domingo, 1 de novembro de 2009

Fantástico embarca nos aviões de caça mais modernos do mundo


Transcrição da reportagem do Fantástico:

Vai começar agora uma aventura de tirar o fôlego. Nossos repórteres embarcam nos aviões de caça mais modernos do mundo! E por alguns momentos, chegam a pilotar essas incríveis máquinas de guerra.

Um desses modelos será escolhido pelo governo brasileiro para proteger o espaço aéreo do país!

Apertem os cintos porque uma reportagem como essa você só vê aqui, no Fantástico.

Aviões a dois mil quilômetros por hora!

Os caças mais modernos do mundo, capazes de proteger - ou atacar - um país inteiro!

Máquinas de guerra que valem milhões de dólares cada uma, nas mãos dos repórteres do Fantástico!

Ele me perguntando se eu quero pilotar, diz Mariana

"Ela é muito sensível. Ele está com a mão para cima aqui! Ah!!!!", disse o piloto.

Paulo Renato: Ele pergunta se eu quero tentar. Tenho que mover o joystick para a esquerda e para a direita.

"O avião agora está sob o meu comando", conta Paulo Renato.

Agora vou pra esquerda.

“O piloto me incentiva: vai, vai, vai! Mais!”

“Agora... Estou de cabeça para baixo!”

Alvarez: Os caças F18 Super Hórnet, dos Estados Unidos; o Gripen NG, da Suécia; e o Rafale, da França, disputam um contrato bilionário para renovar a Força Aérea Brasileira.

Mas, afinal, o que esses caças são capazes de fazer?

É o que o Fantástico foi descobrir.

E agora você vai ver com exclusividade os três modelos em ação.

Alvarez: Quando eu cheguei à base de Norfolk, no estado americano da Virgínia, um frenético sobe e desce: 75 caças F-18 Super Hórnet.

A turbina dispara. Tapem os ouvidos!

Por questões de segurança, a gente precisa usar um capacete. Neste momento, eles preparam a decolagem do F-18. Esse modelo que vocês estão vendo é o F, com dois tripulantes. Na frente vai o piloto, que é o principal responsável pela aeronave. E o outro tripulante no banco de trás controla os armamentos do F-18.

Mariana: É no banco de trás que vamos pegar uma carona.

Só que antes sentar ali é preciso comprovar que estamos com a saúde em dia.

Coração. Pulmões. Audição.

Tudo é examinado na cidade de Linkoping, na Suécia.

Pulmões, coração, tudo funcionando.

Ele disse que eu posso voar!

Paulo Renato: Check-up completo, hora de se preparar para a missão do Fantástico: macacão, botas e um traje especial.

Paulo Renato: Na base da força aérea francesa em Istres, Sul do país, o piloto com quem eu vou voar explica que o traje infla, pressiona as pernas e mantém o sangue circulando no cérebro. Pra quê? Para eu não desmaiar...

Mariana Ferrão: Depois, vêm os procedimentos de segurança.

Mariana Ferrão: tem um colete salva-vidas que infla automaticamente se a gente cair na água e num bolso tem um transmissor que vai emitir sinais caso a gente precise ejetar e aí vem um helicóptero de resgate para nos salvar.

Paulo Renato: ejetar é ser lançado para fora da cabine do avião e cair de pára-quedas. O piloto me ensina o que fazer: encostar bem a cabeça e puxar a alça. Em terra, isso parece fácil.

Paulo Renato puxa alça da ejeção.

Mariana baixa o visor do capacete. "Estamos prontos!"

Paulo Renato: Ao contrário do que pode parecer, não é tão apertado dentro da cabine do avião.

Mariana: O espaço interno é relativamente parecido com o do avião comercial. O assento tem mais ou menos a mesma largura.

Alvarez: Os aviões vão decolar!

Paulo Renato: caça decola, faz manobra e some nas nuvens. Uhhh! Esse é o famoso para o alto e avante!

Paulo Renato: sensacional!

Piloto: Gosta?

Paulo Renato: Gosto!

Paulo Renato: A gente decolou já direto pras nuvens! Quase noventa graus! Sensacional. Do lado, só nuvem.

Paulo Renato: "Uuuu! Looping!"

Mariana: bye bye bye! Meu deus do céu, ah! A gente está virando de ponta cabeça, eu estou vendo todo o mar lá embaixo, deu uma acelerada, me pressionou todo o estômago aqui, mas...uuuuuuh, já passou.

Alvarez: O Fantástico está experimentando o poder das máquinas voadoras mais sofisticadas do mundo.

Na página da Marinha americana na internet, cada F-18 Super Hornet aparece com o preço equivalente a pouco mais de cem milhões de reais.

Paulo Renato: Segundo publicações especializadas em aviação militar, o francês Rafale custa em média cerca de 140 milhões de reais

Mariana Ferrão: E o Gripen oscila entre 90 e 105 milhões de reais.

Alvarez: Agora, quanto o Brasil vai pagar pelo avião escolhido depende da configuração do caça, da oferta de transferência de tecnologia, das condições de financiamento - e da pechincha, é claro.

Paulo Renato: O piloto francês me entrega o controle do Rafale, mais uma vez.

Paulo Reanato: Eu estou no comando do avião de novo. Vamos lá!

Paulo Renato: Agora a gente está se aproximando do avião em que o nosso cinegrafista, o Sérgio Gilz, está. Ele deve ter uma boa visão da cabine.

Paulo Renato: O outro avião está se aproximando.

Piloto: Yes!

Paulo Renato: Agora a gente vai ter a companhia de outro Rafale aqui do lado.

Paulo Renato: Tudo corre muito bem pra mim, até que o piloto retoma o controle do Rafale e exige mais do caça.

Paulo Renato: A pressão é tão grande, que agora eu senti um pouco o ouvido.

Mariana

No Gripen, por causa das manobras, eu senti bem mais que o ouvido...

Estamos a 700km por hora e está acelerando rapidamente.

Estamos nos aproximando de romper a barreira do som, agora.

A gente acaba de ultrapassar a barreira do som!

Ele está me dizendo que eu estou supersônica! A gente ultrapassou a barreira do som agora e o que a gente escuta é um silêncio muito grande.

Estamos virando para a esquerda, em velocidade supersônica, e eu sinto um tremendo aperto no estômago.

Eu sinto como se meus olhos tivessem na minha bochecha, minha bochecha no meu pescoço, ah, e meu ouvido no meu joelho!

Alvarez: Pilotos de guerra também sentem os efeitos da aceleração da gravidade. Suportam uma força que pode chegar até nove vezes o próprio peso, ou nove G. Mas eles são treinados para isso.

Avião faz curva para baixo, para, ergue o bico, faz parafuso, para de lado e faz a curva.

Avião faz curva, perde altitude, empina o bico, sobe direto e faz parafuso.

Veja o que este piloto do F-18 faz.

Mariana: no Gripen, chegamos a 7 g. Eu peso 60 quilos, mas agora é como se eu tivesse 420, quase meia tonelada.

Paulo Renato: No Rafale, chegamos a 9 g. Como peso 75 quilos, tenho que suportar uma força de quase 700 quilos.

Alvarez: a agilidade desses caças está a serviço de um poder de fogo imenso.

Os três modelos são capazes de ataques simultâneos contra alvos em movimento no ar e na terra.

O F-18 já testou essa capacidade. Cumpriu missões de guerra no Afeganistão e no Iraque.

Paulo Renato: o Rafale também participou de operações no Afeganistão.

Mariana: já o Gripen que está sendo oferecido ao Brasil. É ainda um projeto, que será aperfeiçoado a partir deste modelo em que estamos voando.

Alvarez: F-18, Rafale, Gripen? Qual é o melhor para o Brasil?

Em setembro, o presidente Lula chegou a dizer que preferia o caça francês. Mas o Ministério da Defesa brasileiro informou que a decisão ainda será tomada.

Paulo Renato: Na guerra pelo contrato, prometer transferência de tecnologia é uma das estratégias mais importantes. O das empresas dizem que o Brasil será capaz de construir o caça escolhido.

Mariana: nos próximos dias, a Força Aérea Brasileira deve entregar ao Ministério da Defesa o estudo técnico sobre cada aeronave.

Só então o presidente Lula vai decidir qual delas vai aterrissar aqui.

Paulo Reanto: Uma das melhores sensações que eu tive na vida - sensacional, sensacional. Maravilhoso.

Mariana: eu não consigo imaginar nenhuma outra situação em que , em tão pouco tempo, você consegue experimentar sensações tão diferentes.

Fonte: Fantástico

Nota do Blog 1: eu na minha opinião particular, prefiro o caça SAAB Gripen NG. Pois trata-se de um projeto em seu início, e isso é fundamental para que possamos obter o know How tão objetivado por nosso governo.

Nota do Blog 2: A reportagem foi mais um "passeio no parque", faltou muito para ser de proveito, só basicamente mostraram as aeronaves. Não demonstrou muito do que realmente interessa, por exemplo os prós e contras de cada um e suas capacidades mais notáveis. Além é claro de pincelar um pouco sobre o fator político representado em cada oferta.Principalmente houve a falta de mostrar a importância desse programa para o Brasil, pois é uma necessidade para ontem a compra de novos vetores. Foi decepcionante o amadorismo da matéria. Pareciam crianças ao invés de repórteres.

8 comentários:

Teve algumas informações equivocadas,como o valor de aquisição de cada aeronave,independente da configuração,todos os preços estavam elevados demais.

Alem da velocidade e cap/carga,parecia super-trunfo rs.

outra coisa,o Super hornet ficou apagado.

abraços.

Luan na verdade eu achei a reportagem mais um "passeio no parque", que uma matéria que tinha por objetivo esclarecer o FX-2 ao telespectadores, faltou dados precisos, faltou a abordagem por exemplo do alcance, os requerimentos da FAB e principalmente os prós e contras de cada um dos caças.

Foi uma matéria, bem definida pelo Angelo, de "passeio com os aviõeszinhos no parque". Mas foi legal, ao menos eu gosto de ver esses caças voando e tal. Acho-os bonitos e elegantes (principalmente o Rafale, que acho o mais elegante de todos).

Pra ser sincero, não esperava nada além disso...Fantástico é entretenimento, não tem nada de jornalismo ali, nada de informação, nada de nada. Não só no caso dos caças. Sempre foi assim, desde quando o programa existe...é o tal "Show da Vida" (ou seria a vida transformada em um Show para a TV?), e só isso.

abraços a todos

Prezados
O PIG não conseguiu voar no F-18 Super Hornet heheh, será que isso quer dizer alguma coisa?
Abraço
obs: conforme o amigo hornet falou doi dia de avião na TV (parque).
Abraços

Se não conseguiram voar no Super hornet foi por incompetencia deles.

Diversos jornalistas ja voaram,a maioria,da midia especializada(revistas e et)

abraços.

os americanos devem ter dito ao reporter da globo: Only pilot ...rsrsrsrs

Ou como pediram para dar uma voltinha, eles então conduziram o repórter ao redor do avião, pois sabe como os americanos são rígidos com regras e tudo requer uma solicitação formal. Então suponho que a Globo pediu para dar uma voltinha no SH... logo deu literalmente uma voltinha ao redor do mesmo....rsrsrsrs

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