sábado, 11 de fevereiro de 2012

Policiais grevistas são presos e PM garante que Rio está seguro



Líderes e outros envolvidos no movimento grevista de policiais e bombeiros no Rio de Janeiro foram presos nesta sexta-feira acusados de insubordinação e outros crimes, e as autoridades de segurança do Estado garantiram que, diante da adesão limitada à paralisação, não será necessário o reforço de tropas federais.

De acordo com o comando da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a adesão à paralisação foi restrita e as corporações estão trabalhando normalmente.

Nove acusados de serem líderes da greve, que estavam entre os 11 homens que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça militar nesta sexta, foram presos e levados para o Complexo Penitenciário de Bangu, enquanto outros sete policiais foram detidos em flagrante por insubordinação, de acordo com a PM.

Outros 129 policiais foram detidos inicialmente e indiciados por participação na greve, mas foram liberados e substituídos em seus postos por efetivos do Bope e do Batalhão de Choque. Uma fonte da PM, que pediu para não ser identificada, disse que houve problemas pontuais nos batalhões de Botafogo e Leblon (na zona sul), Maré (zona norte) e nas cidades de Campos (norte fluminense) e Volta Redonda (sul do Estado).

O cabo dos Bombeiros Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento, está preso desde quarta-feira, após ter sido flagrado em uma escuta telefônica autorizada pela Justiça negociando com líderes da greve de policiais na Bahia a difusão do movimento para outros Estados.

O Corpo de Bombeiros informou que indiciou 123 guarda-vidas que faltaram ao trabalho por conta da greve e que pretende prendê-los administrativamente assim que eles voltarem à corporação. O comandante do grupamento marítimo da Barra da Tijuca, tenente-coronel Ronaldo Barros, foi exonerado da função por ligação com o movimento.

O Corpo de Bombeiros também instaurou um conselho de disciplina para investigar a conduta de 18 integrantes da corporação, sendo três oficiais, entre eles o cabo Daciolo.

"O procedimento definirá as punições cabíveis aos envolvidos, podendo chegar à exclusão definitiva do Corpo de Bombeiros", disse a corporação em nota.

A greve por aumento de salário, declarada após assembleia com cerca de três mil representantes dos policiais, bombeiros e agentes penitenciários pouco antes da meia-noite de quinta-feira, diminuiu o policiamento em algumas vias da cidade nesta sexta, a uma semana do início do Carnaval.  

SEM AJUDA FEDERAL

Segundo o coronel da Polícia Militar Frederico Caldas, porta-voz da corporação, um plano de contingência acertado previamente entre o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o governo federal e as Forças Armadas, que prevê a disponibilização de 14 mil homens do Exército e 300 da Força Nacional de Segurança a partir desta sexta para o Rio, não precisará ser acionado.

"Houve um certo movimento (grevista) em algumas unidades, mais no interior do Estado, mas nossa resposta foi dura", disse ele à Reuters. "Quem cruzar os braços, quem se recusar a ir para a rua, vai ser responsabilizado por desobediência."

O Corpo de Bombeiros também disse, em comunicado, que "todas as unidades da corporação em todo o Estado estão funcionando normalmente", e que as saídas para casos de emergências estão regulares.

A greve declarada no Rio se soma a uma paralisação da polícia da Bahia iniciada em 31 de janeiro, com altos índices de criminalidade registrados naquele Estado nesse período, incluindo ao menos 150 homicídios.

Assim como acontece na Bahia, o movimento grevista deve gerar temores para o setor turístico às vésperas do Carnaval, que o governo fluminense espera atrair até 800 mil turistas para o Estado. Os grevistas, no entanto, disseram que esperam chegar a um acordo com o governo antes do início das festas.

As policias civil e militar, os agentes penitenciários e os bombeiros reúnem um efetivo de mais de 70 mil homens no Estado do Rio. Os líderes da greve não informaram o tamanho da adesão ao movimento.

A paralisação ameaçava colocar em risco o funcionamento das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os batalhões da PM instalados em favelas que são a principal arma do Rio para combater o crime organizado antes da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A PM garantiu, no entanto, que não houve adesão à greve nas UPPs.

Fonte: Reuters

Argentina: Londres enviou armas nucleares às Malvinas



O governo da Argentina acusou o Reino Unido de enviar armas nucleares para as Ilhas Malvinas e de manter no arquipélago um sistema militar de controle do Atlântico Sul, desde a Amazônia até a Antártida e desde a costa oriental sul-americana à costa ocidental africana, assim como os acessos entre os oceanos Atlântico e Pacífico e Atlântico e Índico. A denúncia foi feita nesta sexta-feira pelo ministro de Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, na sede da ONU, em Nova York.

Timerman apresentou um documento detalhado da ação militar britânica nas Malvinas, que aponta o aumento da presença das Forças Armadas na região. "O orçamento militar inglês foi reduzido em todo o mundo, menos nas Malvinas", acusou o chanceler durante entrevista coletiva que foi transmitida ao vivo pelas emissoras de TV da Argentina. Segundo ele, "os exemplos mais notáveis da militarização por parte do Reino Unido são a recente incorporação ao sistema bélico das Malvinas de um destroier HMS Dauntless tipo 45 e de aviões Typhoon II com mísseis Taurus e o envio de um submarino nuclear".

O submarino com propulsão nuclear, segundo detalhou o ministro, tem capacidade para transportar armamento nuclear. "Informações recebidas pela Argentina através de fontes indicam que se trataria do submarino Vanguard", disse ele, queixando-se da falta de confirmação do governo britânico sobre o assunto. Timerman também disse que os aviões Typhoon Eurofighter, que realizam exercícios na base aérea das Malvinas, são do mesmo modelo usado na Líbia, no Afeganistão e no Iraque.

"Por que esse tipo de avião se encontra na nossa região? Nenhum país da América do Sul dispõe dessa capacidade bélica", reclamou o ministro argentino. Ele disse que os pilotos britânicos são treinados nesses aviões para depois ser enviados a zonas de conflito. Timerman disse ainda que os britânicos estão realizando no arquipélago provas com o míssil Taurus, com um alcance de até 500 km. "Combinado com o avião Typhoon II, o míssil se transforma na arma mais ofensiva e letal em operação no Atlântico Sul, que pode alcançar grande parte da Argentina e do Chile, o Uruguai e o Brasil", afirmou.

A base aérea britânica, segundo o documento argentino, possui 16 hangares e duas pistas de pouso. Por último, o chanceler citou que o sistema de comunicações e de radar é o mais moderno da indústria, conectado com o Reino Unido, os EUA, a França, o Canadá e o Japão. "O sistema está sendo usado para executar tarefas de vigilância, reconhecimento e controle marítimo e aéreo do Atlântico Sul e da América do Sul", afirmou. Na quarta-feira, a presidente Cristina Kirchner havia dito que a região possui a maior reserva de recursos naturais do planeta e que as guerras futuras serão por esses recursos.

"O Reino Unido usa a infundada defesa da autodeterminação de 2.500 habitantes das ilhas como desculpa para o estabelecimento de uma poderosa base militar, que serve aos seus interesses estratégicos no Atlântico Sul", disse o ministro. Nesse sentido, Timerman reiterou o apelo de seu governo para que o Reino Unido cumpra determinação da ONU de sentar-se para negociar uma solução pacífica e definitiva para a disputa em torno da soberania sobre as Malvinas, chamadas pelos britânicos de Falkland.

R.Unido nega militarização e diz que acusações argentinas são "lixo"

O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, negou nesta sexta-feira que seu país tenha militarizado o Atlântico Sul, disse que as acusações argentinas "são lixo" e criticou o país sul-americano por iniciar uma "guerra de declarações" quando se completam 30 anos da "invasão ilegal" das Malvinas.

"Nada mudou em relação a nosso posto de defesa nas ilhas Falkland (Malvinas)", afirmou o embaixador britânico na sede da ONU, depois que a Argentina formalizou sua queixa perante o organismo por causa da "militarização" da região, respondendo que as supostas provas apresentadas são "lixo".

O embaixador, que se negou a comentar se seu país deslocou submarinos nucleares para a região, reiterou sua determinação de continuar defendendo os habitantes das ilhas "para que não se repita" a invasão de 1982, e criticou o Governo de Cristina Fernández de Kirchner por propiciar uma "escalada da retórica" verbal entre ambas as nações.

Desta forma, o representante britânico respondeu ao ministro de Exteriores argentino, Héctor Timerman, que disse previamente na sede da ONU que seu país conta com informação de que o Reino Unido "introduziu armas nucleares no Atlântico Sul e não foi a primeira vez".

O embaixador explicou novamente que o recente envio para a região do destróier MS Dauntless, o mais moderno de sua frota naval, faz parte das "manobras de rotina" que a Marinha Real britânica faz a cada seis meses, e se perguntou para que seu Governo ia querer "gastar mais para defender as ilhas neste momento de crise".

Assim, após ressaltar que o Reino Unido não procura "aumentar a retórica" verbal com a Argentina, à qual criticou por "ir à ONU" para dizer que seu país militarizou o Atlântico Sul, deixou claro que ele vai continuar aproveitando qualquer oportunidade para defender sua posição em relação às Malvinas.

O embaixador disse não ter falado ainda com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre as queixas da Argentina, por isso que não quis comentar sua oferta de "intermediar" e exercer seus bons ofícios para conseguir uma "solução pacífica" para o conflito sobre as ilhas Malvinas.

Reconheceu que a Argentina é hoje um Governo democrático que diz querer abordar o conflito de forma pacífica, mas disse que se quer retomar as conversas com o Reino Unido de verdade deve começar por modificar sua Constituição, na qual traz desde 1995 que o país sul-americano ratifica sua "legítima soberania" sobre as Malvinas.

Neste sentido, o diplomata se perguntou se a posição da Argentina mudou porque nas águas das Malvinas poderiam haver reservas de gás e petróleo, e disse que os kelpers (habitantes das Malvinas) têm direito a explorá-lo, embora tenha reiterado que os lucros "seriam para as ilhas, não para o Reino Unido".

O representante britânico reiterou novamente a posição de seu país de não negociar a soberania das Malvinas enquanto os habitantes das ilhas não pedirem e insistiu em que o Reino Unido vai continuar defendendo "o futuro político, social e econômico das Falkland".

Por último, o embaixador britânico sustentou que "depende deles" (Argentina) retomar o diálogo bilateral sobre as ilhas Malvinas, e lembrou que foi a Argentina que o rompeu de forma unilateral em 1995, "quando modificaram de forma tão agressiva sua Constituição".

Fonte: Estadão / EFE
 

Boeing congela preços em briga para vender caças ao Brasil



A Boeing congelou o preço de sua oferta para um contrato multibilionário de jatos com a Força Aérea Brasileira (FAB), disseram fontes próximas ao assunto à Reuters, enquanto a corrida global se torna mais competitiva para vender equipamentos bélicos a potências emergentes. A Boeing está oferecendo vender o caça F-18 ao Brasil pelo mesmo preço por avião que o oferecido durante uma rodada de ofertas em 2009, disseram as fontes, que pediram anonimato.

As fontes não quiseram divulgar a quantia em dólares da oferta, que inclui o custo do avião, da manutenção futura e da substituição de peças. Mas a oferta significa, essencialmente, que a Boeing assumiria o custo da inflação dos últimos dois anos, enquanto os aviões sairiam 12% mais baratos para o Brasil em termos reais comparado a 2009. "É uma medida incomum. Isso mostra quanto valor está sendo posto em cima desse contrato", disse uma das fontes.

A Boeing compete com a francesa Dassault e a sueca Saab pelo acordo com o Brasil, que deve valer mais de 8 bilhões de dólares à empresa vencedora. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse à Reuters em janeiro esperar que o governo tome uma decisão no primeiro semestre de 2012.

A oferta da Boeing ilustra a agressividade com que os Estados Unidos e as empresas de defesa europeias estão buscando acordos com países em desenvolvimento, enquanto os mercados desenvolvidos secam devido aos cortes orçamentários. Empresas também disputam contratos nos Emirados Árabes, no Catar e na Coreia do Sul.

Um porta-voz do governo não respondeu a um pedido de comentário. A porta-voz da Boeing, Marcia Costley, disse: "Nós estamos em uma competição e não podemos comentar sobre as especificidades da nossa oferta, mas o que eu posso dizer é que a Boeing pode garantir um preço que tende para baixo, porque nós temos uma linha de produção ativa e podemos alavancar economias de escala".

Rafale - Há algumas semanas, a Dassault entrou em negociações exclusivas para vender seu Rafale à Índia. O acordo pode fazer do Rafale uma opção mais viável no processo de oferta brasileiro, pois uma linha já estabelecida de produção permitiria que a Dassault oferecesse preços mais estáveis ao longo do tempo e reduzisse o risco de disparada de custos.

O acordo brasileiro será decidido por critérios que vão além dos preços. Embora especialistas avaliam o F-18 como opção mais barata que o Rafale, o Brasil baseará sua escolha priorizando a generosidade das empresas em partilhar tecnologia.

Resultado incerto - Comentários recentes de Amorim sugerem que o acordo está finalmente entrando em estágio final, após mais de uma década de intriga e surpresas de último minuto.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase declarou vitória da Dassault no fim de seu mandato, mas deixou o cargo sem finalizar o acordo. Dilma, então, pareceu favorecer a Boeing em declarações feitas pouco após assumir a Presidência, em janeiro de 2011, mas acontecimentos recentes, inclusive as negociações da Dassault com a Índia, significam que a decisão final ainda é incerta. Dilma deverá liderar pessoalmente o processo de decisão do contrato, disse Amorim em janeiro.

A decisão pode acontecer em um momento em que Dilma estará sob forte pressão para atentar aos custos. Espera-se que o governo congele cerca de 50 bilhões de reais em gastos orçamentários nas próximas semanas, o equivalente a pouco mais de 3% do Orçamento de 2012, em um esforço para ajudar a conter a inflação. O congelamento do Orçamento deve ser impopular no Congresso, já que deputados e senadores terão suas emendas cortadas.

Fonte: Reuters

Limite aos militares


Foto: Elis Brandão - GeoPolítica Brasil

Diante das declarações do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o movimento grevista da Polícia Militar baiana é ilegal, integrantes do Ministério Público e das corporações Armadas questionam de que maneira poderão ser feitas as reivindicações de PMs e bombeiros de melhorias nas condições econômicas e sociais.

"Cadê a discussão do fato? Como não há greve nas corporações militares, deve ser previsto de que forma se pode reivindicar os direitos", alega Gilda Carvalho, procuradora federal dos Direitos do Cidadão. Ela avalia que a atuação dos policiais está comprometida pelos baixos salários e pelas condições degradantes que enfrentam em diversos estados e que o assunto deve ser discutido para que sejam evitadas insurgências como a atual.

O presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), coronel Marlon Jorge Teza, defende que, apesar da proibição de greve, os militares precisam ser escutados em suas demandas por melhorias da qualidade de vida. Ele afirma que os chefes das corporações — o presidente da República no âmbito federal e os governadores nos estados — devem atender adequadamente seus comandados para evitar que as reivindicações atinjam situações críticas como a atual. Segundo o coronel, os governos precisam ser pró-ativos para se antecipar a "explosões de bombas", como a que está ocorrendo na Bahia.

O professor de direito do trabalho da Universidade de Brasília (UnB) Victor Russomano Junior defende que a interpretação do ministro Marco Aurélio sobre a vedação à greve para policiais militares é correta, apesar de haver dissonâncias no meio jurídico sobre o tema. Russomano explica que a proibição não é explícita na Constituição, mas pode ser deduzida a partir de parâmetros para a área militar baseados na hierarquia e na disciplina. "Indiretamente, a greve está vedada. Quando se ingressa em determinada carreira, já se sabe os ônus e os bônus que ela irá oferecer", pontua.

Para o professor, a legislação que regulamenta a greve no setor público já deveria ter sido editada, inclusive proibindo expressamente no caso dos militares. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) é autor de projeto de lei para regulamentar a greve para os servidores públicos. No texto, ele defende que seja vedado o direito à paralisação aos integrantes das Forças Armadas e da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O texto está na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando a designação de um relator. (JG)

Fonte: Correio Braziliense

Centenário da morte do Barão do Rio Branco - Nota do MRE

 
 
Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota à Imprensa nº 31
10 de fevereiro de 2012

Centenário da morte do Barão do Rio Branco

O Ministério das Relações Exteriores recorda hoje, 10 de fevereiro de 2012, o centenário da morte de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco.

José Maria da Silva Paranhos Júnior nasceu em 1845. Iniciou sua carreira no Serviço Exterior em 1876, como Cônsul em Liverpool. Em duas ocasiões na década de 1890, foi designado Ministro Plenipotenciário em missão especial para defender os interesses brasileiros em disputas fronteiriças relacionadas ao sul do Brasil e ao atual estado do Amapá, obtendo vitórias nos dois casos. Esteve à frente da Missão do Brasil em Berlim de 1901 a 1902.

Serviu como Ministro das Relações Exteriores de 1902 a 1912, durante o mandato de quatro Presidentes: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. Como Chanceler, consolidou, de forma pacífica, as fronteiras do Brasil. Considerado o patrono da diplomacia brasileira, deixou legado de pragmatismo e opção pela solução pacífica de controvérsias.

As comemorações do centenário da morte do Barão do Rio Branco iniciam-se com a Exposição “Rio Branco – 100 Anos de Memória”, aberta à visitação no Palácio Itamaraty, em Brasília.
 
Fonte: MRE

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Marinha russa aumenta poder de combate



Até Junho de 2012 estará pronto um programa detalhado do aumento do poder de combate naval na Rússia. Segundo o vice-primeiro-ministro Dmitri Rogozin, que supervisiona o complexo militar-industrial, o governo está preparando um plano de desenvolvimento da Marinha do país para os próximos 30 anos.

Passos específicos para modernizar a frota militar russa já estão sendo tomados. No dia 1 de fevereiro de 2012 a companhia Estaleiro do Norte de São Petersburgo começou a construção da primeira corveta do projeto. Nos seguintes 10 anos a frota da Rússia tenciona receber 100 navios, incluindo 35 corvetas e 14 fragatas. Especialistas dizem que o número de navios de superfície de que a Rússia dispõe hoje não é suficiente. A Frota do Norte dispõe de um só cruzador – Pedro o Grande, enquanto os restantes estão parados em portos e precisam ser reparados.

O editor executivo da Revista militar independente Victor Litovkin comentou a situação:

– Grupos interespecíficos, que os ingleses, americanos e franceses costumam formar, incluem, em regra, 10-15 navios. Isso os torna uma força a ser temida. No caso da Rússia esses grupos têm dois navios de combate, e o resto são embarcações de serviço com mais um navio de outras frotas diferentes “adicionado” ao grupo. A situação tem que mudar se quisermos garantir a proteção de nossos interesses nos oceanos. Devemos construir esses navios. Tanto mais que os navios de superfície servem não só para demonstrar a bandeira e apoiar operações em terra, mas também para disfarçar o posicionamento de submarinos nucleares estratégicos. E quando apenas um ou dois navios estão disponíveis, a área de posicionamento desses submarinos nucleares diminui.

A Marinha russa necessita de navios diferentes – cruzadores submarinos nucleares estratégicos, submarinos nucleares multifuncionais, submarinos não-nucleares a diesel. E também de cruzadores nucleares de superfície capazes de longos percursos nos oceanos, de porta-aviões, fragatas, corvetas, diz Viktor Litovkin:

– Isto é necessário para proteger os nossos interesses econômicos na costa, para lutar com os piratas. E para demonstrar a nossa bandeira nos oceanos. A Rússia, como um grande poder marítimo, não pode ser confinada à costa.

Só em corvetas a Marinha necessita de 20 unidades. Mas isso não é um problema para as empresas russas, diz o vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov:

– Qualquer estaleiro é capaz de construir navios de combate. O problema está na concepção e na engenharia, assim como na colocação das encomendas militares do estado junto dos estaleiros.

Moscou tenciona investir cerca de 4,7 trilhões de rublos (mais de 150 bilhões de dólares) em novos equipamentos para a Marinha russa.

Fonte: Voz da Rússia

Índia vai compartilhar experiência de seleção de caças de US$ 10 bi com Brasil



Em um incomum acordo bilateral, a Índia concordou em compartilhar com o Brasil algumas de suas experiências de realização da avaliação do programa MMRCA (Medium Multi-Role Combat Aircraft) que selecionou um novo caça para a Força Aérea Indiana, no valor de US$ 10 bilhões.

O Brasil está atualmente em processo de seleção de um caça para a sua força aérea. A Índia transmitiu a sua vontade de compartilhar um pouco de sua documentação sobre o contrato MMRCA durante uma reunião entre o ministro da Defesa AK Antony e seu colega brasileiro, Celso Amorim.
“O Brasil está em processo de comprar um avião de caça. Vocês já atingiram a fase final da seleção de caça para a Força Aérea. Eles prometeram nos dar alguns documentos sobre o processo de seleção, tais como regras básicas sobre o processo de licitação que poderíamos comparar ao nosso”, disse Amorim ao TOI.

Amorim encontrou-se com Antony e o conselheiro de segurança nacional Shiv Shankar Menon na segunda-feira em Nova Delhi, e os dois lados realizaram consultas bilaterais de defesa em vários níveis. Amorim disse que o Brasil estava ansioso para aprender a partir do processo da Índia de selecionar o Rafale, o caça francês , para o contrato MMRCA de mais de US $ 10 bilhões. É uma das maiores concorrências de defesa do mundo atualmente.

O Brasil está procurando comprar 36 novos caças para a Força Aérea. O concurso tinha deixado em aberto a possibilidade de o número de caças subir até 120 aviões. A proposta poderia crescer em vários bilhões de dólares, embora a estimativa inicial era de apenas US $ 2,2 bilhões. O Brasil já fez uma pré-seleção de três caças – Rafale, F-18 e Gripen-NG e um finalmente será selecionado. “Sempre que há uma possibilidade devemos sempre buscar o compartilhamento de experiência, é claro, respeitando a confidencialidade”, Amorim disse.

“O compartilhamento de experiência não quer dizer que sigamos a sua decisão”, acrescentou. O ministro também disse que eles dariam atenção à discussão da experiência indiana de construção de um caça de quinta geração com a Rússia. O Brasil também está oferecendo à Índia um catálogo desenvolvido exclusivamente para equipamento militar da OTAN, no qual a Índia estava interessada, disse ele.

Fonte: The Times of India via Poder Aéreo

Greves de PMs expõem falhas em política nacional de segurança, dizem analistas



A possibilidade de que a greve de policiais militares da Bahia, que já dura dez dias, se alastre por outros Estados revela falhas graves na política nacional de segurança pública, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Nesta quinta-feira, policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem para decidir se suspendem as atividades, ação que também será discutida nos próximos dias por policiais do Distrito Federal e do Espírito Santo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o governo federal também teme greves de agentes de segurança nos Estados do Pará, Paraná, Alagoas e Rio Grande do Sul.

Embora considerem os movimentos grevistas ilegais, especialistas consultados pela BBC Brasil afirmam que, em um nível mais aprofundado, eles evidenciam falhas estruturais na política nacional de segurança pública e cobram maior participação do governo federal na solução dos conflitos.

A greve na Bahia começou no último dia 31, quando cerca de 300 policiais invadiram a Assembleia Legislativa, em Salvador. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários, além da anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas.

Entre o início da greve e a tarde da última quarta-feira, foram registrados 135 homicídios na região metropolitana de Salvador.

Ilegalidade

Para o jurista Wálter Maierovitch, os policiais militares violaram a lei ao entrar em greve. "A Constituição é clara e proíbe greves para policiais militares e membros das Forças Armadas. Mas esses PMs não são educados para a legalidade democrática", diz.

Maierovitch afirma que os movimentos, deflagrados às vésperas do Carnaval, exercem uma "pressão oportunista". Segundo ele, caso de fato haja uma articulação para espalhar a greve por outros Estados, os policiais usarão método semelhante ao posto em prática em 2006 pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no país. À época, o grupo baseado em São Paulo promoveu uma onda de ataques contra forças de segurança e rebeliões em presídios em vários Estados brasileiros.

Maierovitch também considera ilegal o papel desempenhado nos movimentos grevistas pelas associações de policiais militares. Segundo ele, ainda que policiais sejam proibidos de se sindicalizar, esses grupos têm atuado como sindicatos. "Ninguém toma providências (quanto à atuação dessas associações) porque evidentemente todos sabem que o salário dos policiais é ridículo, e no mundo inteiro a segurança pública é uma das maiores preocupações dos eleitores", diz.

Para Maierovitch, "falta vontade política" para solucionar os problemas de segurança pública no Brasil. Ele cita como exemplo da postura a longa tramitação da emenda constitucional que estabeleceria um piso salarial nacional para bombeiros e PMs, conhecida PEC 300. Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.

A aprovação da medida, diz Maierovitch, poria fim a uma das principais queixas da classe, que ele considera justa - a disparidade entre os salários recebidos por policiais militares de diferentes Estados. Enquanto em Brasília a categoria tem como piso R$ 4.000, o valor mais alto do país, na Bahia, por exemplo, o piso é de R$ 2.173,87.

Para superar o impasse, o jurista defende que o Congresso dê prioridade à discussão da PEC 300, marcando uma data para a próxima votação da proposta. No entanto, ele afirma que a medida não eliminaria a necessidade de ações emergenciais para estabilizar a situação da segurança no Estado, como a intervenção do governo federal nas forças baianas.

Intervenção

Para José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM de São Paulo e consultor da área de segurança, a alta nos índices de criminalidade na Bahia nos últimos anos mostra que há necessidade de uma "intervenção em profundidade" nas forças baianas. Ele afirma que, se a greve não for encerrada nos próximos dias, haverá um impacto institucional muito grande para o Estado, com prolongada paralisação do Legislativo estadual e disseminação da insegurança. O cenário, diz ele, justificaria que as Forças Armadas assumissem temporariamente a Secretaria de Segurança Pública baiana, reestruturando-a.

"Uma administração mais competente (da secretaria) teria detectado sinais do tsunami que estava se formando e teria dado uma resposta." Vicente não vê no movimento grevista, porém, uma grande capacidade de articulação. Para ele, a insatisfação de policiais é maior em alguns Estados, como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nesses locais, afirma, três fatores tornam a situação especialmente crítica: os baixos salários comparados à média nacional, o tratamento diferenciado dado a oficiais de alto e baixo escalões e a aplicação de disciplina considerada excessiva pelos soldados.

"Houve uma ruptura entre oficiais e soldados, daí que surgem as lideranças espúrias desses movimentos", afirma. O coronel afirma, porém, que o governo federal também é responsável pela crise, na medida em que no ano passado cortou grande parte dos investimentos em segurança pública para cumprir metas fiscais. Ele também critica a a presidente Dilma Rousseff por ter anistiado, em 2011, bombeiros e policiais punidos por participarem de greves por melhores salários no Rio.

"A anistia ficou como uma espécie de salvo-conduto para próximos movimentos. Criaram um ovo de serpente".

Ele defende que o governo endureça a negociação e mostre que, a partir de certo momento, sanções terão de ser aplicadas. "Se tiver de demitir 2 mil policiais, que sejam demitidos."

Fonte: BBC Brasil

Especialistas alertam para risco de conflito entre Israel e Irã


 
Distinguir os limites entre guerra psicológica e planos reais do governo israelense de atacar o Irã é uma tarefa difícil. Especialistas acreditam na possibilidade de um ataque e alertam para o risco de um conflito real.

O Irã já movimentou tropas em terra e ameaça com retaliações, caso Israel ataque mesmo o país. O presidente norte-americano, Barack Obama, tentou acalmar os ânimos: "Não acredito que Israel já tenha tomado uma decisão", disse ele no último domingo (05/02), na tentativa de encontrar uma solução diplomática para o conflito entre os dois países.

O mais recente debate sobre um possível ataque israelense a uma usina nuclear iraniana foi desencadeado por um artigo publicado pelo New York Times. Ronen Bergman, considerado um dos jornalistas israelenses mais bem informados, escreveu: "Depois de conversar com diversos políticos israelenses do alto escalão, bem como com autoridades militares e do serviço secreto, passei a acreditar que Israel vai atacar o Irã ainda em 2012". A seguir, o Washington Post escreveu sem ser contestado que o secretário norte-americano de Defesa, Leon Panetta, acredita que haverá um ataque entre abril e junho deste ano.

"O secretário de Defesa dispõe de fontes melhores do que eu", acrescentou Bergman. O jornalista parte do princípio de que o programa nuclear iraniano vá, nos próximos nove meses, chegar ao ponto de se tornar "imune" a ataques. Com isso, aumentaria a pressão de uma decisão em breve a respeito. Pois, para o governo israelense, o armamento nuclear do arqui-inimigo é um pesadelo em termos de política de segurança.

Os líderes iranianos conclamam regularmente a destruição do que chamam "complexo sionista", despertando em Israel temores de um novo Holocausto. Além disso, Teerã apoia abertamente grupos radicais islâmicos, como o Hisbolá. Bergman cita o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, em suas afirmações de que um Irã com armas nucleares poderia "limitar definitivamente nosso leque de operações" no combate aos grupos radicais.

Temores iranianos
Do outro lado, está um Irã não menos determinado. "Acredito que praticamente qualquer governo iraniano imaginável teria em mente a posse de armas nucleares", diz Bruce Riedel, ex-especialista da CIA em Oriente Médio e assessor principal dos quatro presidentes norte-americanos desde George Bush sênior. Afinal, o Irã está cercado por potências atômicas: Rússia, Israel, Paquistão, Índia e a quinta frota das Forças Armadas norte-americanas no Golfo Pérsico.

Além disso, ficou claro, no Afeganistão e no Iraque, como os países da região são indefesos contra a pressão de invasões do Ocidente. "Um paralelo interessante percebe-se também no caso da Líbia", diz Riedel. "Kadafi abdicou de seu programa de armas nucleares e se tornou, assim, impotente quando a Otan decidiu pelo bloqueio do espaço aéreo do país", completa o especialista. Ele duvida, contudo, que qualquer espécie de sanção, não importa o quão severa seja, possa levar o Irã a desistir de seu programa nuclear.

Em Israel, as esperanças de que sanções aplicadas ao Irã possam mudar a conduta do governo neste sentido estão também acabando. Por isso, discute-se há meses a respeito dos prós e contras de um ataque militar. "A elite está também dividida", diz Gabriel Ben-Dor, diretor do Centro de Segurança Nacional em Haifa. "Não se trata nem de uma divisão entre políticos e militares. A divergência de opiniões perpassa os dois grupos", completa. Por um lado, o debate público a respeito é uma questão de guerra psicológica. Israel tenta, com isso, intimidar o Irã e forçar o Ocidente a tomar medidas mais sérias. Por outro lado, a discussão é sinal de falta de consenso: "Não há consenso nestas questões fundamentais", fala Ben-Dor.

Imponderabilidade de um ataque
As Forças Armadas israelenses preparam-se há muito tempo para um ataque como esse. As perspectivas de sucesso na empreitada são, contudo, incertas. O material a ser atingido está espalhado por diversos locais no Irã, entre estes um bunker nas proximidades de Ghom, a cerca de 70 metros de profundidade, imune até mesmo a armamentos especiais contra bunkers.

Na pior das hipóteses, analisa Ben-Dor, os ataques israelenses não atingiriam seus alvos, provocando, contudo, saldos negativos para Tel Aviv e terminando com um contra-ataque por parte do Irã. Não se sabe, por exemplo, quais seriam os danos de um ataque de mísseis iranianos a Israel.

Outra possibilidade cogitada é a reação de organizações radicais islâmicas, financiadas pelo Irã.
Este foi um alerta feito pelo líder espiritual aiatolá Ali Khamenei, na última sexta-feira, frente à possibilidade de um ataque militar israelense ao país. Segundo ele, o Irã irá, no futuro, apoiar qualquer grupo que se oponha "ao regime sionista". Não há certezas a respeito da possível participação do Hisbolá no Líbano e do Hamas na Faixa de Gaza em uma operação de retaliação contra Israel.

Especulações sobre fogo aberto
"Israel pode se dar o luxo de esperar um ataque do Hisbolá ou o país iria se sentir obrigado a partir para um ataque preventivo?", questiona Riedel. Ele teme, neste contexto, não apenas uma ampliação do conflito para o Líbano, mas para toda a região. Riedel imagina tal cenário: As lideranças iranianas veem, no ataque com aviões e bombas norte-americanos, uma operação dos EUA. E contra-ataca com atentados às embaixadas e bases militares norte-americanas nos países vizinhos.

No oeste do Afeganistão, uma região até agora relativamente tranquila, Teerã apoia os talibãs e outras milícias. "O Irã poderia transformar a guerra no Afeganistão, que já é difícil, em tarefa incontrolável", acredita Riedel. O preço do petróleo, que subiria assustadoramente, traria efeitos catastróficos à conjuntura mundial, que já se encontra frágil.

Os EUA já acentuaram que não excluem a possibilidade de um ataque ao Irã. Em recente entrevista, Obama afirmou: "Nos últimos anos, analisamos detalhadamente todas as opções que temos no Golfo. E estamos dispostos a implementar essas opções, caso necessário".

"Chegou a hora de atacar o Irã"
"Não acredito que o presidente irá tomar esta decisão, pelo menos não enquanto ele não tiver que fazer isso a todo custo", afirma Matthew Kroenig. O especialista em armas atômicas foi, até junho de 2011, assessor especial do Secretário de Defesa para questões "estratégicas e políticas relacionadas ao Irã".

Com um ensaio intitulado "chegou a hora de atacar o Irã", ele "assustou os especialistas em Oriente Médio de Teerã a Tel Aviv", segundo a revista alemã Der Spiegel. Kroenig argumenta que uma solução diplomática é cada vez menos provável e que, por isso, a escolha se dê entre um Irã transformado em potência nuclear ou um ataque ao país. "São opções terríveis, mas acredito que um ataque militar seja o menos pior. Diante do fato de que os EUA são militarmente superiores, eles é que deveriam fazer isso e não Israel, caso nos decidamos por este caminho", disse o especialista.

Obama e Panetta já afirmaram perante lideranças israelenses, diversas vezes, que, no momento, são contra um ataque ao Irã, pois isso esvaziaria todos os esforços diplomáticos já feitos em prol de uma solução pacífica para o conflito. O governo alemão também defende uma postura de cautela. O ministro alemão da Defesa, Thomas de Maizière, alertou o governo israelense frente ao risco de "aventuras" neste sentido.

Henning Riecke, especialista em política nuclear da Sociedade Alemã de Política Externa, lembra que a segurança de Israel é prioridade para a Alemanha: "Se Israel atacar o Irã militarmente, a Alemanha não iria criticar", aponta Riecke. Caso haja um conflito armado na região, é possível que a Alemanha, como ocorreu na guerra do Líbano, em 2006, participe de uma missão internacional em prol da estabilidade na região.

Caso Bruce Riedel tenha razão, é possível que ainda demore um bom tempo até que se possa pensar em estabilidade. "Há uma possibilidade muito real de um conflito concreto, que se estende de Beirute até o Afeganistão. E de que os EUA sejam aqueles que irão carregar a responsabilidade de encerrá-lo", conclui.

Fonte: Deutsche Welle

Saab disse que vai diminuir valor da proposta de caças Gripen para confirmar venda na Suíça

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A empresa sueca de defesa Saab vai baixar o preço de seu caça Gripen para garantir que ele ganhe uma encomenda suíça depois que a fabricante francesa Dassault ameaçou minar a sua oferta, segundo um relatório divulgado nessa quarta-feira.

Em novembro, a Dassault perdeu uma tentativa de substituir a frota de antigos caças F-5 da Suíça quando o Conselho Federal suíço optou por comprar 22 aviões Saab Gripen por cerca de 3,1 bilhões de francos (2,6 mil milhões de euros).

“O preço será menor do que os 3,1 bilhões (francos), disse o diretor da Saab, Anders Carp, conforme citado pelo diário suíço Tages-Anzeiger.
Fontes citadas pelo jornal sugeriram que o novo preço poderá ser entre 2,5 e 2,8 bilhões de francos.

Entende-se que a Saab quer desafiar uma relatada contra-oferta feita pela Dassault, propondo 18 aviões Rafale por 2,7 bilhões de francos.

A Dassault enviou uma carta descrevendo a proposta à comissão de segurança do parlamento suíço, que ainda tem de aprovar a compra dos caças Gripen.

O governo suíço deve aprovar formalmente o acordo este mês, e então será enviado aos parlamentares para a aprovação final ainda este ano.

A Saab disse que Berna pode assinar o contrato Gripen diretamente com o governo sueco, que atuaria como um fiador em caso de qualquer dificuldade na entrega da aeronave, disse Hakan Jevrell, do Ministério da Defesa da Suécia.

No mês passado, a Índia anunciou que havia selecionado a Dassault como único licitante para negociações para venda de 126 Rafales, estimados em US$ 12 bilhões (9,1 bilhões de euros).

Fonte: AFP via Hangar do Vinna

Segurança pública em greve no Rio de Janeiro




Após uma semana de negociações e a tensão gerada pela prisão injustificável do Cabo-bombeiro Daciolo,  sem qualquer amparo legal foi detido e conduzido para Bangu I, um desrespeito a todas as normas da corporação, as lideranças dos movimentos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, realizaram nesta quinta (09) uma assembléia em plena Cinelândia, na frente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde milhares de policiais civis, militares e bombeiros se reuniram em uma manifestação ordeira para reivindicar por melhores salários e condições de trabalho.

Durante o início da noite o BOPE foi acionado para reprimir os manifestantes, ordem á qual a tropa se recusou a cumprir, resultando na detenção da tropa no batalhão. Durante o decorrer da manifestação chegaram informes de vários batalhões que haviam aderido ao movimento, dando força ao movimento.

O movimento ganhou ainda mais força após o impasse que se deu com a retenção pela Polícia Rodoviária de sete ônibus que conduziam manifestantes do interior do estado em direção a Cinelândia. Outra situação impensada do Governo do Estado que acirrou ainda mais o impasse foi a negativa de soltura do Cabo Daciolo, o que deixa mais do que claro tratar-se de uma prisão por motivos políticos, uma vez que o Cabo compõe a liderança do movimento.

Vários participantes do movimento discursaram no palanque montado nas escadarias da Câmara Municipal, dentre eles a Deputada Estadual Janira Rocha (PSOL), que defende as reinvindicações do movimento na ALERJ. Janira que foi acusada através de gravações divulgadas pela rede Globo de incitar a greve junto com o Cabo Daciolo. Em discurso ela se defendeu: "Eu tenho a liberdade de falar, pois vivemos em uma democracia. Nós estávamos discutindo sobre o momento do ponto de vista político. A presidente da República, Dilma Rousseff, fatalmente ligou para o governador Sérgio Cabral para debater sobre o assunto e falar sobre as perspectivas do governo. O mesmo direito que ela tem, eu tenho", argumentou.

Segundo a parlamentar, ela mantém "contatos regulares" com Daciolo desde o movimento grevista do Corpo de Bombeiros iniciado no segundo semestre do ano passado.

"A diferença é eu honro as minhas calças e assumo isso. Não há problema nenhum em discutir política seja com o Daciolo ou qualquer outro integrante do movimento", afirmou.


Também tiveram a palavra Líderes Sindicais e o Editor do GeoPolítica Brasil - Angelo D. Nicolaci. Em seu discurso, nosso editor defendeu o movimento e expressou seu apoio, diante de milhares presentes criticou a prisão do Cabo Daciolo: - " Bangu I não é lugar de bombeiro, é lugar de político corrupto e safado que rouba o nosso povo!!! Políciais Civis, Militares e Bombeiros do Rio de Janeiro, mais uma vez estamos aqui juntos na luta por seus direitos, assim como estive com vocês durante as operações na cruzeiro, alemão e rocinha, assim como estivemos juntos na ultima manifestação na ALERJ, estou aqui para dizer que vocês são heróis e homens de honra, a população fluminense estará sempre ao seu lado, até a vitória sempre, retroceder jamais!!! Hoje é um dia histórico em nossa cidade, pela primeira vez na história do Rio de Janeiro vemos a policia civil e militar unidas, junto aos bombeiros lutando por seus direitos. Nós do GeoPolítica Brasil, como também acredito que nossos leitores e toda a população deste estado estão com vocês nessa luta até o fim!!!"

Por volta das 23:30hrs os representantes de cada batalhão, grupamento e delegacia se reuniram para decidir ou não pela greve, em poucos minutos fora anunciada a greve geral da segurança pública no Rio de Janeiro, onde todo o efetivo se manterá aquartelado no aguardo do andamento das negociações com o governo do estado.

A presidente Dilma Roussef anunciou o envio da Força Nacional de Segurança para atender á segurança no Estado. Durante a tarde o Comando Militar do Leste informou estar mobilizando um efetivo com cerca de 14 mil homens, além do efetivo mobilizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais com cerca de 3 mil homens.

A Policia Civil manterá apenas 30% do seu efetivo nas delegacias para cumprir o estatuto, porém só irão atender ocorrências emergenciais, tais como crimes em flagrante, remoção de cadáveres em casos de homicídio.

Segundo o presidente do SindPol, Carlos Gadelha, a greve foi um caminho inevitável, uma vez que o governo do estado ignorou a categoria em suas reivindicações.

Segundo o anuncio de greve,"qualquer ocorrência que ocorrer na cidade é de responsabilidade do exército e da Força Nacional de Segurança". Os policiais pedem a população que evitem sair nas ruas, pois o intuito do movimento ão é gerar pânico ou desordem, pois a greve não é contra a população, mas contra o governo que age com descaso em relação á segurança pública, assim como faz em relação á saúde e educação.

É uma vergonha vermos rios de dinheiro sendo investidos nos preparativos dos eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas, enquanto as prioridades de nossa população são deixadas de lado. Esperamos que nossa população desperte e tome as rédeas em suas mãos, pois se eles estão no governo é graças a nossos votos, logo eles são nossos representantes e devemos cobra-los pelos nossos direitos. Afinal quem paga a conta é a população, precisamos aprender que político não nos fazem favores, apenas cumprem ou não suas obrigações, pois são nossos empregados e não o contrário.

Acorda Brasil!!!

Fonte: GeoPolítica Brasil
Fotos: Elis Brandão


Controle de recursos naturais movimenta disputa pelas Malvinas



O aumento da tensão entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das ilhas Malvinas tem entre suas arestas a exploração dos recursos naturais no Atlântico Sul, um tema estratégico também com relação ao domínio antártico e que afeta outros países sul-americanos. "Sem dúvida, as Malvinas são um lugar estratégico do ponto de vista dos recursos naturais", disse à EFE Gabriel de Paula, especialista em energia e recursos naturais do Centro Argentino de Estudos Internacionais (CAEI).

O arquipélago, situado a 13 mil quilômetros de Londres e a 800 do litoral argentino, é rico em recursos pesqueiros, reservas prováveis de hidrocarbonetos - a prospecção ainda é marginal - e potencial para a extração de minerais do fundo do mar. Nesta terça-feira, após anunciar que denunciará o Reino Unido nas Nações Unidas pela militarização das ilhas, a presidente argentina, Cristina Kirchner, acusou os britânicos de "depredar" os recursos naturais nas Malvinas.

"A relação entre os recursos naturais e o domínio sobre as ilhas é constante, de ida e volta. De fato, os recursos naturais foram a causa do fim das distintas negociações antes da guerra de 1982", disse à EFE Bruno Tondini, professor da Universidade Nacional de La Plata e também membro do CAEI. Tondini disse que uma dessas negociações foram rompidas em 1974, quando os britânicos constataram o potencial petroleiro nas Malvinas.

As ilhas, ocupadas pelos britânicos em 1833, são além disso "fundamentais" para o abastecimento que Londres realiza em suas bases na Antártida, "onde as exigências de soberania do Reino Unido se sobrepõem com as da Argentina e do Chile", disse De Paula. A Antártida é rica também em recursos pesqueiros, minerais e hidrocarbonetos; estes dois últimos não podem ser explorados pelo Tratado Antártico - assinado em 1959 -, mas o especialista acredita que ele pode eventualmente ser revisado para permitir sua extração. "Em algumas regiões da península antártica, por exemplo, há escapes de gás natural que podem ser capturados para abastecer as bases. Isso constituiria uma mudança muito pequena, mas sensível, no tratado", disse De Paula.

Também tem importância a questão de água doce da Antártida: "No longo prazo, se houver uma crise mundial pela água, vão buscar este recurso onde esteja e ao custo que seja", afirmou. Neste contexto, os países da América do Sul se somaram à exigência argentina pelas Malvinas, uma adesão que, segundo Cristina Kirchner, parte de uma região que "entende a potencialidade do que pode acontecer".

A América do Sul é uma região com biodiversidade, terra fértil, água potável, hidrocarbonetos e baixa densidade populacional, o que faz com que os recursos não sejam explorados ao máximo. Segundo De Paula, "a região - uma área que nos últimos anos mostrou uma convergência política inédita -, percebe que do ponto de vista de seus recursos está em uma posição de privilégio e que, como tal, é preciso defendê-la. (...) O Brasil, em sua estratégia de defesa nacional, de 2008, já fala especificamente em uma hipótese de conflito de uma força muito maior sobre dois campos estratégicos para o país: o Amazonas, pela água, e o mar territorial, pela pesca e os hidrocarbonetos", disse o especialista.

Tondini, por sua parte, não vê chance de Reino Unido ofender a posição brasileira sobre recursos em sua plataforma marinha. "Mas acho que o Brasil seguiu a exigência da Argentina para se posicionar como líder de um grupo de países, a fim de, talvez no futuro, reivindicar uma porção da Antártida, marginalizando um dos atores extra-continentais do jogo, que é a Grã-Bretanha", afirmou.

Fonte: EFE

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mais um crime do Governo Cabral contra nossos bombeiros



O Cabo-Bombeiro Daciolo foi preso e levado á Bangu I após retornar da Bahia, onde foi a pedido do juiz da Auditoria Federal Militar José Barroso Filho para negociar o fim do impasse naquele estado.

A grande mídia e o governo do Estado tentam sufocar o inicio da greve da PMERJ e Bombeiros, que vem desde a última semana negociando junto ao governo do estado suas reivindicações. Daciolo não cometeu nenhuma transgressão que justifique sua detenção, e mesmo que o fizesse deveria ter sido conduzido para prisão administrativa em um dos quartéis da corporação. A prisão do Cabo em Bangu I é um verdadeiro crime, fere todo o estatuto e leis, pois qualquer militar deve ser detido no quartel até seu julgamento e expulsão, só então pode ser conduzido á uma prisão comum.

Nós do GeoPolítica Brasil mais uma vez estamos ao lado de nossos bravos soldados bombeiros e policiais militares, apoiamos suas reivindicações e nos comprometemos de levar á população fluminense e ao Brasil a luta desses homens por dignidade e meios decentes de trabalho. Estamos cansados de tanto descaso e falta de valorização de nossos profissionais da segurança pública, saúde e educação. Pedimos a todos nossos leitores e amigos o apoio desta causa. Vamos fazer uma cobertura completa deste que deve ser o início da greve de Policiais Militares e Bombeiros no Rio de Janeiro.

A grande mídia tenta manipular de maneira vil e má intencionada a opinião pública, para tanto nos mantemos firmes em nosso compromisso de trazer a você a verdade dos fatos, através de uma cobertura ímpar e independente de outros meios de comunicação, nos tornando assim um farol em meio ao marasmo e notícias tendenciosas.

É um absurdo vermos um Bombeiro-Militar sendo tratado como um criminoso, o que não passa de uma demonstração do governo para tentar desestabilizar o movimento numa tentativa de gerar tumulto por parte dos grevistas fazendo com que percam assim o apoio popular.

Nós do GeoPolítica Brasil pedimos aos líderes do movimento grevista que mantenham a disciplina entre as fileiras de nossos soldados para que possamos assim demonstrar á esse governo corrupto e sem escrúpulos que nossas corporações são compostas de Homens de Honra, muito diferente dos que ocupam as cadeiras de nossa ALERJ e o Governo do Estado, firmes pelos seus direitos, sempre em frente, retroceder jamais, contamos com todos nessa luta.

Afinal segurança, saúde e educação são um dever do Estado e este governador tem esquecido esta importante atribuição, pois investe bilhões em obras de infraestrutura para receber turistas nos eventos da Copa do mundo e Olimpiadas, mas esquece de nós, a população que paga seus impostos e vive neste Estado.

Angelo D. Nicolaci
editor GeoPolítica Brasil

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rafale vence na Índia e consegue seu primeiro contrato de exportação



Após um longo programa de estudos e avaliações, o governo indiano selecionou o vencedor do MMRCA, o caça francês Dassault Rafale sagrou-se o vencedor desta concorrência e irá fornecer a Força Aérea Indiana uma aeronave polivalente e de última geração.

O anúncio tão esperado pode ser o prenuncio de uma nova era para a Dassault, que após anos buscando inserir seu caça no mercado internacional finalmente conseguiu sagrar-se vencedor de uma disputa tão expressiva como o MMRCA.

O Dassault Rafale ainda esta sendo analisado por outras nações que são fortes candidatos a operá-lo, entre eles estão o Reino Unido e o Brasil.

Fonte: GeoPolítica Brasil com Dassault Aviation

sábado, 28 de janeiro de 2012

Maioria quer Forças Armadas contra o crime



Pesquisa divulgada nessa quinta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que 58% dos entrevistados são favoráveis a participação das Forças Armadas no combate ao crime.

Para eles, o Exército deve atuar em conjunto com as polícias civil e miltar. Para 42,7%, os militares devem combater o terrorismo, ensinar aos jovens uma profissão (33,5%) e construir estradas, ferrovias e portos (21%).

De acordo com o levantamento, realizado em 212 cidades, 68,3% dos 3.796 entrevistados avaliam como muito bom ou bom o trabalho executado pelos militares no país. Para 23,5%, ele é regular e ruim ou muito ruim para 6%.

O Norte é a região brasileira que mais confia nas Forças Armadas, revela a segunda edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS): Defesa Nacional, divulgado pelo Ipea nesta quinta-feira, 26. 55% dos moradores da região ouvidos pela pesquisa afirmaram ter muita ou total confiança nas Forças Armadas, enquanto 25% confiam razoavelmente. Apenas 19,7% confiam pouco ou nada.

Na média do Brasil, 49,6% indicaram ter muita ou total confiança e menos de 18% não confiam nada. Esta edição do SIPS trouxe ainda informações sobre a percepção do brasileiro em relação às funções das Forças Armadas e às condições oferecidas para que elas sejam exercidas.

Para a maior parte da população, o papel mais importante do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é o “combate à criminalidade em conjunto com as polícias”, seguido da “defesa do país em caso de guerra”. Os dois itens obtiveram percentuais próximos: 58,1% e 55,4%, respectivamente. Logo depois vieram as “funções sociais” da Forças Armadas (“ajudar a população com serviços médicos e sociais e em caso de desastres naturais”), com 49,7%.

Os entrevistados avaliaram positivamente as condições dos equipamentos disponíveis para as tropas do país (48% acham bom ou muito bom o estado dos equipamentos e 29%, regular). Mesmo assim, foi generalizada a percepção de que é necessário investir mais na estrutura oferecida às Forças Armadas: sete em cada dez disseram que o orçamento militar deveria aumentar muito ou razoavelmente.

Em relação ao nível de confiança da população nas Forças Armadas, 49,6% confiam totalmente nos militares brasileiros, 32,3% razoavelmente e 17,9% não confiam no Exército, Marinha ou Aeronáutica.

No caso de o Brasil entrar em uma guerra, 16,1% dos entrevistados pelo Ipea aceitam ir para o combate. Outros 28,3% ajudariam sem pegar em armas e 19,7% não participariam de nenhuma maneira do conflito. Entre as mulheres ouvidas, 10% afirmaram que entrariam em combate se necessário.

A participação das Forças Armadas em missões de paz é aprovada por 78,6%. No entanto, para 20,1%, o país não deve enviar soldados às operações sob o comando da ONU (Organização das Nações Unidas).

SIPS
O SIPS Defesa Nacional também questionou os entrevistados sobre a atuação do país em missões de paz da ONU e sobre as formas de contribuição da população em caso de guerra. Ao todo, foram ouvidas 3.775 pessoas, em 212 municípios, abrangendo todas as unidades da Federação.

“Um dos destaques dessa série de pesquisa sobre a Defesa Nacional foi o baixo índice de respostas enquadradas na categoria ‘não soube ou não quis responder’, o que indica que o entrevistado tem uma opinião consolidada sobre o assunto, mesmo que não tenha definições precisas de conceitos”, comentou Edison Benedito, um dos autores do estudo.

Fonte: IPEA

Brasil, Alemanha e Japão pedem Conselho de Segurança maior



Brasil, Alemanha, Índia e Japão voltaram a defender nesta quinta-feira a ampliação do número de membros permanentes e rotativos do Conselho de Segurança da ONU, e pediram ainda que a África esteja sempre representada.
"Compartilhamos a visão comum de um Conselho de Segurança ampliado que reflita melhor as realidades geopolíticas do século 21", indicaram os representantes desses países em comunicado conjunto apresentado à Assembleia Geral, onde nesta quinta-feira se debatia novamente a reforma do principal órgão de decisão da ONU.

Esses países, que formam o chamado Grupo dos Quatro (G4), buscam a condição de membros permanentes do Conselho de Segurança.
"Uma ampla coalizão de Estados-membros apoia a ampliação do Conselho de Segurança tanto em sua categoria temporária como na permanente, e também respalda a melhora de seus procedimentos de trabalho", acrescentou o G4 em sua mensagem, apresentada pela embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti.

O grupo defendeu que essa ampliação seja realizada "levando em consideração as contribuições dos países na manutenção de paz e da segurança internacionais, assim como a necessidade de uma maior representação dos países em vias de desenvolvimento em ambas as categorias".

ÁFRICA

"Em muitas ocasiões, defendemos nossa visão de que a África deveria estar representada na categoria de membros permanentes em um Conselho de Segurança ampliado", acrescentou Viotti em nome do G4, ao tempo que assinalou que 80 países já mostraram por escrito seu respaldo à reforma proposta pelo grupo.

A sessão desta quinta-feira foi a primeira das cinco que a Assembleia Geral tem previstas sobre a reforma do Conselho de Segurança daqui até abril, e nela também se apresentou novamente a coalizão "Unidos Para o Consenso", integrada por Itália, Paquistão, Espanha e México, entre outros países.

Essa coalizão se opõe à proposta do G4 e não deseja a ampliação do número de membros permanentes, mas só dos não-permanentes.

O embaixador italiano na ONU, Cesare Maria Ragaglini, afirmou à Assembleia Geral que o plano do G4 recebe o apoio apenas de 35% dos Estados-membros, "longe da maioria requerida pela Carta das Nações Unidas", em referência aos dois terços da Assembleia e o voto afirmativo dos cinco membros permanentes que contempla a normativa.

VIRAR A PÁGINA

"Após quase 20 anos de debates, chegou o momento de virar a página e pedir ao presidente da Assembleia Geral que reconstrua uma atmosfera de confiança entre os Estados-membros na busca de um compromisso verdadeiro", disse Ragaglini, que pediu "maior flexibilidade" ao G4 em seus pedidos.

A ONU tentou várias vezes desde 1979 empreender negociações para modificar os métodos de trabalho e a composição do principal órgão internacional de segurança, que ainda é um reflexo da situação geopolítica do final da Segunda Guerra Mundial.

O Conselho é composto atualmente por 15 membros, dos quais cinco são permanentes e têm poder de vetar resoluções - França, China, Reino Unido, Estados Unidos e Rússia.

Os outros dez são escolhidos pela Assembleia Geral por um período de dois anos, representando grupos regionais. Atualmente, os membros não-permanentes são Alemanha, Azerbaijão, Colômbia, Guatemala, Índia, Marrocos, Paquistão, Portugal, África do Sul e Togo. 
Fonte: Folha

BAE Systems fecha contrato de £65 milhões com a Suécia para fornecer Veículos para Todo Terreno



A BAE Systems assinou um contrato com a FMV, a agência sueca de administração de material de defesa, para fornecer 48 veículos blindados Todo Terreno BvS10, incluindo um amplo pacote de suporte.

O contrato, avaliado em £65 milhões (US$ 100 milhões), sucede a seleção prévia de seu veículo BvS10, em 5 de janeiro. Prevê também a opção de fornecimento de outros 127 veículos e de um pacote de suporte ainda mais abrangente, podendo incluir apoio ao teatro de operações bélicas. Se concretizado, o valor total poderá ser superior ao triplo do atual.

O veículo BvS10 foi escolhido por meio de licitação aberta em junho de 2011. As características específicas do contrato incluem uma melhor ergonomia e proteção para a tripulação, integração da estação de armas remota Protector e sistemas de gestão de rádio e campo de batalha. Além disso, os veículos também serão equipados com lançadores de granadas de fumaça, visando a uma cobertura de 360 graus.

“Fizemos uma avaliação geral do desempenho, preço, custos de suporte dos dois veículos da concorrência e de sua capacidade de entrega-los conforme os requisitos”, disse o General Brigadeiro Anders Carell, Coordenador do comando de compras de sistemas de terra da FMV. “O resultado de nossa avaliação favoreceu claramente a BAE Systems e seu BvS10”.

Os 48 veículos BvS10 serão entregues nas seguintes variantes: transporte de tropas, veículo de comando, ambulância e transporte logístico. Serão fabricados nas recém-reformadas instalações, em Örnsköldsvik, com as primeiras entregas marcadas para outubro de 2012 e a entrega final em novembro de 2013.

“O contrato com a FMV é mais uma prova da capacidade superior que o versátil BvS10 oferece”, disse o Diretor Executivo da BAE Systems Vehicles, Jan Söderström. “Graças à nossa recém-reformada fábrica, poderemos fornecer os BvS10s em um prazo curto e a um preço muito competitivo. As Forças Armadas Suecas poderão contar com uma combinação ideal de mobilidade e proteção”.

A Suécia agora faz parte do grupo que opera os veículos BvS10, composto por Reino Unido, Holanda e França. Mundialmente, já foram vendidas mais de 10 mil unidades da linha anterior de veículos BV206 de menor porte.

Fonte: BAE Systems

Europeus e árabes apresentam nova proposta sobre a Síria na ONU



Diplomatas europeus e árabes fizeram circular nesta sexta-feira um novo projeto de resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual a Liga Árabe é convocada e que prevê a saída do presidente Bashar al-Assad.

O Conselho de Segurança está em um impasse há meses em relação à Síria. Rússia e China vetaram uma proposta anterior europeia em outubro, acusando o Ocidente de buscar uma mudança de regime.

"Creio que hoje temos a possibilidade de abrir um novo capítulo sobre a Síria", disse o embaixador alemão na ONU, Peter Wittig ao entrar nos debates.

O Marrocos apresentou ao corpo um projeto de resolução de 15 nações - elaborado por Estados árabes junto a Grã-Bretanha, França e Alemanha - que busca colocar fim a meses de estancamento da ONU sobre a Síria.

Rússia e China vetaram em outubro uma resolução europeia anterior, acusando o Ocidente de buscar uma mudança de regime.

O projeto, que ainda deve enfrentar dias de negociações em meio a dúvidas de Rússia e seus aliados, afirma que o Conselho "apoia plenamente" um plano da Liga Árabe lançado na semana passada para resolver a questão síria.

O texto pede que os Estados-membros continuem as sanções impostas pela Liga Árabe contra a Síria em novembro, apesar de não conter ações obrigatórias.

Dias atrás a Liga Árabe apresentou uma iniciativa na qual pediu ao presidente Bashar al Assad que dê "prerrogativas ao vice-presidente" para formar um "governo de união" nacional em "dois meses", para assim preparar eleições legislativas e presidenciais "plurais e livres".

Fonte: AFP

RAFALE poderá equipar Royal Navy, porém Reino Unido não descarta F-35C



Após muitos atrasos e aumento dos custos previstos no programa JSF, o Reino Unido  tem cogitado a aquisição junto á França de exemplares do caça embarcado Dassault Rafale M, uma vez que encontra-se em andamento a construção de seus dois novos porta-aviões.

A medida visa cobrir a lacuna ocasionada pelo atraso no programa do caça americano, o qual o Reino Unido participa em conjunto com outras nações. 

Segundo anuncio realizado na última quinta-feira (26), Peter Luff, responsável pelas aquisições de Defesa, o Reino Unido ainda mantém a intenção de receber seus exemplares do F-35 em 2020 para equipar seus novos porta-aviões. Porém, o Rafale M tem sido avaliado para oferecer uma real capacidade de combate á Royal Navy até a entrada em serviço dos primeiros F-35C e provavelmente irá compartilhar o convoo dos novos navios com os caças de origem norte americana.

O Programa JSF enfrenta graves problemas com relação ao cumprimento dos prazos e custos planejados, ainda enfrentando a revisão da defesa dos EUA que ocasionou no cancelamento de vários programas das forças armadas daquela nação.  No início de janeiro o governo americano garantiu aos seus parceiros os prazos previstos para entrega dos primeiros exemplares do novo caça, reduzindo assim a tensão com relação ao futuro do programa.

Fonte: GeoPolítica Brasil

França vai reduzir papel no Afeganistão; saída será em 2013




As tropas francesas começarão a transferir a segurança para o Exército afegão em março, e vão se concentrar em treinamento até saírem completamente do Afeganistão no final de 2013, disse o presidente Nicolas Sarkozy nesta sexta-feira.

Sarkozy suspendeu as operações de treinamento e apoio em terra na semana passada, e enviou seu ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas para Cabul depois que quatro soldados franceses foram mortos por um soldado afegão rebelado.

Embora a decisão francesa não seja uma retirada completa, a medida põe fim às operações militares de Paris na linha de frente, uma decisão que pode significar um impulso para Sarkozy antes da eleição presidencial.

Paris tem 3.600 soldados no Afeganistão, como parte de uma força de 130.000 membros liderada pela Otan. Os soldados franceses patrulham principalmente Kapisa, uma província montanhosa perto de Cabul.

Falando depois de conversar com o presidente afegão, Hamid Karzai, em Paris, Sarkozy disse que a França teria apenas um papel de treinamento e apoio assim que entregassem Kapisa para as forças afegãs.

"O presidente Karzai nos garantiu que a província de Kapisa, onde está baseado o contingente francês, passará para a responsabilidade afegã a partir de março", disse Sarkozy.

Mil soldados franceses devem sair do Afeganistão até o final deste ano, e o restante até 2014.

Desde a semana passada, quando quatro militares franceses foram mortos num ataque no Afeganistão, Sarkozy enfrenta uma nova onda de contestação popular sobre a participação da França no conflito. Seu principal rival e líder nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais, François Hollande, promete retirar as forças franceses ainda em 2012.

No anúncio desta sexta-feira, Sarkozy explicou que, dos 3.600 militares franceses atualmente no Afeganistão, mil voltarão para casa já este ano - 400 a mais do que o anunciado em 2011.

Sarkozy disse ter recebido garantias de Karzai de que as tropas francesas terão a segurança necessária para, "a partir de amanhã", retomarem os trabalhos de treinamento das forças afegãs.

Fonte: GeoPolítica Brasil com Agências de Notícias

Rússia reclama de esboço da ONU sobre Síria e quer negociar



O embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vitaly Churkin, afirmou nesta sexta-feira que o esboço de uma resolução árabe-europeia sobre a Síria que circulou no Conselho de Segurança era parcialmente inaceitável, mas que a Rússia estava pronta para "negociá-la".

Churkin falou a repórteres depois que Marrocos apresentou ao conselho o esboço, destinado a apoiar um plano da Liga Árabe para resolver a crise na Síria, onde mais de 5 mil pessoas morreram durante os 10 meses de repressão aos protestos anti-governo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com diplomatas, Churkin disse em uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança que ele estava "profundamente desapontado" com o esboço da resolução.

Churkin afirmou ao conselho de 15 nações que discordava da tentativa da Liga Árabe de "impor uma solução externa" ao conflito na Síria, e rejeitou a ideia de um embargo de armas e do uso da força, disseram à Reuters diplomatas presentes à reunião que pediram anonimato.

No entanto, ele não deixou explícita a ameaça de vetar a resolução, que o embaixador francês Gérard Araud disse esperar que fosse votada na próxima semana.

Diplomatas disseram que o Marrocos circulou para o Conselho de Segurança um esboço da resolução árabe-europeia apoiando o pedido da Liga Árabe para que o presidente sírio, Bashar al-Assad, transfira seus poderes para seu vice, a fim de formar um governo de unidade e preparar o país para eleições.

A França e a Grã-Bretanha redigiram a resolução em consultas com o Catar e o Marrocos, além de Alemanha, Portugal e os Estados Unidos. A resolução tem o objetivo de substituir um esboço russo que delegados ocidentais disseram ser fraco e irrelevante demais, à luz do novo plano da Liga Árabe.

Diplomatas disseram que tanto Churkin quanto o enviado da China foram contra a ideia de impor um embargo de armas ou de apoiar o uso da força contra a Síria, o que Araud e o enviado britânico Mark Lyall Grant destacaram que não estavam no esboço árabe-europeu.

Araud disse a jornalistas que as negociações sobre as revisões do texto começariam no início da próxima semana.

O esboço da resolução, obtido pela Reuters, pede "uma transição política" na Síria. Embora não peça sanções da ONU contra Damasco, diz que o Conselho de Segurança poderia "adotar mais medidas" se a Síria não aceitasse os termos da resolução.

Rússia e China vetaram um esboço de resolução europeia em outubro que condenava a Síria e ameaçava o país com sanções por causa de sua repressão de 10 meses contra manifestantes pró-democracia.

Fonte: Reuters