quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Embraer pode produzir Caça Brasileiro


Principal articulador do projeto de criação da Embraer, o engenheiro Ozires Silva considera inaceitável que a empresa brasileira esteja fora da concorrência do programa de aquisição dos caças de combate da Força Aérea Brasileira (FAB). “Não posso aceitar que alguém diga que a Embraer não é capaz de fazer um avião como esse. Esta é uma posição restritiva a uma companhia nacional, líder mundial no seu segmento e que já fabricou mais de 8 mil aviões, que operam hoje em 80 países do mundo.”

Segundo Silva, se não fosse a competência técnica da empresa, a FAB não entregaria a ela o projeto do cargueiro KC-390, o maior e mais pesado avião já feito pela companhia. “Assim como fez com o KC-390, a FAB deveria discutir o projeto do novo caça com a Embraer e comprar dela o novo avião. O que a empresa não souber fazer, ela pode desenvolver em parceria, garantindo o domínio do projeto em suas mãos.”

A outra hipótese defendida por Silva, mas que ele apresenta como segunda opção, é que a FAB escolha um dos três caças que estão sendo oferecidos pelos competidores do FX-2 (Boeing, Dassault e Gripen) e coloque a Embraer como contratante principal. “A compra do Xavante na década de 70 foi feita dessa forma e, graças a este sistema, a Embraer conseguiu arrancar todas as tecnologias que precisava dos italianos para desenvolver a linha de produção do Bandeirante, que começava a ser fabricado”, explica o ex-executivo da empresa brasileira.

Silva disse que não desistirá de lutar para que o governo brasileiro reconheça que comprar da indústria nacional os caças para a FAB é a melhor alternativa. O executivo lembra com amargura o dia em que o governo brasileiro anunciou a decisão de substituir o antigo Boeing presidencial por uma aeronave Airbus, em detrimento do avião brasileiro Embraer 190, que posteriormente foi adquirido como opção para viagens de alcance mais regional.

No começo dos anos 90, durante a fase final do processo de seleção dos aviões do programa JPATS, nos Estados Unidos, Silva esteve na cidade de Wichita, no Estado do Kansas, conhecida como a capital do avião, para uma reunião de trabalho. Naquela ocasião, segundo ele, todas as casas exibiam nas janelas a bandeira do país, o que ele interpretou como sendo um ato simbólico de defesa da empresa americana em uma das mais importantes concorrências do setor de defesa já lançadas pelo governo dos Estados Unidos.

“No dia em que o governo brasileiro anunciou a compra do Airbus presidencial, eu fui o único a exibir a bandeira do Brasil na janela, para demonstrar o meu grau de insatisfação com aquela decisão”, conta o executivo.

Silva ressalta que “gostaria que a FAB entregasse o projeto dos caças para a Embraer fazer, de acordo com as suas especificações e necessidades, como tem acontecido nos últimos 40 anos”. O F-X2, da forma como está sendo conduzido, segundo ele, talvez até gere alguma tecnologia, para confirmar a regra, mas não será nada muito significativo para o país.

O ex presidente da Embraer disse que nos Estados Unidos nenhum equipamento de defesa pode ser comprado de empresa estrangeira e, quando existe o interesse por um produto de fora, a lei “Buy American Act”, de 1933, exige que o fornecedor se associe a uma empresa americana e que a compra seja feita a partir dela. Ciente disso, a Embraer criou recentemente uma empresa, em Melbourne, no Estado da Flórida, que se dedicará inicialmente a montagem final de jatos executivos da linha Phenom.

Outro objetivo por trás da instalação de uma unidade de fabricação em Melbourne, segundo Silva, é colocar a Embraer na condição de empresa americana, o que aumenta suas vantagens na concorrência aberta pelo governo dos EUA, para aeronaves na categoria do Super Tucano. Para disputar o fornecimento de 711 aeronaves de treinamento militar para a Marinha e Força Aérea dos EUA, no começo dos anos 90, a Embraer teve que se associar com a Northrop, mas perdeu o contrato para a Beechcraft, que estava associada à suíça Pilatus.

A Beechcraft está de novo entre as competidoras da Embraer no novo processo de seleção aberto pela Força Aérea dos EUA, mas desta vez conta com o apoio político do Congresso americano. Segundo notícia divulgada pela agência “Reuters”, dois parlamentares americanos enviaram, na terça-feira, uma carta ao secretário de Estado, Robert Gates, pedindo que ele se oponha a qualquer tentativa de negociação do governo dos EUA para a compra dos aviões Super Tucano da Embraer.

Os parlamentares lembram que os militares americanos já investiram pesadamente no desenvolvimento do Hawker-Beechcraft AT-6B, aparelho fabricado pela empresa privada Hawker-Beechcraft. O governo americano, no entanto, já demonstrou grande interesse pelo Super Tucano, que já vem sendo testado, com sucesso, pela Marinha dos Estados Unidos. Além disso, segundo uma fonte ligada a Embraer, “o Super Tucano é o único modelo no mundo com operação comprovada não só no Brasil, como também em missões antiguerrilha na Colômbia, que possui em operação 25 unidades da aeronave”.

O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a admitir, em entrevista, a possibilidade de compra direta, sem licitação, pelos Estados Unidos, de até 200 Super Tucano. A efetivação desse contrato, segundo declarou na época, dependia da formalização de um acordo de cooperação na área de defesa, que o Brasil estaria costurando com o governo do presidente Barack Obama.


Fonte: Valor On Line

14 comentários:

Etai um HOMEM de VISSAO,pena que os mais interessados nao tenha essa VIASSAO{EMBRAER}

concordo plenamente com esse cara...O BRASIL ta na hora de dar valor nas pessoas da casa....Quem vender os caça ao brasil ,tanto Americanos ,SuecosOU Franceses ,jamais passarão 100% da sua tecnologia...O BRASIL ,deveria abrir concorrencias pra EMBRAER ...ACORDAAA BRASILLLLLL...........

Estamos vendidos aos internacionalistas... o governo brasileiro não manda NADA... se mandasse ja teria feito o caça, nacional de preferencia, mas não estariamos desguarnecidos como estamos... VERGONHA... agora, bilhões para "bolsas sociais" que indiretamente representam compra de apoio politico (para não dizer votos) dos miseraveis analfabetos, ah, ai tem...

Esses comunistas, romanticos, uma nação obtem respeito é com uma bem treinada e equipada força militar, tinhamos uma bela industria militar, acabaram com tudo e hoje compram de fora......

Blue uma pergunta meu caro o PB fechou?

Caro anonimo... acho que fecharam ele... rsrsrsrsrsrs... o Edilson diz que é porque não tem tempo, mas acho que o buraco é mais embaixo... rsrsrsrsrsr... deve ser o pessoal da começão da inverdade que bateu duro... sabe cumé... o papai aqui pegava pesado contra os mentiroso de plantão... devem ter chorado para os vermelhuxos e eles devem ter dado um utimato no velho judeu... rsrsrsrsrsr... "se não fechar vamos proibir que vendam para vc comida para sua dieta kosher; so vai poder comer porquinho pururuca, caranguejo e camarão"... rsrsrsrsrsrsrs... não aguentou a pressão...

Cara isso tudo é uma conspiração entre os governos
estes são acordos feitos entre eles.

Concordo com este importante brasileiro, o Sr. Ozires Silva. Pois é fato que temos condições não só de projetar um caça supersônico, mas de fabricar inclusive seus motores. Porém o que nos falta não é capacidade de desenvolver tecnologia, mas vontade política e visão de Estado de primeiro mundo. Infelizmente, nossa classe política, em geral, é extremamente simples e até mesmo inculta, o que só tem atrapalhado nossa entrada no mundo desenvolvido.
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PS: É incrível, como a falta do PB, criou um vácuo de idéias no ciber espaço. Parece até que o PB e seus cometaristas raçudos e sem papas na língua, mas de inteligentes e coerentes comentários democráticos, eram temidos pelas suas idéias e argumentações. E não sossegaram enquanto não tiraram eles do ar. Triste, pois isso mostra como tem censura e censores atuando contra a liberdade de vontade própria em nosso país. Muito do que era lá comentado devia incomodar demais pelo jeito os alvos das críticas, mas se assim era, foi porque eram ditas verdades, e como a verdade incomoda, não é mesmo? Assim, calaram o PB e toda a verdade sobre fatos de nossa pátria que lá eram expostos. Ass.: ViventtBR. Sds a todos os participantes daquele nicho de debatedores corajosos e inteligentes, apesar de alguns meio doidinhos, só que até isso fazia parte.

Esse conhece das coisas. Se deixar por conta dos governos do PT, a Embraer quebra.

a embraer só fabrica a lataria de suas aeronaves, todo recheio tecnológico vem de fora.comprar de fora ou fabricar aqui no país
não teria diferença, os americanos dominão tudo,essa embraer deveria fechar as portas por jogar contra o país.

Ilusão pensar que a Embrair resolveria o problema do caça. Na prática, há muito que a Embrair já deixou de ser brasileira e dificilmente a Embrair, de forma autônoma, dominaria a tecnologia do futuro caça, ela fatalmente seria uma grande MONTADORA de aviões, beneficiando gregos e troianos, menos a soberania nacional. Hoje em dia, ela tem muito mais a ver com as multinacionais estrangeiras do que com os interesses nacionais. O Sr. Ozires, embora seja seu espírito de brasilidade seja elevado me parece grandemente equivocado. Necessitamos sim, de uma empresa 100% nacional, especificamente para produzir aviões de combate e nichos do mercado nacional. Essa seria uma empresa estratégica e com certo contrôle sôbre suas atividades, muito do know-how e know-why poderia advir da Embrair. A Embrair Defesa e Segurança me parece um engodo maldosamente criada para evitar o surgimento de uma nova empresa de aviação nacional e militar. A Embrair só serve para atuar no setor privado, não no militar, os interesses dela são totalmente conflitantes com os nacionais.

Ainda creio na capacidade de nossos engenheiros brasileiros empenhados em desenvolver tecnologias modernas e dissuativas.Ao contrário dos que muitos possam dizer, ou que nada querem fazer para esta nação se tornar rica e poderosa em seus empreendimentos, basta vontade política de nossos governantes.O Brasil possue mão de obra qualificada, sim!Acorda políticos!não vamos entregar o Brasil a intereses estrangeiros. Pra frente, Brasil!

Capacidade tem,mas verba e apoio é um problema

sabe qual é a verdade americanos são totalmente patriotas, brasileiros são totalmente burros, deixamos ser levado pela midia brasileira q so difama o proprio pais...! se o governo quiser fazer algo, convocaria a EMBRAER e o ITA, e com com certeza desenvolveria uma aeronave com tecnologias brasileiras!

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