos impor de maneira externa, mas continuaremos estimulando a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a liberdade de partidos políticos", acrescentou.

Obama lembrou que no passado o país manteve comportamentos "preocupantes" com seus vizinhos, especialmente com a Colômbia, embora esses atritos parecem ter suavizado.

O governante dos EUA se reuniu em setembro com o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e expressou sua satisfação pelos passos dados para uma melhor relação com a Venezuela.

Em uma reunião realizada em agosto, Santos e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, acabaram com uma longa crise bilateral iniciada há mais de um ano e que levou à ruptura das relações em julho pelo fato de o então presidente colombiano, Álvaro Uribe, ter denunciado a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

Fonte: EFE

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Reino Unido anuncia corte de 8% no orçamento para defesa


O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta terça-feira a revisão da estratégia britânica de defesa, que inclui um corte de 8% no orçamento para o setor em quatro anos.

Em discurso no Parlamento, Cameron disse que, até 2015, serão eliminados 7 mil soldados do Exército, 5 mil da Força Aérea, 5 mil da Marinha e 25 mil empregados civis do Ministério da Defesa.

Os cortes são parte de uma série de reduções de custos prevista pelo governo Cameron para controlar o alto deficit público britânico.

O premiê ressaltou que busca a eficiência, mas que a estratégia não é apenas "um exercício de corte de custos" e que o Reino Unido continuará a ser "um dos poucos países capazes de empregar forças autossustentáveis, devidamente equipadas" em todo o mundo.

"Nossas forças em terra continuarão a ter um papel operacional vital", discursou Cameron. "Então, manteremos um Exército amplo e bem equipado, de 95 mil homens, 7 mil a menos do que hoje", até 2015.

No seu pronunciamento, Cameron ressaltou também que a participação do Reino Unido na Guerra do Afeganistão -- que é financiada separadamente, por meio de um fundo de reserva do Tesouro britânico -- não será afetada pelos cortes.

ECONOMIA

A revisão prevê também o retorno, até 2020, das tropas americanas alocadas na Alemanha, além de cortes de ativos considerados "desnecessários" e a renegociação de contratos com a indústria bélica.

Tanques e a artilharia pesada devem ser reduzidos a 40% do nível atual, mas a cibersegurança vai receber investimentos de 500 mil libras.

O sistema de mísseis nucleares britânico será substituído, mas também reduzido: o número de ogivas deve cair de 58 para 40.

A promessa do premiê é de que as mudanças resultarão em uma economia de 4,7 bilhões de libras (R$ 12,5 bilhões).

Cameron disse, no entanto, que os cortes não impedirão que o país cumpra a meta da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de gastar 2% do orçamento total em defesa nem de manter seu Exército como o quarto maior do mundo.

PREOCUPAÇÕES

A perspectiva de cortes na defesa vinha provocando temores nos Estados Unidos, que têm no Reino Unido seu principal aliado na Guerra do Afeganistão.

Na semana passada, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que Washington estava "preocupado" com a escala dos cortes de defesa.

Um porta-voz de Downing Street relatou que Cameron conversou com o presidente americano, Barack Obama, na segunda-feira e prometeu que o Reino Unido "seguirá sendo uma potência militar de primeira e uma robusta aliada dos Estados Unidos" e que continuará a trabalhar com o país "nas prioridades de segurança atuais".

A coalizão de conservadores e liberais democratas que governa a Grã-Bretanha está tendo que administrar um deficit público de 154,7 bilhões de libras (cerca de R$ 411 bilhões), o terceiro maior do mundo, o que está motivando reduções nos gastos estatais.

Neste mês, ele já havia anunciado outros cortes, como o fim de um auxílio dado para as famílias mais ricas para ajudar a criar seus filhos.

A revisão anterior no orçamento da defesa ocorrera há mais de uma década, então já era esperada. No entanto, o governo Cameron foi criticado pela oposição trabalhista por tê-la feito em muito pouco tempo, apenas cinco meses. A revisão de 1998 levou mais de um ano para ser completada.

O primeiro-ministro David Cameron apresentou nesta terça-feira ao Parlamento a nova doutrina militar britânica, justificada por uma "evolução das ameaças", mas caracterizada por cortes severos, em plena batalha contra um déficit público recorde.

O chefe da coalizão dos conservadores e liberais-democratas, que chegou ao poder em maio destacou, no entanto, que o orçamento da defesa havia sido relativamente poupado. Os cortes de cerca de 8% são inferiores aos da maior parte dos ministérios, como resultado do plano de austeridade que será revelado na quarta-feira e que visa reduzir o déficit histórico em cinco anos - dos atuais 10,1 a 1,1% do PIB.

David Cameron anunciou também a desativação imediata do porta-aviões HMS Ark Royal da Navy e a supressão de 42.000 empregos até 2015 no setor da defesa: 25.000 funcionários, 5.000 homens na RAF e na Navy, e 7.000 soldados; 40% dos tanques de combate e peças de artilharia pesada serão tornados inativos, assim como aviões de combate Harrier; 20.000 soldados mobilizados na Alemanha deverão voltar para a casa por volta de 2020.

Em troca, o primeiro-ministro confirmou a construção de dois porta-aviões encomendados pelo precedente governo trabalhista. Seu abandono teria custado mais caro, precisou. Também informou que o caro programa de modernização da força de dissuasão nuclear será adiado para 2016.

David Cameron insistiu em que não será feita nenhuma economia em relação ao esforço de guerra no Afeganistão, onde estão mobilizados cerca de 10.000 soldados britânicos, constituindo o segundo contingente estrangeiro em importância, atrás dos americanos.

Londres trabalha com quatro ameaças de "primeiro nível": o terrorismo da Al-Qaeda e de seus seguidores; o terrorismo norte-irlandês; os ciberataques de Estados ou indivíduos hostis; as catástrofes naturais e as crises internacionais de natureza a motivar uma intervenção da Grã-Bretanha e de seus aliados.

De todas as medidas, a desativação do HMS Ark Royal e a construção de dois outros porta-aviões foram as mais criticadas. Elas significam que o Reino Unido - que defende o recurso a uma força de deslocamento rápido - se tornará incapaz de fazer decolar caças a partir de porta-viões durante cerca de 10 anos.

David Cameron havia telefonado na noite de segunda-feira ao presidente americano Barack Obama para lhe assegurar que o melhor aliado dos Estados Unidos permanecerá uma "potência militar de primeiro plano", com o quarto orçamento militar do mundo.

Fonte: BBC Brasil / AFP

Medvedev condecora espiões russos descobertos


Em um episódio digno da Guerra Fria, o presidente Dmitri Medvedev condecorou nesta segunda-feira, no Kremlin, os espiões russos expulsos em julho dos EUA, demonstrando com isto a ambição do país de manter o prestígio de outrora.

"Uma cerimônia foi realizada hoje no Kremlin para a entrega das mais altas medalhas do país aos membros do SVR [Serviço de Informação Exterior, remanescente da soviética KGB]", informou a porta-voz da Presidência russa, Natalia Timakova.

Embora não tenha precisado a identidade dos agentes, trata-se de alusão clara à rede de espiões russos desmantelada durante o verão nos EUA. A porta-voz também não deu mais detalhes da natureza da condecoração recebida.

Os dez agentes haviam sido expulsos para Moscou em troca da libertação de quatro prisioneiros russos acusados de espionagem a favor do Ocidente.

O cheiro de Guerra Fria havia sido reforçado pela escolha, para a troca de prisioneiros, da cidade de Viena, capital da informação nos tempos da rivalidade americano-soviética.

O dossiê diplomático espinhoso havia sido destaque na primeira página da imprensa mundial, em meio às preocupações sobre o futuro da retomada das relações russo-americanas promovida pelos presidentes Medvedev e Barack Obama.

A imprensa popular, por sua vez, concentrou-se nos encantos de uma das agentes do SVR, a bela Anna Chapman, uma russa que obteve a nacionalidade britânica por casamento. Fotos em que aparece nua foram amplamente divulgadas pelo ex-marido.

Dos dez agentes, só Chapman aparece regularmente em público. Ela se comunica muito através do Facebook e posou para fotos publicadas em sequência por uma revista russa.

A bela foi vista recentemente no cosmódromo de Baikonor, um local estratégico inacessível sem o aval dos serviços especiais, para assistir à decolagem de um foguete transportando dois russos e um americano à Estação Espacial Internacional (ISS).

DECLÍNIO RUSSO

Comentaristas na Rússia haviam visto no assunto o declínio dos serviços de inteligência do país, com os espiões não colhendo nenhuma informação de valor, segundo as investigações americanas e os especialistas em Moscou.

Os jornais russos haviam ironizado a falta de discrição dos espiões, com alguns se visitando com frequência. Outros falavam inglês com sotaque russo e utilizavam meios de comunicação arcaicos, como o código Morse e tinta invisível.

Apesar dos elementos embaraçosos lamentados na Rússia por veteranos do KGB, o premiê Vladimir Putin --que fez carreira na inteligência soviética-- havia ele próprio feito uma homenagem anterior aos dez agentes.

No final de julho, algumas semanas após "a troca de espiões", o homem forte do país havia anunciado ter recebido em particular os espiões e cantado com eles o hino nacional.

"Imaginem só, o fato de falar uma outra língua como se fosse a maternal. Pensar sempre e falar nesta língua, realizar missões de interesse da pátria durante vários anos, não contar nem mesmo com uma cobertura diplomática, colocando em perigo seus familiares e a si próprio", havia destacado Putin, que não viu em sua detenção um fracasso.

Fonte: France Presse

Irã confirma que sanções afetam seus aviões na Europa


O Irã confirmou nesta terça-feira que algumas empresas estão se recusando a abastecer com combustível seus aviões nos aeroportos europeus e disse que iria retaliar se essa situação persistir.

O governo iraniano vinha minimizando o impacto das sanções internacionais adotadas contra o país por causa de seu programa nuclear - as quais foram intensificadas em junho - e anteriormente havia dito que as informações de que companhias aéreas do Irã estavam tendo problemas para se reabastecer no exterior não passavam de "guerra psicológica".

Mas, ao ser indagado sobre a questão em uma conferência neste fim de semana, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, disse: "Infelizmente, algumas empresas ocidentais adotaram políticas inadequadas."

"Nosso conselho a seus governos é que não atuem contra os regulamentos e mesmo (seguindo) aquela resolução ilegal", disse ele, referindo-se às sanções adotadas pela ONU com o objetivo de pressionar o Irã sobre seu programa nuclear.

A Royal Dutch Shell foi uma das primeiras a decidir não renovar seus contratos de suprimento de combustível para a Iran Air, disse uma fonte do setor em julho.

Depois disso, outras empresas foram citadas em novos relatórios sobre corte de suprimentos para a companhia aérea iraniana.

"A continuidade dessa atitude por parte dessas empresas vai pôr em perigo seus interesses... além disso, nós não vamos tolerar isso, e vamos confrontá-las", disse Mehmanparast.

Ele não especificou que tipo de retaliação poderia ser adotada.

O Irã vem sendo atingido por uma nova onda de sanções internacionais contra suas atividades de enriquecimento de urânio. Os EUA e seus aliados europeus temem que o país esteja tentando construir uma bomba atômica, usando como fachada um programa nuclear com finalidades civis.

O Irã diz que precisa da energia nuclear para gerar energia e não está buscando armas atômicas.

Fonte: Reuters

China demonstra irritação após críticas do governo japonês por disputa territorial


A China declarou-se "indignada" com a afirmação do governo do Japão, que na segunda-feira (18) lamentou a "reação histérica" de Pequim a respeito da disputa entre os dois países por um grupo de ilhas.

"Estamos indignados que o ministro das Relações Exteriores de um país tenha feito tal declaração", disse o porta-voz da diplomacia chinesa, Ma Zhaoxu.

O chanceler japonês, Seijo Maehara, qualificou de "histérica" a reação da China acerca da disputa entre os dois países por um arquipélago localizado no Mar da China Oriental.

"É do interesse fundamental dos dois países melhorar e fazer frutificar as relações sino-japonesas", destacou o porta-voz. "Mas a gravidade das declarações feitas recentemente por alguns representantes do ministério japonês das Relações Exteriores, evidentemente vai contra isto".

Além disso, Ma Zhaoxu disse serem "absurdas" as declarações do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que atribuiu ambições nazistas à China.

Abe acusou a China de aplicar uma política de "Lebensraum" ("espaço vital", em alemão), preconizada pela Alemanha nazista, cujo objetivo é ampliar o espaço territorial de um país para favorecer seus interesses e aumentar seu poder.

Depois de um período de calma, a tensão entre os dois vizinhos recomeçou no início de setembro, quando a Guarda Costeira japonesa capturou um barco pesqueiro chinês nas águas em litígio.

No fim de semana, milhares de jovens chineses se manifestaram contra o controle do Japão sobre as ilhas disputadas, conhecidas como Senkaku em japonês e Diaoyu em chinês.

Fonte: Folha

EUA e Israel pedem esforço constante para conter Irã


Estados Unidos e Israel se apresentaram nesta segunda-feira como uma frente comum contra o Irã, ao ressaltar que a República Islâmica representa um dos maiores desafios para o Oriente Médio e pedir aos demais países um esforço constante para conter o programa nuclear de Teerã.

O subsecretário de Estado americano, James Steinberg, e seu colega, o número dois do Ministério de Exteriores israelense, Daniel Ayalon, se reuniram nesta segunda-feira em Washington durante o Diálogo Estratégico entre os dois países, realizado a cada seis meses.

As delegações de ambos os países discutiram vários dos assuntos que concernem à segurança e à aliança entre EUA e Israel, como o processo de paz entre israelenses e palestinos e o programa nuclear iraniano, indicou o Departamento de Estado.

Em comunicado conjunto, Estados Unidos e Israel reafirmaram seu compromisso de trabalhar juntos para melhorar a segurança e a estabilidade regional.

As conversas de hoje permitiram identificar vias para fortalecer a cooperação entre os dois países nesta matéria "em benefício de todos na região", assinalaram.

Reiteraram também seu compromisso de perseguir "uma paz duradoura entre israelenses e palestinos e entre Israel e todos seus vizinhos".

O próximo diálogo será realizado no primeiro semestre de 2011.

Fonte: EFE

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mercosul condena exercícios militares Britânico nas Malvinas


O Mercosul condenou na segunda-feira a decisão de a Grã-Bretanha realizar exercícios militares nas Malvinas, em claro gesto de apoio à Argentina, país membro da união aduaneira do Cone Sul que disputa a soberania das ilhas.

Os chanceleres do grupo, formado também por Brasil, Paraguai e Uruguai, se reuniram em Montevidéu para participar de uma sessão do Parlamento regional.

Em comunicado, eles expressaram "seu formal e enérgico protesto contra a decisão adotada pelo governo da Grã-Bretanha de levar adiante exercícios militares, incluindo disparos de mísseis a partir das ilhas Malvinas".

Condenaram também "as declarações e explicações formuladas recentemente por fontes britânicas na imprensa indicando que se tratariam de exercícios de rotina que a Grã-Bretanha vem realizando semestralmente nas ilhas Malvinas durante mais de 20 anos".

Os chanceleres do bloco indicaram que essa atitude implica violação de normas de segurança da navegação.

A Argentina tem buscado o diálogo para resolver a extensa disputa pelas Malvinas, mas Londres tem se negado a conversar afirmando que a soberania das ilhas é inegociável.

A tensão cresceu recentemente quando a Grã-Bretanha começou trabalhos de perfuração de poços em busca de petróleo na região.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, comemorou em Montevidéu o apoio dos países da região sobre o pedido de Buenos Aires relativo às ilhas.

"A arbitrariedade britânica em se negar a negociar uma solução pacífica para o problema e a forma como se apropriaram de nossos recursos naturais nos mares patagônicos, ao mesmo tempo em que testam mísseis a partir de nossas ilhas, já não são vistos como uma agressão permanente apenas pelos argentinos", disse Timerman.

Fonte: Reuters

Brasil quer avanço na união aduaneira durante Presidência do Mercosul


O avanço da união entre os países-membros do Mercosul e o aprofundamento do comércio de serviços são objetivos que serão impulsionados pelo Brasil na Presidência do bloco, anunciou hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"O Mercosul precisa dar um salto qualitativo e definir metas, ao mesmo tempo ambiciosas e gradativas para avançar na conformação da União Aduaneira e da criação efetiva do Mercado Comum", disse o ministro durante sua participação na XXVI sessão plenária do Parlamento do bloco em Montevidéu (Parlasul).

Amorim foi à capital uruguaia para expor os planos da Presidência pró témpore brasileira, que se estenderá até o fim de ano, perante os deputados do Parlasul e os chanceleres do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela em processo de integração.

Nesse sentido, o ministro apontou que a Presidência brasileira irá propor um programa de "consolidação da união aduaneira que discuta exceções para a Tarifa Externa Comum", à medida que se avança na eliminação gradual, atenta às "sensibilidades" de cada país, da cobrança da dupla tarifa.

Além disso, também incluiu na agenda brasileira "retomar as conversas para impulsionar o comércio de serviços dentro do Mercosul", assim como "aprofundar a agenda social" do bloco.

Antes, o chanceler argentino, Héctor Timerman, apresentou no mesmo fórum o trabalho da Presidência de seu país, que também se centrou no assunto Tarifa Externa Comum, na aprovação do código alfandegário e no relançamento das negociações com a União Europeia.

O chanceler argentino disse que "a eliminação da multiplicidade de cobrança da Tarifa Externa Comum facilitará a circulação de mercadorias, barateando custos e melhorando a competitividade".

Para Timerman, a Presidência argentina propôs com estas políticas "dinamizar e fortalecer o bloco" entre outras coisas para aplacar "as vozes contrárias" ao Mercosul "em alguns setores políticos, empresariais e da imprensa".

"Conseguimos em meses recentes grandes conquistas que têm silenciado, por enquanto, os críticos que nos acusam de nos afogar na pura retórica", disse Timerman.

Junto a Timerman e Amorim também estiveram seus colegas do Uruguai, Luis Almagro, e Paraguai, Héctor Lacognata, assim como o presidente do Uruguai, José Mujica.

Entre as sessões do Parlasul, os chanceleres formalizaram uma reunião do Conselho do Mercado Comum, principal órgão político do bloco, que decidiu ratificar um acordo pelo qual a representação dos deputados do organismo passará a ser proporcional a partir da próxima legislatura.

Assim, entre 2011 e 2014, o Brasil terá 37 representantes no Parlasul, Argentina 26, e Paraguai e Uruguai 18 cada um.

O legislativo regional, que tem sede em Montevidéu e se reuniu pela primeira vez em maio de 2007, é integrado atualmente por 18 legisladores de cada um dos quatro países, designados por seus próprios Congressos.

Segundo Lacognata, a aceitação desta decisão constitui "um exemplo de busca de consenso e diálogo" e "um passo transcendental na constituição institucional" do bloco.

"Consideramos que as portas se abrem e permitem que os países que ainda não tiveram a oportunidade de escolher seus parlamentares por voto direto, o possam fazer nos próximos anos e, dessa maneira, avançar definitivamente à segunda etapa de desenvolvimento do Mercosul", disse o chanceler.

Além disso, os chanceleres aproveitaram a reunião para emitir um comunicado conjunto no qual expressaram seu "mais direto protesto" pela decisão do Governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Segundo os responsáveis de exteriores do Mercosul, a conduta britânica gera "preocupação" e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Fonte: EFE

Chávez diz que comprará os mísseis S-300 que a Rússia negou ao Irã


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assegurou nesta segunda-feira que Caracas comprará as baterias com mísseis S-300 que a Rússia se negou a fornecer ao Irã devido às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Compraremos os S-300 e outros armamentos da Rússia. Esse processo vai muito bem", afirmou Chávez, que se encontra em sua primeira visita oficial na Ucrânia, à agência de notícias Interfax.

Analistas militares russos já anteciparam na semana passada, durante a visita de Chávez a Moscou, que a Venezuela poderia receber os S-300, já que a Rússia está buscando um novo comprador.

A Rússia anunciou, no início de outubro, a anulação do contrato de venda ao Irã de sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e o início das negociações para compensar economicamente Teerã.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, proibiu no dia 22 de setembro por decreto a provisão ao Irã de armamento pesado, em cumprimento da resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Rússia e Irã assinaram em 2007 um contrato de provisão de cinco S-300 por US$ 800 milhões, mas o Kremlin congelou a operação por motivos políticos, no meio da nova etapa de relações com os EUA.

Os S-300 são considerados muito mais potentes que os também sistemas antiaéreos Tor-M-1 que tanto Venezuela como Irã compraram há alguns anos.

TANQUES

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, anunciou na sexta-feira, depois de se reunir com Chávez, que a Rússia fornecerá em breve 35 tanques à Venezuela, a primeira parte dos 92 carros de combate solicitados por Caracas.

Embora Putin não tenha precisado, os especialistas consideram que se trata de tanques T-72, que substituiriam os MX-30 franceses e que já foram adquiridos por mais de 30 países, entre eles Irã e Síria.

Tantos esses tanques como as plataformas de lançamentos múltiplos Smerch serão adquiridos pela Venezuela graças ao crédito de US$ 2,2 bilhões que Moscou concedeu a Caracas para a compra de armamento pesado.

Em abril, durante sua visita à Venezuela, Putin afirmou que o país planejava comprar armas russas no valor de mais de US$ 5 bilhões.

A Venezuela, que segundo fontes adquiriu, desde 2005, armas russas por um montante de US$ 4,4 bilhões, se tornou o principal cliente latino-americano da indústria militar russa, o que preocupa EUA e Colômbia.

Fonte: EFE

França e Alemanha buscam cooperação com Rússia


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reuniram-se hoje com o presidente russo, Dmitri Medvedev, para tentar convencê-lo de que os três países compartilham os mesmos riscos e ameaças e que têm muito a ganhar se cooperarem.

"Nosso encontro tem como principal objetivo reforçar as bases de confiança com a Rússia", destacou Merkel em uma declaração à imprensa junto a Sarkozy, pouco antes dos dois receberem Medvedev para um jantar em um restaurante da localidade francesa de Deauville, no litoral de Normandia.

A chanceler assegurou que "desde o fim da Guerra Fria, a Rússia é um parceiro estratégico da Europa" e que "há muitas convergências na análise das grandes ameaças" e, por isso, os dois países podem "estabelecer uma cooperação extremamente útil".

"Se desenvolvemos a confiança entre nós, poderemos desenvolver juntos esta estratégia para enfrentar as ameaças, pois estamos no mesmo barco", afirmou a chefe do Governo do principal parceiro comercial da Rússia no Ocidente.

Sarkozy reiterou que "a palavra chave é confiança": "A Guerra Fria terminou. O Pacto de Varsóvia está acabado. A União Soviética é passado. E, portanto, os russos são nossos amigos" e "temos muito que construir juntos", ressaltou.

O presidente francês afirmou que a história do século XX, "feita de guerras e enfrentamentos", gerou muitas suspeitas entre a Rússia e o Ocidente, mas destacou que a situação mudou e que "os riscos e as ameaças que afligem a Rússia, a Alemanha e a França são os mesmos".

O encontro de hoje em Deauville terá continuidade amanhã, com uma nova reunião durante a manhã, que contará ainda com as delegações dos três países.

Eles discutirão sobre temos que voltarão a ser abordados na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em 17 e 18 de novembro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em 1º e 2 de dezembro, e na cúpula entre União Européia (UE) e Rússia, em 7 de dezembro.

Os organizadores franceses ressaltaram que neste encontro não serão tomadas decisões e que, portanto, não há vontade de impor nada aos que não puderam ser convidados.

Segundo o Palácio do Eliseu, de Deauville é preciso esperar, sobretudo, "uma chuva de ideias" para tentar acabar com as dúvidas que os russos ou os europeus podem ter em relação às intenções da outra parte e tentar uma associação de suas respectivas estratégias de segurança.

Neste ponto, o principal empecilho é o projeto da Otan de um escudo antimíssil, o qual Moscou é contra.

A posição da França e da Alemanha é de que a Rússia deveria apoiar o escudo antimísseis, pois visa a combater a ameaça que o Irã representa por sua política armamentista e de proliferação nuclear.

Sarkozy quer superar esses obstáculos com sua ideia de constituir "um espaço econômico, humano e de segurança entre Rússia e a União Europeia", o que necessitaria que Moscou passasse a considerar a UE, e não apenas seus Estados-membros isoladamente, como um ator de negociação.

Um primeiro passo para isso seria liberar os cidadãos russos de visto para entrar no espaço Schengen.

Fonte: EFE

Avianca Brasil vai investir US$ 1,6 bi em 5 anos e receberá 6 aviões em 2011


A companhia aérea Avianca Brasil (antiga OceanAir) anunciou nesta segunda-feira que irá investir US$ 1,6 bilhão nos próximos cinco anos e que deverá receber seis novas aeronaves Airbus A319 em 2011. Os aviões irão se somar à atual frota composta por três Airbus A319 e 14 jatos Fokker Mk-28.

A empresa também informou que em 16 novembro irá iniciar sua primeira operação internacional, com voos para Bogotá, na Colômbia, partindo do aeroporto de Guarulhos.

Com o novo voo, os clientes poderão fazer conexões para os principais destinos colombianos e conexões internacionais para 18 cidades operadas pela Avianca, entre elas Miami, Washington, Nova York, Aruba, México e Caracas.

Segundo a empresa, as passagens aéreas de ida e volta do destino internacional já estão disponíveis em todos os canais de venda da companhia aérea e custarão a partir de US$ 665,50, sem taxas.

PARCERIA

A aérea também anunciou hoje o lançamento do cartão de crédito Avianca/Panamericano. "O cartão permite pagamento de passagens aéreas em até dez parcelas e troca de pontos por viagens em voos da Avianca no Brasil, além de embarque preferencial e serviço de assistência em viagens, entre outros benefícios", informa em nota.

A Avianca prevê crescimento do faturamento de 25% em 2010 e de 40% em 2011.

Fonte: Folha

Ataque cibernético é uma das ameaças ao Reino Unido, diz governo


Ataques cibernéticos, terrorismo, conflitos entre países e desastres naturais são as maiores ameaças à segurança do Reino Unido, disseram autoridades do país nesta segunda-feira, um dia antes de uma grande revisão militar que deve incluir cortes profundos nos gastos do setor.

Em uma nova Estratégia de Segurança Nacional, o governo destacou ameaças de grupos ligados à Al Qaeda e da Irlanda do Norte, buscando convencer críticos de que a revisão abrangente das forças armadas, cujos resultados devem ser divulgados na terça-feira, é movida por considerações políticas e não pelo interesse em poupar dinheiro.

O Reino Unido procura reduzir seu deficit orçamentário, que está em quase 11% do PIB, e ao mesmo tempo conservar o lugar do país como potência militar forte na Europa e aliada eficaz dos Estados Unidos, que o país apoiou em conflitos no Iraque e Afeganistão.

"Nossa estratégia define prioridades claras: contraterrorismo, cibernética, crises militares internacionais e desastres como enchentes", disse o governo em seu relatório sobre a Estratégia de Segurança Nacional.

O relatório relegou a um nível de prioridade mais baixo, "nível dois", as ameaças de insurgências no exterior que possam fomentar ataques terroristas no Reino Unido --um cenário semelhante à luta do Taliban no Afeganistão.

O documento disse que ameaças podem vir de outros países, mas destacou as de origem não convencional e não ligada a outros Estados, o que provavelmente será usado para justificar reduções nas grandes aquisições de equipamentos militares.

O orçamento de US$ 58,62 bilhões de dólares do Ministério da Defesa deve sofrer um corte inferior a 10%, muito abaixo da média de 25% aplicada a outros departamentos governamentais, mas, mesmo assim, é provável que os cortes tenham importantes consequências políticas, industriais e diplomáticas.

A Estratégia de Segurança Nacional também destacou a proliferação nuclear como perigo crescente e acrescentou que a segurança britânica é vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas e seus impactos sobre o abastecimento de alimentos e água.

Fonte: Reuters

Soldados russos desocupam aldeia georgiana


Tropas russas abandonaram na segunda-feira uma aldeia georgiana próxima à região separatista da Ossétia do Sul, que estava ocupada havia mais de dois anos, desde a curta guerra entre os dois países.

"Os russos foram embora. Não há mais um só soldado russo em Perevi", disse à Reuters o porta-voz do Ministério do Interior, Shota Utiashvili.

O governo pró-ocidental da Geórgia dizia que a ocupação de Perevi violava o acordo de cessar-fogo que encerrou o conflito de agosto de 2008, quando tropas russas expulsaram as forças georgianas da Ossétia do Sul, região que formalmente pertencia à Geórgia, mas, na prática, se tornou um protetorado russo.

O porta-voz disse que um "pequeno contingente" de forças do Ministério do Interior chegou à localidade, junto com monitores desarmados da União Europeia. Ele acrescentou que os soldados russos recuaram para o território da Ossétia do Sul.

A Rússia havia anunciado a desocupação de Perevi na semana passada como um "ato de boa-vontade" e um teste da moderação georgiana.

Fonte: Reuters

China nomeia chefe militar, que se torna provável sucessor


O vice-presidente chinês Xi Jinping foi nomeado nesta segunda-feira vice-líder da poderosa Comissão Militar Central (CMC) do país, designação que o coloca como provável sucessor do presidente da China, Hu Jintao.

Antes de ocupar a presidência da China, Hu também serviu na comissão militar, explica a correspondente da BBC Vivien Marsh. A CMC controla o Exército chinês, que, em última instância, garante a sobrevivência do Partido Comunista. O anúncio da designação de Xi foi feito ao fim de quatro dias de uma conferência que reuniu cerca de 200 lideranças do Partido Comunista Chinês, cujo objetivo era discutir os rumos do país para os próximos cinco anos.

O partido costuma preparar novos líderes com antecedência, para evitar disputas de poder entre seus membros mais graduados, e nomeações à comissão militar são vistas como um preparativo para postos de liderança.


Sucessão



Hu deverá deixar a liderança do Partido Comunista chinês em 2012 e a Presidência do país no ano seguinte. Xi, de 57 anos, já vinha sendo citado como um sucessor viável.

Ele foi promovido ao comitê principal do partido em 2007 e no ano seguinte tornou-se vice-presidente.
Sete de nove membros do comitê militar devem deixar seus postos em 2012, por terem servido dois mandatos. Isso abre espaço para Xi, filho de um dos fundadores do Partido Comunista, e para Li Keqiang, secretário do partido na província de Liaoning. A nomeação desta segunda-feira coloca Xi na dianteira.

Pouco carismático, Xi é conhecido por ter ascendido no poder graças a suas conexões familiares e por ser casado com uma popular cantora local, Peng Lijuan. Também ganhou notoriedade com uma política de tolerância zero à corrupção entre autoridades.

Pouco se sabe das posições políticas de Xi, mas ele é visto por analistas como favorável às reformas de mercado, ainda que cauteloso em termos de abertura política.

É tido como defensor da continuidade da hegemonia do partido comunista único na China, mas preocupado com possíveis distúrbios sociais que possam advir de insatisfações com a sua preponderância.

Fonte: BBC Brasil

Líderes sírios e sauditas discutem Líbano e Iraque


O presidente sírio, Bashar al-Assad, encontrou-se no domingo com o rei saudita Abdullah para discutir, segundo analistas e diplomatas, a tensão no Líbano com o tribunal da ONU e o vácuo político do Iraque.

A segunda viagem de Assad ao maior exportador de petróleo do mundo este ano é mais um sinal de que as relações bilaterais estão melhorando.

A agência de notícias estatal SPA disse em uma nota breve que a reunião no aeroporto de Riad tratou de temas árabes, islâmicos e internacionais, incluindo a questão palestina.

A reunião ocorreu alguns dias depois de uma visita oficial ao Líbano pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, cujo polêmico programa de energia atômica vem sendo criticado por Riad, que teme que Teerã se torne um Estado detentor de armas nucleares.

Os sauditas estão tentando convencer a Síria a se afastar do Irã e a adotar uma política externa mais focada no reino árabe, oferecendo a perspectiva de uma cooperação econômica mais forte.

O assassinato em 2005 do primeiro-ministro do Líbano, Rafik al-Hariri, que tinha fortes vínculos com a Arábia Saudita, afastou Riad de Damasco. Mas os dois países estão tentando reduzir as tensões no tribunal da ONU, que poderá indiciar membros do Hezbollah, o principal aliado do Irã no Líbano, de envolvimento na morte de Hariri.

Jornais sauditas deram ampla cobertura à visita de Ahmadinejad ao Líbano na semana passada. O jornal saudita Asharq al-Awsat disse: "O Irã decidiu operar no Líbano abertamente, ao invés de usar uma cortina de fumaça".

Assad e Abdullah visitaram o Líbano juntos em julho para evitar uma crise entre o Hezbollah, também apoiado pela Síria, e facções ligadas ao primeiro-ministro Saad al-Hariri, filho do líder muçulmano sunita, que é apoiado por Riad.

Fonte: Último Segundo

Bin Laden vive confortavelmente no Paquistão


O líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, está vivendo confortavelmente em uma casa no noroeste do Paquistão, não muito distante de seu principal tenente, o egípcio Ayman al Zawahiri, segundo um alto funcionário da Otan citado pela rede de televisão CNN.

"Ninguém da Al-Qaeda está morando em uma caverna", afirmou a fonte, que pediu o anonimato.

Bin Laden, procurado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, é protegido pela população local e por "alguns membros dos serviços de inteligência paquistaneses", indicou.

Além disso, o mulá Omar, líder dos talibãs afegãos, trafega regularmente entre as cidades de Quetta (sudoeste) e Karachi, no Paquistão.

Várias autoridades americanas, entre as quais a secretária de Estado Hillary Clinton, afirmaram recentemente que Bin Laden está escondido nas zonas tribais do noroeste do Paquistão.

A região do Waziristão do Norte, nas montanhas da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, é apontada como bastião dos talibãs afegãos e da Al Qaeda.

Fonte: AFP