sábado, 29 de agosto de 2015

PIB recua 1,9% no 2º trimestre, e país entra em recessão técnica


O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).   
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa retração de 1,9% é a maior desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia também registrou o mesmo recuo.
Neste trimestre, contribuíram para o desempenho negativo da economia a queda dos investimentos (-8,1%) e do consumo das famílias (-2,1%). Em contrapartida, o consumo do governo registrou alta de 0,7%.
Na análise dos setores, todos registraram queda, puxada pela indústria, que teve retração de 4,3%, pela agropecuária, de 2,7%, e pelos serviços, de 0,7%.
Em relação ao segundo trimestre de 2014, a baixa foi ainda mais profunda, de 2,6%, a maior desde o primeiro trimestre de 2009, quando o recuo também foi de 2,6%. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre do ano alcançou R$ 1,43 trilhão.
O resultado do PIB foi pior que o esperado pelo mercado, indicando que a retração da economia em 2015 poderá ser maior do que a queda de 2,06% projetada pelos economistas e analistas, segundo a última pesquisa do Banco Central.
Recessão técnica

O Brasil voltou a ter dois trimestres seguidos de queda no PIB e, por isso, entrou em “recessão técnica”. Na prática, essa classificação serve como uma espécie de “termômetro” para medir o desempenho da economia. Isso porque, de acordo com economistas, não são apenas dois resultados negativos seguidos que indicam a recessão, mas sim um conjunto de indicadores negativos, como aumento do desemprego, queda na produção e falência de empresas.

O Brasil também havia registrado uma recessão técnica no último trimestre de 2008 e primeiro de 2009, durante a crise econômica mundial.
“Várias coisas voltam lá para 2009. Na época, em 2008 e 2009, o consumo das famílias não tinha sido tão afetado [pela crise], existiam medidas para tentar reduzir o efeito [sobre o consumo das famílias]. São momentos um pouco diferentes [2015 e 2009], mas ambos com turbulências internacionais. Isso é um fato similar, no caso", analisou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis.
Arte PIB - indústria 2º tri 2015 VALE (Foto: Arte/G1)
Segundo ela, tanto a turbulência política quanto econômica estão afetando todas as atividades. "É um movimento que está afetando a economia toda”, disse.
No ano, de janeiro a junho, a economia registra contração de 2,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, esse resultado é o pior desde o primeiro semestre de 2009, quando caiu 2,4%.

O que aconteceu em cada setor

De acordo com o IBGE, a queda registrada na indústria – frente ao primeiro trimestre – foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da construção civil, que recuou 8,4%. Na sequência, a aparece a indústria de transformação, que também sofreu forte queda de 3,7%.

Arte PIB - agropecuária 2º tri 2015 (Foto: Arte/G1)
No caso do setor serviços, o que mais influenciou foi o movimento do comércio, que vem mostrando seguidamente resultados desanimadores. Neste segundo trimestre, a queda foi de 3,3%, seguida pelo recuo de 2% em transportes, armazenagem e correio.
“Tanto pela ótica da produção quanto pela da despesa, a gente tem que os três principais setores do PIB apresentaram queda em relação ao trimestre anterior”, apontou Rebeca.

Consumo e investimentos

No segundo trimestre, em relação ao primeiro, os investimentos registraram o oitavo trimestre seguido de baixa, chegando a 8,1% e arrastando o PIB para baixo, assim como a despesa de consumo das famílias, que  recuou 2,1%, pelo segundo trimestre seguido. Já a despesa de consumo do governo cresceu 0,7% na mesma base de comparação.

Arte PIB - serviços 2 tri 2015 (Foto: Arte/G1)
Quanto ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 3,4%, e as importações, por outro lado, recuaram 8,8%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2014, os investimentos sofreram uma queda ainda maior, de 11,9% - a maior desde o primeiro trimestre de 1996, quando o indicador recuou 12,7%.
"Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, e também pelo desempenho negativo da construção civil."
Nessa base de comparação, a despesa de consumo do governo caiu 1,1%, e os gastos das famílias, que também entram no cálculo do PIB, recuaram 2,7% - a segunda baixa seguida.
Arte PIB - consumo das famílias 2 tri 2015 (Foto: Arte/G1)
De acordo com o IBGE, essa retração de 2,7% é a maior queda o quarto trimestre de 1997, quando caiu 2,8%.
"O resultado pode ser explicado pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", informou o IBGE.
Também entram no cálculo do PIB as exportações de bens e serviços, bem como as importações feitas pelo país. Nesse caso, as vendas tiveram expansão de 7,5%, e as compras caíram 11,7%, "ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 38% registrada no período".
Poupança e taxa de investimento

No segundo trimestre, a taxa de investimento foi de 17,8% do PIB. No segundo trimestre de 2014, o índice havia atingido percentual maior, de 19,5%.

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Arte PIB - investimentos 2º tri 2015 (Foto: Arte/G1)
A taxa de poupança recuou em relação ao ano passado, passando de 16% no segundo trimestre de 2014 para 14,4%, nos mesmos meses de 2015.
Expectativas negativas confirmadas
A expectativa do Banco Central era de que o PIB tivesse mesmo recuado de abril a junho deste ano. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é uma espécie de "prévia do PIB", indicava uma retração de 1,89% no segundo trimestre deste ano, frente aos três meses anteriores. Com isso, quando foram divulgados, em meados de agosto, os números já apontavam que a economia brasileira entraria em recessão técnica.

Já a estimativa do mercado financeiro para o ano todo, apresentada no início da semana pelo boletim Focus do Banco Central, indicava que a economia deverá ter uma retração de 2,06%, seguida por uma queda de 0,24% em 2016.
Dois anos seguidos de recessão

A expectativa dos economistas dos bancos é que a queda do PIB neste ano seja seguida por uma retração em 2016, de 0,24%.

Se confirmada a previsão, será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de contração na economia, pela série do IBGE iniciada em 1948.  Todas as seis vezes em que o país fechou o ano com PIB negativo foram sucedidas por uma rápida recuperação nos anos seguintes.
O cenário atual é bem diferente, segundo o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE) Paulo Picchetti. “A recessão começou sem ser possível enxergar os mecanismos que vão levá-la ao fim. Não há instrumentos de política econômica capazes de reverter esse quadro num futuro razoavelmente rápido.”
PIB dos países - arte (Foto: Arte/G1)
Ranking de países

O resultado do 2º trimestre colocou o Brasil na 33º posição em uma lista de 35 países, segundo ranking elaborado pela agência de classificação de risco brasileira Austin Rating,à  frente somente da Rússia e a Ucrânia.

Como um país sai de uma recessão?

O fim de uma recessão só é constatado quando existe um movimento consistente de retomada em todos os indicadores econômicos, segundo o economista Paulo Picchetti. Dados como taxa de desemprego, vendas no comércio, produção industrial e outros precisam mostrar de forma clara e conjunta que estão em recuperação.

Fonte: G1 Notícias

Dilma diz que não haverá retrocesso na democracia brasileira

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que não permitirá retrocesso na democracia e que o país sabe superar suas dificuldades.
Alvo de pedidos de impeachment entregues à Câmara, alguns já recusados e outros ainda sob análise do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma e seu governo têm sofrido críticas e enfrenta período de baixa popularidade, o que alimenta a tese de setores favoráveis ao afastamento.
"Nós temos muito o que preservar, nós conquistamos muita coisa. Não vamos deixar haver retrocesso neste país nem no que se refere aos programas nem no que se refere à questão da democracia", disse a presidente durante cerimônia de entrega de residências do programa Minha Casa Minha Vida no Ceará.
Dilma, que foi presa e torturada durante a ditadura militar, lembrou que todos sofreram "as consequências de ter um país que não era democrático", acrescentando que o Brasil hoje tem a "garra" para superar suas dificuldades.
A presidente aproveitou o evento para dizer ainda que seu governo se concentra em aumentar o emprego e reduzir a inflação. Não comentou, no entanto, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) nesta sexta-feira, que apontou uma recessão na economia brasileira.
"Eu quero dizer para vocês que o meu governo pensa em duas coisas: em como aumentar o emprego, garantir que o país volte a crescer, primeira coisa", afirmou Dilma.
"Segunda coisa, em reduzir a inflação, porque nós sabemos como a inflação corrói a renda do trabalho, a renda do empreendedor."

Entre abril e junho, o PIB encolheu 1,9 por cento sobre os três meses anteriores e caiu 2,6 por cento na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Fonte: Reuters

Turquia lança primeiros ataques junto à aliança contra EI

Pela primeira vez, caças turcos atingem alvos do "Estado Islâmico" (EI) na Síria, como parte da coalizão liderada pelos EUA contra o grupo terrorista. Turquia passa a assumir papel mais ativo no combate aos jihadistas.

"Nossos aviões de caça... ao lado de aeronaves da coalizão deram início na noite de ontem a operações conjuntas contra alvos [do Estado islâmico], que representam uma ameaça para o nosso país", afirmou o Ministério do Interior turco em declaração divulgada neste sábado (29/08) em Ancara.
No mês passado, a Turquia, que é membro da Otan, lançou ataques contra o grupo militante sunita na Síria, mas de forma unilateral. No entanto, a participação da Turquia na luta contra o "Estado Islâmico" (EI), que já assumiu o controle de grande parte do território da Síria e do Iraque, permaneceu tímida e foi ofuscada por seus ataques contra os separatistas curdos.
Os ataques aéreos deste sábado foram os primeiros operados por Ancara como parte da coalizão liderada pelos EUA, de forma totalmente integrada e no mais alto nível. A Turquia já havia permitido que Washington usasse uma base área importante na fronteira com a Síria, em sua campanha contra o grupo jihadista.
Após um atentado suicida ter provocado a morte de 34 pessoas no sul da Turquia, o país de maioria muçulmana se aliou à coalizão formada no ano passado e que engloba muitos países árabes e ocidentais.
Plena participação
Na semana passada, autoridades turcas e americanas concluíram as "conversações técnicas" sobre os planos de cooperação nas operações militares contra o EI. Segundo o ministro turco do Exterior, Mevlut Cavusoglu, as autoridades dos dois países haviam chegado a um acordo sobre "os procedimentos e detalhes técnicos" das planejadas operações contra o EI.
De acordo com o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, o acordo requer que o membro da Otan seja totalmente integrado na campanha área empreendida pela coalizão.
Cook disse que a Turquia está "comprometida com a participação plena" nas operações militares contra o EI. No entanto, ele afirmou ainda que o acordo não inclui acordos para a Turquia controlar as suas fronteiras com o Iraque e a Síria com vista a conter o fluxo de combatentes estrangeiros em direção aos dois países ocupados pelo EI.
"Nossa cooperação com os turcos e a expansão de tal trabalho conjunto continuam, atualmente, a ser um projeto em andamento", declarou o porta-voz, acrescentando que os EUA não discutiram com a Turquia a criação de uma zona tampão ao logo da fronteira turco-síria, de onde combatentes do EI poderiam ser perseguidos.

Fonte: Deutsche Welle

Rússia inicia exercícios militares no Ártico

Na última semana de agosto, a Rússia realizou pela primeira vez exercícios militares na costa do Ártico, com o objetivo de aumentar a defesa de suas instalações industriais na região polar norte. No ponto mais setentrional da Rússia, a ilha Taimir, a Frota do Norte russa juntou sob o seu comando mais de mil soldados e dezenas de diferentes tipos de equipamento militar.
Os exercícios envolveram 14 aeronaves, todos aviões não tripulados, e mais de 30 tipos de equipamento militar, entre os quais veículos de reboque polivalentes, incluindo o militar blindado MT-LBV, veículos de combate BMD-2 das forças paraquedistas, quadriciclos para atividades de inteligência e operações de desembarque.
Foto: Serguêi Kuksin/ Rossiyskaia Gazeta
A esquadra naval foi liderada pelo navio antissubmarino Severomorsk e por dois navios de desembarque, o Kondopoga e o Gueorgui Pobedonosets. O principal objetivo das forças armadas russas foi realizar exercícios em uma região desconhecida e treinar a interação de diferentes tipos de tropas sob um único comando. O objeto-chave de defesa escolhido foi o grupo de fábricas de Norilsk, que está incluído na lista de lugares estratégicos da região.
Disputa por recursos naturais
O início de exercícios militares em grande escala no Ártico se deve às alterações da nova doutrina marítima da Rússia, aprovada pelo presidente russo, Vladímir Pútin, em 26 de julho de 2015, que deu bastante ênfase às regiões do Ártico e Atlântico.
Ainda em 2014, Pútin disse em uma reunião do Conselho de Segurança da Federação Russa que os interesses da Rússia no Ártico poderiam estar em risco devido à instabilidade global. O presidente estava se referindo às reivindicações dos países do bloco ocidental quanto aos recursos naturais do Norte e à probabilidade do uso de força na região. Além da Rússia, a plataforma ártica de petróleo e gás é reivindicada pela Noruega, Canadá, EUA e Dinamarca.
A zona de influência da Rússia inclui 106 bilhões de toneladas de reservas de petróleo e gás. Já Noruega, Canadá e Dinamarca reivindicam um território com 60 bilhões de toneladas de reservas para cada país. Essa vantagem leva os russos a se preocuparem com o território disputado e a antecipar qualquer tipo de ação na área, sobretudo pelo fato de a Otan (Aliança do Tratado do Atlântico Norte) realizar anualmente vários exercícios na região, mobilizando de 10 a 15 mil soldados. "Pelo menos três ou quatro vezes por ano, os submarinos norte-americanos da classe Virginia e Seawolf entram no Ártico", informou À Gazeta Russa em condição de anonimato o comandante de um dos submarinos da Frota do Norte.
Apesar do clima de ameaça, a Rússia não pretende tomar ações bélicas, preferindo recorrer ao Direito Internacional. No início de agosto de 2015, o governo da Federação Russa entregou à ONU um imenso número de evidências científicas que corroboram o seu direito sobre 460 mil quilômetros quadrados de território ártico. O argumento fundamental se baseia na prova de que as partes do conjunto territorial submarino do Ártico Central têm formação de natureza continental.
Renovação de frota
Em 2014 o Kremlin criou um comando estratégico unificado no Ártico. Pútin está seguro de que nos próximos dez a 15 anos haverá uma grande alteração climática na região e o gelo vai derreter, abrindo vias navegáveis durante nove meses por ano. Devido a isso, a Rússia pretende renovar e aumentar a sua Frota do Norte até 2020.
Atualmente a Rússia possui 37 quebra-gelos, dos quais seis são nucleares, enquanto o Canadá tem seis embarcações do tipo, os EUA, quatro e a Noruega, uma. Mas esses quebra-gelos não conseguem ser eficazes para fins militares. "A Rússia necessita de navios polivalentes, que em tempo de paz cumpram funções de proteção da costa e, em caso de incidentes militares, necessitem de apenas um dia para se transformar em embarcações de combate equipadas com armas. Exemplos de embarcações do tipo já existem na Marinha Sueca e os canadenses estão encomendando navios semelhantes", disse o especialista em marinha militar Aleksandr Mozgovoi à Gazeta Russa.
Foto: Serguêi Kuksin/ Rossiyskaia Gazeta
“Na Mostra Internacional de Defesa Marítima de São Petersburgo, realizada em julho de 2015, o Centro de Pesquisa Estatal Krilov apresentou o conceito de uma nova embarcação polivalente. Na proa desse navio existe uma base técnica de instalação rápida de canhões e, na popa, um depósito de munição", contou Mozgovoi.
Melhoras na infraestrutura da região também estão sendo feitas em ritmo acelerado. Nos próximos anos serão abertos ao longo das fronteiras do Ártico 16 portos de águas profundas, 13 aeroportos, dez estações de busca e salvamento e dez estações de radar e sistemas de defesa antiaérea. Parte delas ficarão localizadas nas bases militares soviéticas a serem restauradas.

Fonte: Gazeta Russa

Rússia retomará produção de TU-160, custos serão anunciados até o fim do ano

Na última sexta (28) Nikolai Savitskikh, disse à imprensa que os custos de retomar a produção de bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-160 serão determinados até ao final do ano.

"Nós apresentamos as nossas propostas. Um trabalho extenso em termos de cooperação está em andamento. Até o final do ano, vamos anunciar algo mais específico em relação aos custos", disse ele, quando perguntado se os Tupolev Tu-160 podem voltar a ser construídos.

A Rússia possui interesse em ampliar o número deste bombardeiro estratégico em seu serviço ativo, o que seria uma forma de ganhar tempo enquanto ainda se desenvolve a futura família de bombardeiros estratégicos russos, seguindo os passos dados pelo PAK-FA.

Fonte: GBN com agências de notícias

TSE e TCU não têm elementos para prover impeachment de Dilma, diz Joaquim Barbosa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal de Contas de União (TCU) não têm elementos para dar suporte a um processo que leve ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, disse neste sábado o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.
"O TSE é um órgão cuja composição não ajuda", disse Barbosa, mencionando a presença na instituição de membros que também exercem simultaneamente a atividade advocatícia. Para o ex-magistrado, o TSE tem se mostrado capaz de tirar do poder no máximo governadores de Estados menores, mas não um presidente da república.
O tribunal também tem entre os membros três ministros do STF. Um deles, José Dias Toffoli, é o presidente do TSE. Durante seu mandato no STF, Barbosa também fez parte do tribunal eleitoral.
O TSE aprovou na última terça-feira a continuidade de uma ação apresentada pelo PSDB que pede a cassação da presidente Dilma por suposto abuso de poder na campanha eleitoral de 2014.
Barbosa atacou também o TCU que, segundo ele, é formado por "políticos fracassados", que não têm estatura institucional suficiente para conduzir algo de tamanha gravidade.
O TCU julga o que se chama de "pedaladas fiscais" do primeiro mandato do governo Dilma (2011-14), o nome dado às práticas do Tesouro Nacional de atrasar repasses a bancos públicos com o objetivo de melhorar artificialmente as contas fiscais.
Nesta semana, o TCU decidiu conceder mais 15 dias para o governo federal explicar pontos adicionais sobre as contas de 2014. O ministro relator do processo, Augusto Nardes, disse que um eventual agravo da Advocacia Geral da União (AGU) atrasaria ainda mais o processo.

"O TCU é um playground de políticos fracassados..." 
Um eventual parecer do TCU pela rejeição das contas daria força aos que defendem um processo de impeachment contra Dilma.
"Impeachment tem que ser algo muito bem embasado. Sem isso todos sairemos perdendo", acrescentou Barbosa.

Fonte: Reuters

Trem nazista cheio de ouro achado na Polônia pode estar minado

http://1.bp.blogspot.com/-VXbWGqp07TA/Vddcwwp0LmI/AAAAAAAAOTo/vP9JOsSm73A/s1600/Bundesarchiv_Bild_101I-639-4252-19A_Im_Osten_Panzerzug_mit_Gesch%25C3%25BCtz_und_Vierlingsflak.jpgO governo polonês alertou os caçadores de tesouros nesta quinta-feira (27) que o suposto "trem nazista", recentemente descoberto no sudoeste do país, provavelmente está minado. A localização exata do veículo, sobre o qual há boatos de que estaria carregado de ouro, permanece secreta.
"Neste trem, cuja existência estou convencido, pode haver materiais perigosos da Segunda Guerra Mundial. É provável que o trem esteja minado", escreveu em um comunicado o curador geral de monumentos, Piotr Zuchowski, secretário de Estado do ministério da Cultura e Patrimônio da Polônia.
Zuchowski também indicou que, após divulgação sobre a descoberta do "trem de ouro" na região da cidade de Walbrzych, um grande número de caçadores de tesouros frequentam a região. "Peço a todos que parem de procurar o veículo até o final do procedimento formal para garantir a segurança da descoberta", acrescentou.
O assessor jurídico dos descobridores, um polonês e um alemão que desejam permanecer anônimos, Jaroslaw Chmielewski, afirmou que seus clientes informaram oficialmente as autoridades do achado. Segundo Chmielewski, eles descreveram os detalhes da descoberta, que seria um trem blindado de 120 a 150 metros.
Ontem (26), o vice-prefeito de Walbrzych, Zygmunt Nowaczyk, declarou à imprensa que o trem está nesta cidade no sudoeste da Polônia. O anúncio da descoberta reacendeu a lenda de trens carregados de joias e objetos de valor, roubados dos judeus pelos nazistas.
Muitas lendas sobre túneis subterrâneos secretos próximos de Walbrzych, onde haveria tesouros escondidos do Terceiro Reich, baseiam-se na história de um enorme edifício nazista, com ramificações subterrâneas, conhecido pelo nome de Riese.
Essas instalações deveriam acomodar também arsenais estratégicos dos alemães, protegidos dos bombardeios aliados. Parte destas galerias subterrâneas estão abertas aos turistas, mas os caçadores de tesouros acreditam na existência de muitas outras.

Fonte: Hangar do Vinna

Teste da 1ª bomba nuclear soviética completa 66 anos

Exatamente às 7h da manhã do dia 29 de agosto de 1949 um ofuscante clarão cobriu o local de testes militares de Semipalatinsk e seus arredores, os fios elétricos crepitaram e, em seguida, tudo ficou em silêncio. Os testes da RDS-1, a primeira bomba nuclear soviética, haviam sido bem-sucedidos.
Os trabalhos de desenvolvimento da bomba começaram em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, quando agentes de inteligência soviéticos trouxeram do Reino Unido trabalhos científicos secretos sobre energia nuclear. Naquela época havia agentes infiltrados também em vários centros de pesquisa nuclear dos EUA.
"Materiais referentes à bomba de plutônio dos EUA, entregues por agentes secretos, permitiram evitar uma série de erros na criação da RDS-1, reduzir significativamente os prazos de sua construção e os custos", disse Valentin Kostiukov, professor e diretor do Instituto Pan-Russo de Pesquisa de Física Experimental, à Gazeta Russa.
Ameaça à segurança nacional
A partir dos anos 1940, EUA, Reino Unido e União Soviética tentaram se antecipar uns aos outros na corrida armamentista. Os primeiros foram os Estados Unidos, que em 16 de julho de 1945 testaram com sucesso a bomba de monoestágio Gadget com base de plutônio, no deserto do Novo México.
Tanto os EUA quanto a União Soviética queriam mostrar ao mundo seus novos recursos militares. No fim da Segunda Guerra Mundial, foi decidido um ataque contra o Japão e, no dia 6 de agosto de 1945, uma bomba atômica norte-americana chamada Little Boy foi lançada sobre Hiroshima. Em 9 de agosto, a bomba Fat Man foi lançada sobre Nagasaki.
O bombardeio das cidades japonesas abalou o líder soviético Iossif Stálin. A criação de sua própria arma nuclear o mais rápido possível se tornou um dos principais objetivos da segurança nacional russa. Os melhores cientistas soviéticos da época trabalharam nela, incluindo Igor Kurtchatov e Piôtr Kapitsa.
O triunfo da Inteligência e dos Cientistas
O trabalho da Inteligência permitiu aos físicos soviéticos economizar tempo. "Desde o início ficou claro que muitas das soluções técnicas do protótipo americano não eram ideais”, disse Kostiukov. “Mesmo nas fases iniciais, os especialistas soviéticos podiam propor melhores soluções, tanto no que se refere à carga como um todo, como aos seus componentes individuais. Mas a exigência da liderança do país era a de obter uma bomba válida, de eficácia garantida e com o menor risco."
Modelo da primeira bomba nuclear soviética Foto: AFP/East News
Segundo Kostiukov, a decisão de aproveitar o esquema norte-americano já testado na prática era, para o ambiente tenso da época, a única correta a ser tomada. A construção da RDS-1 era uma repetição da bomba norte-americana Fat Man, com o invólucro balístico e o enchimento eletrônico concebidos pela equipe soviética.
Paz no papel
A informação de que a União Soviética estava criando sua própria arma nuclear preocupou o governo dos EUA. Em julho de 1949, foi desenvolvido o plano Trojan, segundo o qual os norte-americanos pretendiam lançar bombas atômicas sobre 70 cidades da URSS.
Eles tinham a certeza de que a União Soviética não conseguiria criar armas nucleares antes de 1954, no entanto, o teste bem-sucedido da primeira bomba da URSS ocorreu em 1949.
"Sem suas próprias armas nucleares, a União Soviética seria destruída mais cedo ou mais tarde ou, na melhor das hipóteses, inteiramente subjugada pelos Estados Unidos", disse Aleksadr Vdovin, doutor em Ciências Históricas e professor da Faculdade de História da Rússia.
Em 1970 entrou em vigor o tratado de não-proliferação de armas nucleares, que atualmente é assinado por 188 países. Em 1996 foi assinado o tratado internacional que proíbe testes nucleares. Depois dessa data, apenas a Índia, o Paquistão e a Coreia do Norte, que não são signatárias do tratado, realizaram testes.
De acordo com dados do Instituto para a Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo, atualmente existem cerca de 15.850 armas nucleares, pertencentes a vários países, incluindo os Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Cerca de 1.800 delas estão preparadas para um combate imediato.

Quais países possuem bombas?

No total, já foram realizados no mundo mais de 2.000 testes de armas nucleares. A URSS realizou 715 testes entre 1949 e 1990. Até agora, os EUA continuam sendo o único país a ter usado essa arma. Além dos EUA e da URSS, o Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte criaram armas nucleares.


Fonte: Gazeta Russa

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rússia e China finalizam segundo exercício naval conjunto em 2015

O porta-voz do Distrito Militar do Leste, capitão Roman Martov, anunciou nesta sexta-feira (28) o fim do exercício naval russo-chinês “Cooperação Marítima-2015 II”, realizado na região russa de Primorsky.

“Marinheiros russos e chineses adquiriram uma experiência inestimável nesta cooperação”, comemorou Martov.
O treinamento aconteceu no Golfo de Pedro, o Grande, o maior golfo no Mar do Japão, perto da cidade estratégica de Vladivostok. A fase ativa dos treinos, que foram o segundo exercício naval entre China e Rússia este ano, durou entre 23 e 27 de agosto.

Os exercícios envolveram 500 fuzileiros navais, 22 navios de guerra e embarcações de apoio, 15 navios de ar, 40 unidades de equipamentos e dois drones. Militares das Marinhas dos dois países praticaram ações antissabotagem e antinavio e operações de defesa de minas.

O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Cheng Guoping, destacou na semana passada que a cooperação militar sino-russa é crucial para uma parceria estratégica global entre Moscou e Pequim.

A primeira etapa da Rússia-China exercícios marítimos ("Joint Mar-2015 I") foi realizada no Mar Mediterrâneo na Primavera.


Fonte: Sputnik News 

Egito entra na disputa pelos Mistrais

Vários países manifestaram interesse, com o Egito liderando o grupo, para compra de dois porta-helicópteros da classe Mistral de fabricação francesa depois que Paris renegou seu acordo original para entregar os navios a Rússia.

Com a França e a Rússia rescindindo um contrato de 2011 para a construção e entrega de dois navios de guerra Mistral no início de agosto.

A especulação em torno do caso apontou potenciais compradores para os Mistrais que ficaram órfãos na sequência de um anúncio de que Paris e Moscou chegaram a um acordo para rescindir o contrato.

O ministro da Defesa francês Jean-Yves Le Drian disse que o reembolso não seria equivalente ao custo do contrato inicial. O ministro das Finanças Michel Sapin, posteriormente, tendo apreciado a compensação abaixo de 1 bilhão de euros.

Egito opção séria 
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Egito e Arábia Saudita têm expressado imediato interessado na comprar dos navios de guerra Mistral. Uma fonte diplomática francesa sugeriu aos meios de comunicação locais que os dois países iriam "fazer qualquer coisa" para comprar os navios.

O Wall Street Journal citou autoridades francesas na quarta-feira dizendo que o Cairo estava em negociações com Paris para comprar os navios.

Um dos funcionários disse que o Egito estava "entre as opções" sob consideração.

O Egito concordou em comprar 24 aviões de caça Rafale da França este ano.

Os jatos e os navios de guerra são pensados ​​para ser o primeiro passo para a construção de uma força militar árabe conjunta, anunciou na Cimeira de líderes árabes em março. O Egito e a Arábia Saudita concordaram em cooperar com a defesa e a economia há dois meses.

Um de um punhado

A senadora francesa Helene Conway-Mouret disse ao Sputnik no início deste mês que o Egito foi um dos poucos países que expressaram interesse em comprar os porta helicópteros.

Conway-Mouret lista Canadá e Singapura, juntamente com a Arábia Saudita, como interessados, e disse que mais países poderiam vir adiante.

Relatos da mídia especularam no início desta semana que o ministro da Defesa Le Drian era esperado para discutir a possível venda de Mistrals para a Malásia durante sua visita de Estado no domingo.

Le Drian está definido para visitar a Índia, outro país que tenha manifestado interesse nos porta-helicópteros, no caminho de volta da Malásia para assinar um contrato para o fornecimento de 36 caças Rafale.

De acordo com o Centro de Análise do Mundo Comércio de Armas (CAWAT), um think tank russo especializado em vendas de armas, a França tentou tirar proveito do negócio cancelado do Mistral com a Rússia através da criação de uma campanha publicitária artificial em torno de potenciais compradores para os navios de guerra.

Paris terá que fazer sérios esforços para encontrar um novo comprador, como vão demorar as negociações longas e complexas sobre várias questões, inclusive preço e reajuste dos navios para os novos proprietários, disse o porta-voz da CAWAT á RIA Novosti.

O acordo do Mistral foi suspenso por Paris em novembro de 2014 como a crise na Ucrânia aumentou.

A França, entre uma série de países ocidentais, culpou a Rússia por abastecer o conflito no sudeste da Ucrânia, uma reivindicação que Moscou negou firmemente.

Legisladores franceses vão rever o acordo sobre o Mistral, e anunciar a soma exata reembolso russo, quando retornarem das férias parlamentares, em meados de setembro.

Fonte: Sputnik News