sábado, 18 de abril de 2015

'Lei da terceirização é a maior derrota popular desde o golpe de 64'

Especialista em sociologia do trabalho, Ruy Braga traça um cenário delicado para os próximos quatro anos: salários 30% mais baixos para 18 milhões de pessoas. Até 2020, a arrecadação federal despencaria, afetando o consumo e os programas de distribuição de renda. De um lado, estaria o desemprego. De outro, lucros desvinculados do aumento das vendas. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP), a aprovação do texto base do Projeto de Lei 4330/04, que facilita a terceirização de trabalhadores, completa o desmonte dos direitos trabalhistas iniciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na década de 90. “Será a maior derrota popular desde o golpe de 64”, avalia o professor em entrevista a Carta Capital.
Embora o projeto não seja do governo, Braga não poupa a presidenta e o PT pelo cenário político que propiciou sua aprovação. Ele cita as restrições ao Seguro Desemprego, sancionadas pelo governo no final de 2014, como o combustível usado pelo PMDB para engatar outras propostas desfavoráveis ao trabalhador, e ironiza: “Esse projeto sela o fim do governo do PT e o início do governo do PMDB. Dilma está terceirizando seu mandato”.
Leia a entrevista completa:
CartaCapital: Uma lei para regular o setor é mesmo necessária?
Ruy Braga: Não. A Súmula do TST [Tribunal Superior do Trabalho] pacificou na Justiça o consenso de que não se pode terceirizar as atividades-fim. O que acontece é que as empresas não se conformam com esse fato. Não há um problema legal. Já há regulamentação. O que existe são interesses de empresas que desejam aumentar seus lucros.
CC: Qual a diferença entre atividade-meio e atividade-fim?
RB: Uma empresa é composta por diferentes grupos de trabalhadores. Alguns cuidam do produto ou serviço vendido pela companhia, enquanto outros gravitam em torno dessa finalidade empresarial. Em uma escola, a finalidade é educar. O professor é um trabalhador-fim. Quem mexe com segurança, limpeza e informática, por exemplo, trabalha com atividades-meio.
CC: O desemprego cai ou aumenta com as terceirizações?
RB: O desemprego aumenta. Basta dizer que um trabalhador terceirizado trabalha em média três horas a mais. Isso significa que menos funcionários são necessários: deve haver redução nas contratações e prováveis demissões.
CC: Quantas pessoas devem perder a estabilidade?
RB: Hoje o mercado formal de trabalho tem 50 milhões de pessoas com carteira assinada. Dessas, 12 milhões são terceirizadas. Se o projeto for transformado em lei, esse número deve chegar a 30 milhões em quatro ou cinco anos. Estou descontando dessa conta a massa de trabalhadores no serviço público, cuja terceirização é menor, as categorias que de fato obtêm representação sindical forte, que podem minimizar os efeitos da terceirização, e os trabalhadores qualificados.
CC: Por que os trabalhadores pouco qualificados correm maior risco?
RB: O mercado de trabalho no Brasil se especializou em mão de obra semiqualificada, que paga até 1,5 salário mínimo. Quando as empresas terceirizam, elas começam por esses funcionários. Quando for permitido à companhia terceirizar todas as suas atividades, quem for pouco qualificado mudará de status profissional.
CC: Como se saíram os países que facilitaram as terceirizações?
RB: Portugal é um exemplo típico. O Banco de Portugal publicou no final de 2014 um estudo informando que, de cada dez postos criados após a flexibilização, seis eram voltados para estagiários ou trabalho precário. O resultado é um aumento exponencial de portugueses imigrando. Ao contrário do que dizem as empresas, essa medida fecha postos, diminui a remuneração, prejudica a sindicalização de trabalhadores, bloqueia o acesso a direitos trabalhistas e aumenta o número de mortes e acidentes no trabalho porque a rigidez da fiscalização também é menor por empresas subcontratadas.
CC: E não há ganhos?
RB: Há, o das empresas. Não há outro beneficiário. Elas diminuem encargos e aumentam seus lucros.
CC: A arrecadação de impostos pode ser afetada?
RB: No Brasil, o trabalhador terceirizado recebe 30% menos do que aquele diretamente contratado. Com o avanço das terceirizações, o Estado naturalmente arrecadará menos. O recolhimento de PIS, Cofins e do FGTS também vão reduzir porque as terceirizadas são reconhecidas por recolher do trabalhador mas não repassar para a União. O Estado também terá mais dificuldade em fiscalizar a quantidade de empresas que passará a subcontratar empregados. O governo sabe disso.
CC: Por que a terceirização aumenta a rotatividade de trabalhadores?
RB: As empresas contratam jovens, aproveitam a motivação inicial e aos poucos aumentam as exigências. Quando a rotina derruba a produtividade, esses funcionários são demitidos e outros são contratados. Essa prática pressiona a massa salarial porque a cada demissão alguém é contratado por um salário menor. A rotatividade vem aumentando ano após ano. Hoje, ela está em torno de 57%, mas alcança 76% no setor de serviços. O Projeto de Lei 4330 prevê a chamada "flexibilização global", um incentivo a essa rotatividade.
CC: Qual o perfil do trabalhador que deve ser terceirizado?
RB: Nos últimos 12 anos, o público que entrou no mercado de trabalho é composto por: mulheres (63%), não brancos (70%) e jovens. Houve um avanço de contratados com idade entre 18 e 25 anos. Serão esses os maiores afetados. Embora os últimos anos tenham sido um período de inclusão, a estrutura econômica e social brasileira não exige qualificações raras. O perfil dos empregos na agroindústria, comércio e indústria pesada, por exemplo, é menos qualificado e deve sofrer com a nova lei porque as empresas terceirizam menos seus trabalhadores qualificados.
CC: O consumo alavancou a economia nos últimos anos. Ele não pode ser afetado?
RB: Essa mudança é danosa para o consumo, o que inevitavelmente afetará a economia e a arrecadação. Com menos impostos é provável que o dinheiro para transferência de renda também diminua.
CC: Qual a responsabilidade do PT e do governo Dilma por essa derrota na Câmara?
RB: O governo inaugurou essa nova fase de restrição aos direitos trabalhistas. No final de 2014, o governo editou as medidas provisórias 664 e 665, que endureceram o acesso ao Seguro Desemprego, por exemplo. Evidentemente que a base governista - com PMDB e PP - iria se sentir mais à vontade em avançar sobre mais direitos. Foi então que [o presidente da Câmara] Eduardo Cunha resgatou o PL 4330 do Sandro Mabel, que nem é mais deputado.
CC: Para um partido de esquerda, essa derrota na Câmara pode ser considerada a maior que o PT já sofreu?
RB: Eu diria que, se esse projeto se tornar lei, será a maior derrota popular desde o golpe de 64 e o maior retrocesso em leis trabalhistas desde que o FGTS foi criado, em 1966. Essa é a grande derrota dos trabalhadores nos últimos anos. Ela sela o fim do governo do PT e marca o início do governo do PMDB. A Dilma está terceirizando seu mandato.
CC: A pressão do mercado era mesmo incontornável?
RB: Dilma deixou de ser neodesenvolvimentista a partir do segundo ano de seu primeiro mandato. Seu governo privatizou portos, aeroportos, intensificou a liberação de crédito para projetos duvidosos e agora está fazendo de tudo para desonerar o custo do trabalho. O governo se voltou contra interesses históricos dos trabalhadores. O que eu vejo é a intensificação de um processo e não uma mudança de rota. Se havia alguma dúvida, as pessoas agora se dão conta de que o governo está rendido ao mercado financeiro.
CC: A terceirização era um dos assuntos preferidos nos anos 90, mas não passou. Não é contraditório que isso aconteça agora?
RB: O Fernando Henrique tentou acabar com a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] por meio de uma reforma trabalhista que não foi totalmente aprovada. Ele conseguiu passar a reforma previdenciária do setor privado e a regulamentação de contratos por tempo determinado. O governo Lula aprovou a reforma previdenciária do setor público e agora, com anos de atraso, o segundo governo Dilma conclui a reforma iniciada por FHC.
CC: Mas a CLT não protege também o trabalhador terceirizado?
RB: A proteção da CLT é formal, mas não acontece no mundo real. Quem é terceirizado, além de receber menos, tem dificuldade em se organizar sindicalmente porque 98% dos sindicatos que representam essa classe protegem as empresas em prejuízo dos trabalhadores. Um simples dado exemplifica: segundo o Ministério Público do Trabalho, das 36 principais libertações de trabalhadores em situação análoga a de escravos em 2014, 35 eram funcionários terceirizados.
CC: A bancada patronal tem 221 parlamentares, segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Existe alguma relação entre o tão falado fim do financiamento privado de campanha e a aprovação desse projeto?
RB: Não há a menor dúvida. Hoje em dia é muito simples perceber o que acontece no País. Para eleger um vereador em São Paulo paga-se 4 milhões de reais. Para se eleger deputado estadual, são 10 milhões. Quem banca? Quem financia cobra seus interesses, e essa hora chegou. Enquanto o presidente da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], Paulo Skaf, ficou circulando no Congresso durante os últimos dois dias, dando entrevista, conversando com deputados e defendendo o projeto, sindicalistas levavam borrachada da polícia. Esse é o retrato do Congresso brasileiro hoje: conservador, feito de empresários, evangélicos radicais e bancada da bala.

Fonte: Carta Capital

Petróleo reaquece rivalidade entre britânicos e argentinos por Malvinas

As divergências entre Argentina e Grã-Bretanha por conta das Ilhas Malvinas ressurgiram publicamente esta semana quando Buenos Aires anunciou que vai processar cinco companhias petrolíferas, incluindo três britânicas, por causa de operações de perfuração em águas vizinhas ao arquipélago.
Conhecidas fora da América do Sul como Ilhas Falkland, o território desde o século 19 está sob controle britânico, mas a Argentina há décadas reivindica soberania e em 1982 invadiu as ilhas, deflagrando a Guerra das Malvinas.
O anuncio da medida judicial contra as explorações marítimas foi feito em Londres na sexta-feira pelo representante do governo argentino para assuntos das Malvinas, Daniel Filmus. Ele alega que a extração de petróleo viola não apenas os direitos territoriais do pais, mas também iria contra resoluções da ONU.
Porem o ministro britânico da Relações Exteriores, Phil Hammond, classificou a decisão do governo argentino de "bullying". E afirmou que os habitantes das Malvinas, em sua grande maioria descendentes de britânicos, tem o direito de promover o desenvolvimento econômico da região. Hammond pediu a Argentina aja com mais responsabilidade.
Em tese a legislação argentina não se aplica às Malvinas. Especialistas veem poucas chances de sucesso de Buenos Aires nos tribunais. Mas o fato é que as Malvinas voltam a causar tensões entre argentinos e britânicos.

Fonte: BBC Brasil

'Isolamento' e demora para entender riscos contribuíram para crise em UPPs, diz porta-voz

Em meio a uma de suas fases mais turbulentas, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio de Janeiro, criadas em 2008, enfrentam um momento crucial. Com três mortes de moradores nos últimos 15 dias - entre elas a do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de dez anos, atingido por um disparo em frente de casa ─ e o anúncio de uma "reocupação" do Complexo do Alemão, o programa de pacificação enfrenta o desafio de se reinventar e se reorganizar para seguir adiante.
Para analistas, a instabilidade se agravou com a intensificação de tiroteios e confrontos no Alemão, além de problemas na Rocinha e dos desafios do processo de pacificação do Complexo da Maré, ainda ocupado pelas Forças Armadas. Eles acreditam que além de investimentos e melhorias, a "nova UPP" deve incluir uma revisão total da estratégia de pacificação.
Robert Muggah, especialista em violência urbana do Instituto Igarapé, acredita que a situação no Alemão representa um acúmulo de todos os problemas que assolam o programa.
"Eles parecem ter perdido o controle sobre a narrativa da pacificação. É preciso compreender que cada comunidade é diferente, que precisa haver mais investimento em treinamento, e que o Rio necessita de uma estratégia integrada de segurança pública", indica.
A avaliação é partilhada pela promotora Gláucia Santana, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), que durante dois anos ouviu quase mil policiais militares, muitos de UPPs, queixando-se de falta de treinamento, armamentos com defeito, bases precárias e sobrecarga de trabalho.
"Há falta de investimento, e o policial está sobrecarregado, pressionado, muitas vezes trabalhando em condições insalubres. É preciso começar a reverter este quadro", diz.
Para saber como o comando das UPPs pretende lidar com esses desafios, a BBC Brasil conversou com o major Marcelo Corbage, porta-voz do programa e encarregado da interação com as comunidades.
Parte da nova cúpula que assumiu o controle do programa em janeiro deste ano, oriunda do Bope, Corbage afirma que o futuro das UPPs depende de um maior comprometimento de diferentes pastas do governo estadual, para que melhorias sociais cheguem às comunidades, além dos investimentos em novas bases e recapacitação dos policiais.
Para ele, um dos nortes deste trabalho será identificar e corrigir erros do passado.
"Um (dos erros) certamente foi um afastamento da UPP das demais forças de segurança. Incluindo aí forças especiais, agências de inteligência, batalhões de área, Polícia Civil. Além disso houve uma demora excessiva de se entender que algumas bases estavam em situações de elevadíssimo risco, o que também acabou propiciando esse momento ruim", diz.
Veja os principais trechos da entrevista com Corbage:
BBC Brasil - Em agosto do ano passado, a BBC Brasil conversou com o então comandante das UPPs, coronel Frederico Caldas, que rejeitou classificar a crescente tensão como uma "crise". O que mudou de lá para cá? Qual é o momento vivido hoje?
Corbage - Seria hipocrisia ou ignorância dizer que não estamos passando por um momento difícil. Contudo, estamos tomando ações para reverter esse cenário num curto espaço de tempo. A diferença é que hoje falamos e fazemos, e é importante perceber que o processo de reorganização operacional e administrativa das UPPs começou na UPP São João, antes desse momento agora no Alemão. Começamos em fevereiro com a requalificação de todo o efetivo desta unidade, inclusive já com o novo formato estipulado pelo decreto que intitula o governador como responsável direto do projeto de polícia de proximidade, passando a responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública diretamente para o Estado. Fizemos um diagnóstico intenso no São João, que nos ajudou a criar uma consciência situacional e traçar medidas emergenciais e também de médio e longo prazo.
BBC Brasil- Quais são essas medidas emergenciais?
Corbage - Primeiro era a questão da recapacitação do efetivo, e depois a inserção das tropas especiais (Bope e Batalhão de Choque) no terreno, para estabilizar a área e trazer tranquilidade para aquela população e para os policiais. Em algumas UPPs o processo não está tão consolidado quanto em outras, e cada uma tem características próprias. Por isso a gente não pode ter uma fórmula pronta para todas. Não podemos repetir os erros passados, de agir ou pensar de uma forma inflexível em todas as unidades. O diálogo também é fundamental, com maior alinhamento de expectativas, equilibrando o que eles esperam de nós e o que nós esperamos deles.
BBC Brasil - Moradores e policiais apontam a falta de treinamento como um grave problema nas UPPs. O ex-comandante do Bope, Paulo Storani, já chegou a dizer que jovens policiais são enviados a comunidades como se estivessem indo para um "holocausto". O que se pode fazer para melhorar este cenário?
Corbage - O que vai fazer com que o nosso trabalho melhore ao longo do tempo é justamente investir em treinamento. Não há resposta mágica, é trabalho. Todo policial, além dos cursos básicos de formação, tem que ter um treinamento continuado. Os policiais de UPPs têm que ser vistos como tropas especiais. Eles trabalham numa situação especial, com ferramentas especiais.
BBC Brasil - O governador anunciou recentemente que 1.100 novos policiais reforçarão as UPPs nos próximos meses, e deixou claro que serão recém-formados. Eles irão para o Alemão diretamente? Não estamos reproduzindo este círculo vicioso de falta de efetivo e chegada de reforços jovens e sem treinamento?
Corbage - Alguns irão diretamente para o Alemão. Contudo, toda a tropa do Alemão vai passar por um trabalho de qualificação. A gente vai ter a preocupação de que esses policiais passem por esse período antes de entrarem no Complexo, inclusive com palestras explicando o que é de fato a comunidade, e apresentando um diagnóstico social para eles entenderem quais são as características do Alemão em termos de relevo, geografia, geografia política, e também o histórico criminal do local.
BBC Brasil - De quanto tempo será este treinamento?
Corbage - É um treinamento de oito dias, que a gente chama de Módulo de Proteção Policial, no qual os policiais têm treinamento de instrução tática individual, armamento, abordagem a pessoas e veículos, e técnicas de tomada de decisão com acompanhamento psicológico para que ele saiba se posicionar em situações de crise. E temos um segundo módulo, de polícia cidadã, que é de mediação de conflito e questões de comunicação social.
BBC Brasil - O senhor acha que oito dias são suficientes?
Corbage - O que nós temos hoje na nova proposta é que esse treinamento não seja estanque. Esse é um dos problemas que as tropas sinalizavam. Tem que haver um treinamento de sala de aula, mas também um treinamento contínuo. Com caderneta de tiro, de avaliação do desempenho desse policial ao longo do ano, e até mesmo ensino à distância. O policial não pode pensar isoladamente, de maneira nenhuma, ou não tomar uma decisão por falta de conhecimento técnico. Isso não pode acontecer.
BBC Brasil -Alguns analistas veem a "reocupação" do Alemão como um fracasso da UPP, embora saúdem a reorganização do programa. O senhor concorda?
Corbage - Eu não vejo como uma reocupação. Não existe isso, porque em nenhum momento a gente saiu de lá. O governador não é técnico. Eu sou técnico. Eu estou num lugar estratégico, e não posso falar em reocupação. Não é isso que está, de fato, acontecendo. O fato de nós estarmos substituindo alguns pontos vulneráveis por pontos fortes já denota que nós não estamos saindo do território, e sim que estamos nos reorganizando para avançarmos. É claro que em alguns pontos o projeto não avançou. Mas aí também cabe um mea culpa de outras secretarias do governo estadual, que em determinado momento não se viram parte do projeto.
BBC Brasil - O que o governador quis dizer então, com "reocupação"?
Corbage - Além do nosso dever de casa, que é recapacitar e reorganizar nossas tropas no terreno, com a substituição dos contêineres, e de uma maneira tática operacional estarmos melhor distribuídos. Também estamos falando da entrada das tropas especiais (Bope e Batalhão de Choque). Eles não têm data para sair, mas em algum momento sairão. Precisamos trazer tranquilidade e paz social, e garantir que a vida volte ao normal no Alemão, nos aspectos econômico, social e cultural. Ali era o quartel-general do Comando Vermelho, e eles não querem que a UPP esteja lá.
BBC Brasil - Sobre os três últimos casos de vítimas de disparos, dois no Alemão e um na Maré, sendo duas mulheres mortas dentro de casa, além do menino Eduardo, o que há de atualização?
Corbage - Nós estamos tentando entender melhor o que aconteceu. Houve uma ordem direta do atual comandante-geral da corporação para apurar que aconteceu. Não com o intuito de responsabilizar alguém, mas para "abrir a caixa preta" e obter lições daquilo, erros que culminaram com essa tragédia. Houve alguma imprudência, imperícia, negligência? O erro é uma questão humana, mas houve alguma violação de conduta, ou seja, um erro proposital? Descumpriu-se alguma normal operacional? É tudo isso que a gente precisa apurar. Nesse momento não podemos falar. Como é uma questão de homicídio, se for comprovado, de fato, que houve envolvimento do policial, as medidas legais serão tomadas.
BBC Brasil - O senhor mencionou erros do passado. Quais são alguns dos principais equívocos que se quer agora reparar?
Corbage - Um certamente foi um afastamento da UPP das demais forças de segurança. Incluindo aí forças especiais, agências de inteligência, batalhões de área, Polícia Civil. Naquele momento houve problemas ou um entendimento que gerou isso, que resultou nisso. E quando você trabalha isolado você trabalha com informações compartimentadas. As tropas trabalhavam próximo a um batalhão ou uma delegacia mas se entendia que não podiam contar com ajuda porque não havia conectividade.
Houve uma demora excessiva de se entender que algumas bases estavam em situações de elevadíssimo risco, mas aí também há entraves burocráticos, de custos. Há que se lembrar que a Polícia Militar é um ente que não tem autonomia política nem financeira, então é algo muito complicado. Essa demora excessiva também acabou propiciando esse momento ruim. Está demorando? Então vamos botar ponto fortificado. Está demorando? Então vamos trazer cabines blindadas.
BBC Brasil - O que se pode esperar da "nova UPP"?
Corbage - Essa "nova UPP" é uma UPP humanizada, dentro de um momento difícil que vive o Rio de Janeiro, mas ciente de uma responsabilidade muito grande, e nós queremos atender a todas as expectativas, sejam das próprias tropas, que são muitas, e da população do Rio de Janeiro. As metas são a paz e a confiança da população. Há um desafio de credibilidade interna e externa. Os policiais precisam acreditar no que estão fazendo, porque nós acreditamos neles. A UPP é feita de policiais e não de contêineres. Mas a paz só vai ser alcançada com o apoio da população. Eles são os protagonistas, não somos nós.

Fonte: BBC Brasil

Por estratégia comum, Unasul lança escola de Defesa

Ainda na esteira do escândalo de espionagem que fragilizou as relações entre os Estados Unidos e países sul-americanos em 2013, os membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) dão início nesta sexta-feira às atividades da Escola Sul-Americana de Defesa (Esude), que tem o objetivo expresso de formar quadros especializados em Defesa e Segurança Regional, mas também pretende fomentar a "confiança mútua" entre os membros do bloco.
O novo centro de estudos funcionará na cidade de Quito, capital do Equador, onde fica a sede da Unasul, e será chefiado pelo brasileiro Antônio Jorge Ramalho, assessor especial do Ministério da Defesa e diretor do Instituto Pandiá Calógeras, ligado à pasta. Professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), ele foi oficializado no cargo após uma reunião na noite de quinta-feira, segundo fontes do governo brasileiro.
A iniciativa, que há anos contava com o apoio do Brasil e da Argentina, ganhou força após as revelações em 2013 a respeito dos programas de espionagem e rastreamento da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em vários países sul-americanos. Documentos sigilosos revelaram que, além do Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia e Equador foram espionados pelo governo americano.
Com formato descentralizado, a Esude será um centro de altos estudos responsável pela articulação das diversas iniciativas dos países-membros do CDS (Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas) para capacitação de civis e militares nas áreas de Defesa e Segurança Regional.
Segundo afirmaram fontes do Ministério da Defesa brasileiro à BBC Brasil, a escola vai operar como uma plataforma de cursos presenciais e à distância. Atualmente, esse intercâmbio já existe entre Brasil e Argentina. O objetivo é ampliar essa troca de experiências para os demais países do bloco.
As fontes acrescentaram que os militares da região costumam realizar cursos em seus próprios países e em escolas de Defesa dos Estados Unidos. A partir do início das operações da Esude, eles passariam a receber uma formação mais voltada para estratégias de Defesa Regional e para a América do Sul. A expectativa é de que militares e civis continuem tendo cursos nos Estados Unidos, mas com cada vez menor frequência, segundo fontes do governo brasileiro.

Defesa comum

De acordo com Antônio Jorge Ramalho, a instituição "visa a formar civis e militares que vão conduzir as políticas de Defesa" da Unasul.
"A construção de uma política de Defesa comum permitirá o maior conhecimento mútuo, preparo das pessoas e a maior troca de informação, o que também vai gerar confiança mútua", afirmou Ramalho, antes de ser indicado como chefe da Esude.
Para Jorge Battaglino, diretor da Escola de Defesa ligada ao Ministério da Defesa da Argentina, com a Esude será possível encontrar pautas "comuns" de Defesa. "Um exemplo é a Defesa dos nossos recursos naturais, como a Amazônia e o Atlântico Sul", afirmou.
Ramalho acrescentou que o objetivo da escola é estruturar uma rede de institutos nacionais de formação oficial, que permita circular informações e instrutores, aproveitando a rede de escolas já existentes "e respeitando as diferentes visões sobre Defesa".
Criada em 2008, a Unasul estabeleceu um Conselho de Defesa no mesmo ano. "Com a escola, será possível identificar áreas em que se possa ampliar a cooperação em Defesa no marco de democracias cada vez mais estáveis e prósperas", afirmou Ramalho.

Espionagem

O início das atividades da Esude ocorre ainda sob o peso do escândalo de espionagem do governo americano sobre países sul-americanos, entre eles Brasil, Argentina, Venezuela e Equador, revelado em julho de 2013.
Quando visitou Buenos Aires em 2013, o então ministro da Defesa Celso Amorim afirmou que era preciso uma "maior integração dos países da América do Sul" para se proteger contra a espionagem internacional. Na ocasião, ele propôs que fosse intensificada a defesa cibernética dos "recursos" da região.
Ramalho afirmou concordar que a Defesa cibernética passou a ser "objeto de atenção prioritária da maioria ou de todos os países da Unasul". Ele não confirmou, contudo, se os alunos da Esude receberão algum tipo de aula específica sobre o assunto.
Para ele, a região deve "perseguir a maior autonomia possível no que diz respeito a construir os meios e a capacidade necessários para assegurar a proteção do seu povo, de seu patrimônio e de suas instituições e modo de vida".

Desafio

Para chegar a um consenso sobre a estratégia de Defesa comum, no entanto, desafios terão de ser superados, apontam especialistas.
Atualmente, os países da Unasul têm um entendimento diferente sobre a área. Na Argentina, por exemplo, as Forças Armadas só podem ser convocadas para situações que envolvam outros Estados, o que exclui o tráfico de drogas, observou Battaglino.
A situação é diferente no Brasil ou na Colômbia, onde os militares também podem atuar internamente, em colaboração com órgãos de segurança pública.

Fonte: BBC Brasil

Instrutores militares dos EUA podem desestabilizar situação na Ucrânia, diz Kremlin

O governo russo afirmou nesta sexta-feira que a chegada de cerca de 300 paraquedistas norte-americanos à Ucrânia para treinar a Guarda Nacional de Kiev pode desestabilizar a situação no leste do país, onde separatistas pró-Rússia estão lutando contra as forças do governo ucraniano.
A Ucrânia tem reiteradamente pedido ajuda internacional para aumentar sua capacidade defensiva, mas os países ocidentais vem rejeitando seus pedidos de fornecimento de armas, embora ofereçam ajuda militar não letal e treinamento.
"A participação de instrutores ou especialistas de terceiros países em território ucraniano, quando o conflito interno ucraniano não está resolvido ... poderia desestabilizar a situação", disse a repórteres em Moscou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante uma teleconferência.
Ele estava se referindo à chegada dos paraquedistas norte-americanos ao oeste da Ucrânia nesta semana para começar uma rodada de treinamento de seis meses, com três batalhões.
A Ucrânia e países ocidentais acusam a Rússia de interferir no conflito por meio do envio de tropas e armas. Moscou nega essas acusações e adverte contra a influência ocidental excessiva na Ucrânia.
A missão de treinamento, divulgada pela primeira vez em agosto do ano passado, deveria ter começado em março, mas foi suspensa até que fossem alcançados novos progressos na implementação de um acordo de cessar-fogo, pactuado em fevereiro, para acabar com um conflito no qual mais de 6.100 pessoas foram mortos.
A trégua continua tecnicamente em vigor, apesar de relatos quase diários de vítimas e de violações do cessar-fogo.

A Grã-Bretanha já enviou militares para treinar tropas ucranianas, enquanto o Canadá e Polônia se comprometeram a mandar instrutores este ano.
Fonte: Reuters

Porta-aviões naufragado da Segunda Guerra Mundial é achado na costa da Califórnia

Uma agência oceânica dos Estados Unidos descobriu os destroços afundados de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial, o USS Independence, perto do litoral norte da Califórnia, e disse que a embarcação está supreendentemente bem preservada, provavelmente com um avião ainda em seus hangares.
O Independence, que operou nas regiões central e oeste do oceano Pacífico entre novembro de 1943 e agosto de 1945, chegou a sobreviver aos testes atômicos do atol de Bikini, antes de ser afundado em janeiro de 1951.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) encontrou o casco intacto do porta-aviões em meio a uma missão de dois anos para mapear cerca de 300 naufrágios nas águas próximas à cidade de San Francisco.
"Após 64 anos no leito marinho, o Independence descansa no fundo como se estivesse prestes a lançar seus aviões", disse o cientista-chefe da missão da NOAA que encontrou o Independence e diretor do Gabinete Nacional de Santuários Marinhos, James Delgado, em comunicado publicado no site da instituição.
"O navio lutou uma longa e dura guerra no Pacífico, e depois da guerra foi submetido a duas explosões atômicas que atravessaram o navio", disse Delgado. "O porta-aviões é uma lembrança da potência industrial e habilidade da 'grande geração', que enviou não somente esse navio, mas muitos de seus entes queridos para a guerra."
O porta-aviões foi encontrado a 790 metros de profundidade por um robô submarino chamado Echo Ranger, fornecido à NOAA pela Boeing.
De acordo com a NOAA, as imagens feitas pelo Echo Ranger mostram que o Independence está praticamente intacto, repousando de pé e tombando ligeiramente para estibordo, com buracos abertos em seu convés de voo. A agência disse que as fotos também revelam o que parecia ser um avião no hangar da embarcação.
Após prestar seus serviços na guerra, o Independence foi uma das 90 embarcações usadas como uma espécie de frota alvo nos testes com bombas atômicas realizados no atol de Bikini, nas Ilhas Marshall.
O porta-aviões retornou aos EUA danificado pelos impactos, o calor e a radiação das explosões e foi usado para estudos de descontaminação feitos pela Marinha, antes de ser afundado em 1951.

Delgado disse não haver planos para se entrar no navio naufragado.

Fonte: Reuters

Potencial militar da Rússia e China cresceu mais do que EUA previam

Enquanto os Estados Unidos participavam nos conflitos no Afeganistão e no Iraque, Moscou e Pequim alcançaram um crescimento significativo das suas capacidades militares, disse aos jornalistas o subsecretário da Defesa dos EUA, Bob Work, depois da discussão com os líderes do Comando Europeu em Stuttgart, Alemanha.
"Ao longo dos últimos 13 anos de guerra no Iraque e no Afeganistão, o potencial militar da Rússia e da China aumentou mais rápido do que prevíamos”, informa o site do Pentágono, citando Work.
“Tentamos fazer a Rússia e a China nossos parceiros no âmbito da ordem internacional global. Não queremos brigar com eles. As questões-chave que enfrentamos é saber quais são seus objetivos, como os podermos conter e evitar uma escalada das crises ”, disse o subsecretário.
Ele acrescentou que agora o Comando Europeu precisa de renovar seus conhecimentos de inteligência sobre Rússia que já teve quando o comando era o principal apoio dos EUA na época da contraposição com a União Soviética
"O Comando Europeu está refletindo nas muitas lições da Guerra Fria e na necessidade de pensarmos de novo", acrescentou.
Anteriormente o comandante das Forças Armadas Russas, General Valery Gerasimov falando na IV Conferência Internacional de Segurança de Moscou, o general informou que o número de exercícios da OTAN quase duplicou em 2014. Segundo o oficial, a Aliança acusa a Rússia de ter uma política externa agressiva para justificar a sua própria existência e expansão.

Ainda segundo Gerasimov, a implantação de um sistema norte-americano de defesa antimísseis na Europa é mais um passo dado pelos EUA e seus aliados para tentar alcançar a supremacia global e destruir o atual sistema de segurança internacional. Tratar-se-ia de "mais uma ameaça militar significativa para a Federação Russa” e de “um problema crescente na manutenção da estabilidade estratégica no mundo", segundo ele.


Fonte: Sputnik News

Mísseis russos no Irã desestabilizam comunidade internacional

O presidente Vladímir Pútin discutiu com o premiê israelense Benjamin Netanyahu em conversa telefônica nessa terça-feira (14) a decisão russa de levantar o proibição de venda de mísseis S-300 ao Irã.
"Vladímir Pútin destacou que, por suas características táticas e técnicas, o sistema S-300 tem finalidades puramente defensivas e não representa ameaça à segurança de Israel e outros países do Oriente Médio", lê-se em comunicado divulgado pelo Kremlin.
A proibição de fornecimento do equipamento ao Irã foi cancelada nesta segunda-feira (13) por decreto presidencial. A resolução contra Teerã estava em vigor desde 2010, depois de decisão conjunta do Conselho de Segurança da ONU.
A chanceler alemã Angela Merkel também fez críticas um dia após a decisão russa.
"Sou a favor de que o cancelamento das sanções seja feito em conjunto [com os outros países do Conselho de Segurança que as adotaram]", disse Merkel após encontro com o premiê indiano em Berlim.
Apesar disso, a líder alemã afirmou ser um " passo importante" os acordos com o Irã sobre a questão nuclear no formato 5 + 1, ou seja, com os países que têm poder de veto na ONU (China, EUA, França, Rússia e Reino Unido) e a Alemanha.
Irã próximo demais do Ocidente?
Em Moscou, a decisão presidencial foi relacionada ao "significativo progresso" dos recentes acordos sobre o programa nuclear iraniano, segundo declarou o ministro dos Negócios Exteriores russo, Serguêi Lavrov. Ele também relembrou as tensões que ocorrem atualmente na região, sobretudo no Iêmen.
O Conselho de Segurança do Irã declarou esperar o fornecimento dos complexos de defesa já para este ano, e o Ministério da Defesa iraniano afirmou que a decisão fortalece a cooperação entre os dois países.
Já a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, destacou que o fornecimento dos mísseis S-300 é um passo não construtivo, citando a "função desestabilizante" que Irã tem na região.
"A medida é um sinal para o Irã de que ele já foi longe demais na aproximação com o Ocidente", afirma o cientista político Aleksêi Arbatov.
Segundo ele, Moscou receia que o Irã volte-se demais às potências ocidentais e desconsidere os interesses da Rússia.
"Por exemplo, uma derrubada nos preços nos preços de gás e petróleo levaria o Ocidente a considerar as commodities desse país como alternativa às russas", diz.
Fonte: Gazeta Russa

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Força Aérea brasileira destaca qualidade de helicópteros russos Mi-35


No ambiente da LAAD 2015, feira internacional da área de Defesa e Segurança, o diretor do Parque de Material Aeronáutico e Bélico e subdiretor de aeronaves da Base Aérea dos Afonsos, Brigadeiro do Ar Sérgio de Matos Mello, falou em exclusividade a Sputnik sobre os helicópteros Mi-35 de fabricação russa, usados atualmente pela FAB.
O contrato entre o Brasil e a empresa estatal russa Rosoboronexport, especializada na venda de equipamentos militares ao exterior, estipulava o fornecimento de 12 aeronaves do modelo.
O helicóptero de combate Mi-35 é equipado com armas de alta precisão e pode também operar à noite. O aparelho tem capacidade para cumprir missões como defesa aérea, escolta e ataque ao solo. A aeronave tem sido utilizada por muitos países da Europa, da Ásia, da África e das Américas. O último lote, formado por 3 aparelhos, foi entregue à FAB em dezembro de 2014.
Para o Brigadeiro Sérgio de Matos Mello, a Aeronáutica está satisfeita com o treinamento dos pilotos e a performance dos helicópteros, que estão atuando em Rondônia, em Porto Velho, no Norte do país. "Os helicópteros são muito bons, a missão é muito bem cumprida por eles."
O representante da Força Aérea também contou que os helicópteros russos já participaram da manutenção de segurança pelo menos em um lugar em Brasília durante a Copa do Mundo e segundo a informação preliminar participarão do esquema de segurança durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.
Ele lamenta, no entanto, a demora em receber materiais de consumo e de reparo vindos da Rússia para a manutenção das aeronaves.
"Existe uma lei russa na parte de exportação e importação de material militar, que impede que o atendimento ao Brasil seja mais rápido. Com isso nós temos um bom helicóptero, mas não temos um suporte logístico à altura para que tenhamos uma disponibilidade melhor das aeronaves."
Mas o problema dos detalhes será solucionado, prometem os parceiros russos. O vice-diretor geral da Rosoboronexport, Sergei Goreslavsky, disse:
"O fornecimento dos Mi-35M inclui um programa adicional, que visa a criação de um centro de serviço para obras de reparo dos detalhes e dispositivos de helicópteros. A criação deste centro prevê o uso de tecnologias russas e infraestrutura que o cliente brasileiro tem".
No entanto, além da compra dos 12 helicópteros, o contrato com a estatal russa prevê ainda a construção, pelos russos, de um centro de atendimento no Brasil até outubro de 2016, o que vai agilizar a manutenção e o reparo dos equipamentos.
Por sua vez o ministro da Defesa do Brasil Jaques Wagner durante a sua coletiva na LAAD 2015 no dia 15 de abril constatou que a audiência do primeiro dia da feira (14) foi mais de dez mil pessoas, o que é um recorde.


Fonte: Sputnik News