segunda-feira, 25 de maio de 2015

Governo iemenita no exílio mina processo de paz no seu próprio país


As negociações sobre o processo de pacificação do Iêmen estão ameaçadas pela atitude de uma das partes.
O presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansour Hadi, que está exilado na Arábia Saudita desde finais de março, anunciou que não consentirá em negociações até que os rebeldes houthis deponham as armas. Portanto, a coalizão árabe poderá continuar os ataques aéreos contra o país vizinho.
Segundo uma fonte das Nações Unidas, referida pela al-Jazeera, as conversações, que deveriam começar na quinta-feira da semana em curso, já foram adiadas.
"Posso confirmar que as negociações foram adiadas", disse a fonte.
A posição do presidente iemenita exiliado foi comunicada ao enviado especial da ONU ao Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed.

De acordo com Hadi, o cessar-fogo unilateral por parte dos houthis é a exigência principal da resolução 2216 das Nações Unidas. Porém, nada se diz sobre o eventual fim dos golpes por parte da coalizão.

Atualmente, a Arábia Saudita, junto com o Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Marrocos, Paquistão e Sudão, está realizando a operação chamada "Restaurando a Esperança", que é, desde 21 de abril, o nome oficial da intervenção militar no Iêmen, que começou em finais de março.

As autoridades sauditas responderam aos vários pedidos de trégua e propostas mais ou menos concretas de paz com ameaças de ingerência nos assuntos regionais e com declarações de que os ataques não iriam parar até que os rebeldes, partidários do ex-presidente Ali Abdullah Saleh (1990-2012), cessem de combater.

Porém, tanto os próprios houthis, como os observadores internacionais, duvidam que haja cessar-fogo em resposta por parte da coalizão.

Os houthis são um grupo rebelde de orientação muçulmana xiita. No entanto, os países árabes que formam parte da coalizão são, na sua maioria, sunitas. É provável que as tentativas de sabotagem do processo de paz sejam fruto desta divergência de cunho religioso. O Irã, que também tentou várias vezes apresentar as suas propostas de pacificação, rejeitadas pelo governo do Iêmen no exílio, é também xiita.


Fonte: Sputnik News 

Tropas russas realizam exercícios com BUK-M2

O exército russo realizou exercícios com o sistema de mísseis superfície-ar Buk-M2, pela primeira vez este ano, frustrando com sucesso um hipotético ataque com mísseis de cruzeiro de um inimigo imaginário, divulgou fontes militares nesta segunda-feira (25).

"As equipes de combate com sistemas de mísseis de defesa aérea Buk-M2 impediram um ataque simulado com mísseis de cruzeiro tático sobre as posições de uma força integrada no campo de tiro Kapustin Yar na região de Astrakhan", disse a assessoria de imprensa.

"Estes foram os primeiros exercícios de disparo real das forças de defesa aérea russa usando sistemas de mísseis Buk-M2", disse.

Foram disparados mísseis superfície-ar simultaneamente em dois alvos, disse a assessoria de imprensa.

Os exercícios de tiro envolveram mais de 300 militares da defesa aérea marcando a fase final das preparações pela brigada de defesa aérea do Distrito Militar Central, a única unidade nas Forças Terrestres da Rússia operando sistemas de mísseis de defesa aérea Buk-M2.

Fonte: GBN com agências de notícias

Irã ameaça responder com ‘chumbo quente’ a espionagem do Ocidente


O monitoramento de infraestruturas militares iranianas por representantes do Ocidente não passa de espionagem legalizada e o Irã pode responder a isso com “chumbo quente”.
A respetiva declaração foi feita pelo chefe da Força Aérea do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica, general de brigada Amir Ali Hajizadeh, noticia a agência Fars.

Amir Ali Hajizadeh fez a declaração durante a reunião de adidos militares estrangeiros, realizada no domingo, 24 de maio, na capital iraniana, Teerã.

O general sublinhou que Teerã não permitirá sob nenhum pretexto que alguém assuma o controle sobre os centros militares do país e notou que tais tentativas são populares entre os inimigos do Irã que gostariam de controlar o setor iraniano da defesa.

Mais cedo o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que o Irã nunca permitirá que estrangeiros façam inspeções nas infraestruturas militares do país e interroguem os cientistas que trabalham no setor nuclear.


Fonte: Sputnik News 

Historiador: EUA "criam" inimigos para garantir unidade interna


Após a Guerra Fria, os Estados Unidos imaginaram ter dois inimigos (Islamismo radical e Rússia) e agora o país tem de escolher um deles, de acordo com o historiador francês e diplomata Jean-Christophe Rufin.

Os EUA precisam de um inimigo externo para reforçar a unidade dentro do país, opinou o historiador francês Jean-Christophe Rufin em entrevista ao Le Figaro.

"A sociedade norte-americana, tal como o Império Romano, precisa de um inimigo externo para se manter unida. Desde 1991 a América já criou dois", disse Rufin.

“De um lado, tentando destruir os regimes seculares árabe-muçulmanos, justamente chamados de ditaduras, os EUA e os seus aliados europeus contribuíram muito para criação de um grande número de inimigos islamistas (de bin Laden ao Estado Islâmico) que são financiados por monarquias petrolíferas do Golfo. Mas, ao mesmo tempo, a América estava realizando a política sistemática contra toda a área da Rússia pós-soviética. Da Geórgia à Mongólia, passando pelos países bálticos, os EUA criaram a base para uma nova Guerra Fria”, declarou o historiador.

Ele opina que no momento os EUA devem escolher um inimigo e, de acordo com Rufin, seria melhor se este fosse o Islamismo radical.

“Mas não devemos esquecer sobre a profecia de Tocqueville (Alexis de Tocqueville é um famoso político francês do século XIX, ex-ministro do Exterior) que considerou a Rússia como o único país continental que pode fazer concorrência aos EUA”, disse o historiador.


Fonte: Sputnik News

EUA dizem que faltou vontade às forças iraquianas contra Estado Islâmico

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, disse neste domingo que as forças iraquianas não mostraram vontade de lutar contra o Estado Islâmico durante a queda de Ramadi, uma semana atrás, e as forças americanas estão tentando encorajá-los a enfrentar os militantes mais diretamente.

"As forças iraquianas simplesmente não mostraram vontade de lutar", disse Carter ao programa "State of the Union" da CNN. "Eles tinham muito mais homens que o adversário, e mesmo assim recuaram".

Carter disse que, por enquanto, os Estados Unidos continuarão a contribuir com ataques aéreos e fornecendo equipamentos e treinamento às forças iraquianas, mas Washington está monitorando a situação de perto.

"Ataques aéreos são eficientes, mas nem eles nem nada que podemos fazer pode substituir a vontade de lutar dos iraquianos. Eles que precisam vencer o ISIS e mantê-los vencidos", disse.

Ele disse que o exército americano não recomendou nenhuma mudança, por enquanto, no apoio que Washington está dando ao Iraque.

"Se chegar o momento em que precisaremos mudar a forma como apoiamos as forças iraquianas, faremos essa recomendação", disse Carter, ao ser perguntado sobre os apelos de legisladores republicanos para que os Estados Unidos auxiliem o Iraque no combate terrestre também.


Michele Flournoy, executiva chefe do Centro para uma Nova Segurança na América, disse à CNN que Washington precisava pressionar o governo iraquiano a fornecer mais recursos para as tribos sunitas no oeste do Iraque, que tem mais "vontade política de lutar" que as forças iraquianas.

Fonte: Reuters

Avião que levava Angélica e Luciano Huck faz pouso forçado em fazenda de MS

Uma aeronave de pequeno porte que levava o casal de apresentadores Angélica e Luciano Huck fez um pouso forçado em uma fazenda do Mato Grosso do Sul na manhã deste domingo, 24. Estavam a bordo, além de Angélica e Huck, os três filhos do casal, duas babás, o piloto e o copiloto. As nove pessoas sofreram apenas escoriações leves e foram levados para hospitais da região.
O acidente teria sido provocado por problemas na bomba de combustível. A informação foi dada por Lucilene Gonçalves Vaz, de 50 anos, mulher do comandante Osmar Aurélio Frattine Vaz, 52, que pilotava a aeronave. "Ele (Osmar) me disse que uma bomba de combustível falhou. Ele tentou a outra, que falhou também. Por isso, precisou fazer o pouso forçado", disse Lucilene na entrada do Pronto Socorro da Santa Casa.
Os sete passageiros e o piloto foram encaminhados em carros particulares para a Santa Casa de Campo Grande, onde deram entrada pouco depois das 11h (horário de Brasília). Em nota, a assessoria da unidade de saúde informou que "todos foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e submetidos a exames de raio-x, tomografia e demais procedimentos, não tendo sido diagnosticado nada grave em nenhum dos pacientes".
Além de Luciano Huck e Angélica, passaram pela Santa Casa os filhos Joaquim, de 10 anos, Benício, de 7, e Eva, com 2. Também foram atendidos o co-piloto José Flávio de Souza Zanatto e as babás Marcíleia Eunice Garcia e Francisca Clarice Canelo Mesquita. O piloto da aeronave foi encaminhado primeiramente para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, mas acabou transferido à tarde para a Santa Casa.
No início da noite, os apresentadores foram transferidos para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Transportados por um avião-ambulância, chegaram ao Aeroporto de Congonhas por volta das 21h30. Às 22h45, deram entrada no hospital - foram três ambulâncias.
Segundo informações da Aeronáutica, o avião, do modelo Embraer 820C, decolou às 10h45 (horário de Brasília) da Estância Caiman, reserva do Pantanal no município de Miranda, e seguiria para Campo Grande, num trajeto de cerca de 230 quilômetros. Com dez minutos de voo, às 10h55, o piloto informou aos controladores de voo uma falha no equipamento e fez o pouso de emergência.
A aeronave aterrissou em uma fazenda próxima a rodovia MS-080, a 30 km de Campo Grande. Logo depois do pouso, um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu da base de Campo Grande e seguiu até o local para prestar os primeiros socorros.
Angélica estava no Pantanal gravando o programa Estrelas, que comanda na Rede Globo. Huck acompanhava a mulher no trabalho. Nos últimos dias, os dois postaram fotos do local em suas contas no Instagram.
Segundo informações consultadas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave, com matrícula PTENM, estava com a certificação em dia, válida até junho de 2019. O avião pertence à empresa Mato Grosso do Sul Taxi Aéreo Ltda.
A Aeronáutica informou que a equipe do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa 4) saiu de São Paulo ainda pela manhã rumo ao local do acidente para iniciar as investigações do caso.

Fonte: Estadão

Japoneses protestam contra base aérea dos EUA


Vários milhares de pessoas na capital do Japão, Tóquio, protestam este domingo (24) contra a base aérea norte-americana.
Habitantes de Okinawa protestam contra a transferência da base aérea dos EUA na cidade de Okinawa e a construção de uma nova no mesmo lugar. Eles exigem a retirada das tropas norte-americanas da prefeitura.


Na base de Okinawa estão agora cerca de 27 mil soldados dos EUA. A base aérea de Futenma está localizada perto da área residencial e, só em Março, partes de aviões norte-americanos caíram duas vezes, criando ameaça aos residentes da cidade.


A transferência da base para um lugar menos povoado criará ainda mais problemas: a parte da linha costeira em Henoko deverá alagar cerca de 160 hectares. Os residentes da área mostram preocupação com o meio ambiente, alertando que recifes de coral podem ser danificados.

Nos finais de março, o governador de Onaga proibiu a perfuração experimental no fundo do mar perto de Henoko, mas os militares dos EUA fizeram com que o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão anulasse o decreto.

Fonte: Sputnik News 

sábado, 23 de maio de 2015

"Brasil perde influência regional com avanço chinês"

O anúncio de investimentos bilionários da China deverá ter reflexos positivos e negativos para a economia brasileira, avalia Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia.
Para ele, o fortalecimento da parceria entre os dois países ajuda o Brasil num momento de ajustes econômicos, mas faz o país perder espaço na América Latina. "O Brasil vê seu papel como centro irradiador de poder na América Latina reduzido diante do avanço da influência chinesa", opina, em entrevista à DW Brasil.
DW: O anúncio de investimentos bilionários da China no Brasil sela uma mudança de patamar nas relações bilaterais?
Marcos Troyjo: A corrida chinesa rumo ao status de superpotência econômica se deveu sobretudo ao extraordinário sucesso na aplicação de uma estratégia de nação comerciante. Mas o gigantismo comercial da China não se fez acompanhar do papel do país como grande fonte de investimentos estrangeiros diretos.
Com esta parceria, o Brasil amplia sua filiação internacional à economia chinesa e afasta-se proporcionalmente dos tradicionais centros provedores de liquidez e IEDs (investimentos estrangeiros diretos). Além disso, vê seu papel como centro irradiador de poder na América Latina reduzido diante do avanço da influência chinesa.
DW: Será criado um fundo de até 50 bilhões de dólares para financiar projetos de infraestrutura. Em que medida todo esse dinheiro significa um alívio para o Brasil, em momento de ajuste fiscal?
MT: É uma contribuição importante ao fortalecimento da infraestrutura no país. Conjunturalmente, o ajuste fiscal restringe novos comprometimentos orçamentários e, mesmo antes da bagunça macroeconômica dos últimos anos, o Brasil já vinha com uma taxa média de investimento em torno de apenas 16% do PIB, nível muito abaixo dos países emergentes mais dinâmicos. O capital chinês voltado à infraestrutura é muito bem-vindo.
DW: Há contrapartidas para o Brasil ao receber os financiamentos da China?
MT: Pequim dimensiona pragmaticamente seus interesses na região, que é fonte de matérias-primas e destino seguro para suas exportações de bens manufaturados. A grande parte das contrapartidas exigidas vem na forma de abertura para acesso prioritário chinês a energia, mineração, transporte, agropecuária e outros setores-chave.
DW: Como o investimento no Brasil se diferencia do feito em outros países da região, como México e Equador?
MT: O Equador é essencialmente sustentado pela exploração de bens primários. Já o México atrai capitais chineses que buscam acesso privilegiado aos mercados como o Nafta e a União Europeia. A natureza do investimento chinês no Brasil é bem distinta, pois a maior parte do aporte de capital em empresas não visa fazer do país uma grande plataforma de exportações, mas, sobretudo, focar na provisão ao mercado interno brasileiro.
DW: A China é conhecida por realizar megaprojetos em tempo recorde. Pode-se esperar um cabo de guerra entre a "eficiência chinesa" e a burocracia brasileira?
MT: Este será um interessante cabo de guerra, pois, além da conhecida burocracia brasileira, o país ainda tem de operar num contexto de múltiplos atores institucionais – governos federal, estadual e municipal, Ministério Público, agências reguladoras – além de um forte lobby ambiental.
Não foi apenas a falta de capital, mas o imbróglio institucional que inviabilizou um trem rápido no trajeto Rio-São Paulo. Ao mesmo tempo, a China construiu linhas ferroviárias de alta velocidade, como a que interliga em menos de 5 horas os 1.300 quilômetros entre Pequim e Xangai – tudo construído ao longo de apenas 39 meses. Apesar de uma maior participação da China como fonte de investimentos para o Brasil, não creio que consigamos reproduzir o fenômeno dos megaprojetos implementados à velocidade da luz.
DW: A chamada eficiência chinesa é com frequência criticada por só ser possível à custa daexploração de trabalhadores. Que papel isso pode ter nessa nova etapa da relação com o Brasil?
MT: Embora essas violações seguramente continuem a existir, elas são bem menos intensas do que durante o período de grande arremetida chinesa, baseado no modelo de nação comerciante. Hoje não há tanta diferença, por exemplo, no salário pago na manufatura em termos de homem-hora entre as economias mexicana e chinesa.
De fato, o Brasil prefere desfrutar do comércio com a China a vocalizar uma crítica à condição laboral chinesa. É, sem dúvida, mais uma das contradições que caracterizam a política externa brasileira dos últimos 12 anos.

Fonte: Deutsche Welle

Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?

As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista (veja quadro ao lado), o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas essas duas expressões também pode assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas.
Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
Obras revolucionáriasTrês trabalhos de Karl Marx são a base para entender esses sistemas políticos
O sociólogo, historiador e economista alemão Karl Heinrich Marx (1818-1883) foi o principal pensador do marxismo, movimento filosófico e político nomeado em sua homenagem. Junto com Friedrich Engels (1820-1895), Marx detalhou sua teoria política e previu o colapso do sistema capitalista (baseado na propriedade privada) em três obras principais:
Manifesto Comunista
Escrito entre 1847 e 1848, esse famoso manifesto defendia a idéia de que a história de todas as sociedades existentes até então era a história da luta entre as diferentes classes sociais
Esboços da Crítica da Economia Política
Manuscrito preparado por Marx e Engels, entre 1857 e 1858, que discutia questões como a propriedade agrária e o mercado mundial
O Capital
No primeiro volume, lançado em 1867, Marx e Engels analisavam o modo capitalista de produção. Marx trabalharia até morrer nos dois volumes seguintes, mas eles só seriam publicados por Engels em 1885 e 1894.

Fonte: Mundo Estranho

Membros da OTAN estudam projeto para contrapor MBT russo Armata

Após a revelação oficial do T-14 Armata durante o desfile da vitória em 9 de maio, membros da OTAN se surpreenderam com as capacidades do novo MBT russo, onde de acordo com relatórios, o novo blindado russo não possui análogos no ocidente, sendo um blindado superior em diversos aspectos a tudo que é operado pelos membros da OTAN.

Diante desse novo potencial adversário no campo de batalha moderno, Alemanha e França estão estudando a viabilidade de desenvolver uma nova versão do Leopard II, projeto que daria origem a nova família de MBT's europeus Leopard III, este que terá a missão de equilibrar a balança em relação a superioridade alcançada hoje pelo Armata, que embora ainda esteja na condição de produção de Pré-Série, onde ainda há muito o que se desenvolver em seu potencial bélico e de defesa, além de diversos refinamentos que deve passar o novo projeto russo até a versão definitiva de produção. O que leva o ocidente a considerar como urgente a concepção de uma nova arma blindada na categoria do MBT Armata.

Embora os MBT's Leopard II ainda possuam uma extensa vida útil após seu último programa de modernização, o MBT ainda encontra-se em desvantagem técnica com relação ao rival russo, segundo dados da inteligência alemã, assim dando o start ao estudo de um novo projeto franco-germânico, pois as duas gigantes detentoras de tecnologia em veículos blindados Nexter francesa e a alemã KMW devem concluir ainda este ano uma fusão entre suas corporações. O que deve agregar muito ao novo projeto do novo MBT Leopard III. Tendo em vista que em breve a Rússia irá ter um MBT de grande velocidade, manobrabilidade, potência de fogo e capacidade de sobrevivência, muito superior a tudo o que tem sido produzido para os exércitos ocidentais.

Em breve iremos postar uma materia especial onde iremos realizar uma comparação entre os mais modernos MBT's hoje em operação e o MBT Armata.

por Angelo D. Nicolaci

Fonte: GBN GeoPolítica Brasil

Pentágono tenciona colocar radar do sistema antimísseis no Alasca

Os Estados Unidos anunciaram planos para implantar um radar de detecção de longo alcance do sistema de defesa antimísseis no Alasca, indica um comunicado da Secretaria da Defesa.

De acordo com o Pentágono, o radar começará a funcionar em 2020.

"O novo radar de detecção de longo alcance será utilizado como um sensor intermédio para aumentar a possibilidade de reconhecimento de alvos por nosso sistema de defesa, aumentar a eficácia da resposta a possíveis contramedidas, reforçar a defesa terrestre no Alasca e na Califórnia", informa o comunicado do Pentágono.

Como especificado, é provável que a secretaria norte-americana escolha a base Clear Air Force Station para instalação do radar. A decisão final será tomada após a conclusão da análise do possível impacto sobre o meio ambiente.

Anteriormente a senadora do estado americano do Alasca havia observado que a Rússia está “claramente mais engajada e comprometida com o Ártico do que os Estados Unidos” e criticou a falta de compromisso dos EUA em sua presença no Ártico.

“Não quero que fiquemos sentados esperando até que um dia acordemos e percebamos que perdemos o Ártico”, disse.

A presença russa no Ártico envolve a realização de pesquisas científicas, a facilitação do comércio marítimo, a organização de missões de busca e resgate e a construção de novos postos militares. Das oito nações do Ártico, a Rússia tem a presença mais avançada na região, assim como a maior flotilha de navios quebra-gelo.


Fonte: Sputnik News 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

China exige que EUA parem de sobrevoar suas ilhas artificiais


Pequim exigiu que os EUA acabem com os voos de reconhecimento sobre as ilhas artificiais que o país asiático está construindo no arquipélago de Spratly, após o tenso diálogo ocorrido na última quarta-feira (20) entre um avião norte-americano e um navio chinês.
"Essas ações podem causar um acidente, elas são muito irresponsáveis e perigosas e prejudicam a paz e a estabilidade regionais", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, em comunicado. "Expressamos nossa forte insatisfação e exortamos os EUA a cumprirem com as leis e regras internacionais e se absterem de ações arriscadas e provocativas", continuou o funcionário.

Jornalistas da rede CNN embarcaram em um P8-A Poseidon, o mais avançado avião de reconhecimento dos EUA, e mostraram como um navio chinês pediu até oito vezes que o piloto da aeronave abandonasse a área "para evitar mal-entendidos", ouvindo como resposta que o voo estava sendo feito em espaço aéreo internacional.

A China reivindica a possessão da maior parte do Mar da China Meridional, em conflito com países como Malásia, Filipinas, Vietnã e Taiwan. Em relação às ilhas artificiais que estão sendo construídas por Pequim na região, Washington afirma que elas têm fins militares, embora a acusação seja negada pelas autoridades chinesas.

A mídia norte-americana vem anunciando este mês que os EUA estavam considerando enviar destroyers e outros navios de guerra, bem como aviões de reconhecimento, a uma distância de apenas doze milhas náuticas (cerca de 22km) das ilhas.


Washington não reconhece as reivindicações territoriais da China sobre as ilhas artificiais e já avisou que a aproximação a menos de 12 milhas náuticas (limite exterior do mar territorial fixado pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar) "pode ser o próximo passo", segundo as palavras do porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren.

O jornal Global Times acusou o exército dos EUA de "recorrer ao sensacionalismo" com o convite feito aos jornalistas da CNN e de "tentar pressionar a China".

"Washington está voluntariamente elevando a tensão com a China, o que criou um alto risco de confronto físico", assinala um editorial publicado pelo diário nesta sexta-feira (22).


Fonte: Sputnik News 

15 marcas que começaram como produtos militares e de guerra

Hoje elas são doces, belas roupas, belos carros, um telefone celular. Marcas do nosso cotidiano.
O que muita gente não sabe é que algumas dessas marcas famosas nasceram décadas atrás como marcas dedicadas ao setor militar e à guerra. Com o passar do tempo, adaptaram os seus negócios.
Algumas não se importam em falar que começaram em tempos de guerra. Outras preferem apagar esse capítulo de suas histórias.
Confira, nas imagens, 15 exemplos de marcas famosas que começaram como marcas militares.

Jeep

Os Jeeps originais começaram a ser produzidos em 1941, para serem usados na Segunda Guerra Mundial. 
Os veículos mais comuns do exército americano durante a guerra foram da marca Jeep.

Hugo Boss

Hugo Boss era do Partido Nazista da Alemanha e, em 1928, se tornou o fornecedor oficial de uniformes nazistas.

Antes de ser uma grife de luxo respeitada no mundo todo, criou os uniformes do Partido Nacional Socialista, da juventude hitlerista, do Sturmabteilung (grupo paramilitar nazista) e da SS (Schutzstaffel, o exército nazista).

Ray-Ban

O modelo mais famoso e clássico da  Ray-Ban é o Aviator. 
Ele foi criado, em 1936, a pedido da força aérea americana, que queria óculos escuros que reduzissem a náusea e as dores de cabeça dos pilotos que voavam em altas altitudes. 

M&M's

A Mars criou os M&M's durante a Guerra Civil Espanhola, quando Forrest Mars Sr. viu soldados comendo pedaços de chocolates cobertos em açúcar. Essa casquinha impedia o chocolate de derreter no Sol.


Porsche

A Porsche criou o Volkswagen Beetle (Fusca) a pedido de Adolf Hitler em 1938, que pediu um carro popular que pudesse ser vendido na Alemanha a preços baixos. O país tinha acabado de inaugurar a sua nova e extensa rede rodoviária.

 Fanta

A Fanta foi criada por causa de um embargo comercial durante a Segunda Guerra. O xarope de Coca-Cola não chegava na Alemanha nazista.
A Coca alemã, então, criou um novo refrigerante com o que tinha disponível no país: bagaço de frutas cítricas e soro de leite. 
O "Fantasie" só foi vendido por ali. Em 1955 a Coca lançou mundialmente a invenção, dessa vez como "Fanta".

Adidas

Antes de existirem Adidas e Puma, existia a Dassler Brothers Sport Shoe, dos irmãos Adi e Rudolf. Em constante rivalidade, os irmãos ainda eram companheiros.
A gota d'água veio na Alemanha sob bombardeio aliado durante a Segunda Guerra. Adi teria xingado os aliados: "Esses bastardos imundos estão de volta!". Rudolf achou que era com ele. 
Os irmãos brigaram e cada um criou a sua marca esportiva. Adi, a Adidas. Rudolf, a Puma.

Motorola

A Motorola começou como Galvin Manufacturing Corporation e fabricava baterias. Em 1940, por causa da guerra, criou o rádio portátil Handie-Talkie SCR536, essencial para a comunicação no campo de batalha. Era o início da companhia de celulares.

Banana Republic

A marca Banana Republic foi criada em 1978, na Califórnia, como uma loja que vendia peças refabricadas de roupas militares vintage e roupas usadas em safaris.

Duct Tape

A Duct Tape foi criada pela Johnson & Johnson durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados precisavam de uma fita forte, flexível e à prova d'água. Tudo para reparar equipamentos, munições e maquinários. 

Vodafone

A Vodafone começou nos anos 1980 como uma subsidiária da Racal Electronics, a maior empresa britânica de rádio para fins militares - naquela época, a maior do ramo e a terceira maior companhia de eletrônicos do Reino Unido.

Aquascutum

A Aquascutum foi criada em 1851 e fabricava casacos de chuva. Eles foram usados pelos soldados britânicos durante a Guerra da Crimeia. Depois, quando um casaco seu foi usado pelo prêmie britânico Sir Winston Churchill, a marca virou um clássico da moda.

Super Bond

A super cola foi descobeta em 1942. Um time de cientistas buscava criar um plástico para ser usado em armas para a guerra. Alguns erros depois, o resultado foi um material que grudava em outras superfícies de modo muito eficiente.
A tal cola foi chamada de cyanoacrylates, mas não foi usada porque "grudava demais". Em 1951, foi redescoberta e passou a ser vendida comercialmente em 1958.

Victorinox

Victorinox começou como uma fábrica de facas em 1864, na Suíça, e logo se tornou a maior fornecedora para o exército suíço.

Silly Putty

O brinquedo Silly Putty foi criado por acidente. No começo dos anos 1940, um engenheiro americano tentava criar uma borracha sintética, já que a borracha natural era artigo raro, caro e racionado durante a Segunda Guerra Mundial. 
O governo americano nada fez com a invenção. Até alguém ter a ideia de colocar a meleca dentro de ovos de plástico e vender a um dólar como brinquedo.

Fonte: Exame

Mi-26, o peso-pesado que aguenta todos e até si mesmo

Em 2015, a Rússia espera produzir 7 ou 8 helicópteros Mi-26 com diferentes adaptações, inclusive para clientes estrangeiros. Segundo os fabricantes do Mi-26, a demanda por esses helicópteros continua crescendo no mercado global. Apesar dos mais de 30 anos de serviço, ele ainda é o centro das exposições de aviação por causa de sua dimensão impressionante e da possibilidade de transporte de vários tipos de carga.
Abaixo você pode conferir três das cargas mais inusitadas que já foram transportadas pelos helicópteros Mi-26 ou “vacas voadoras”, como são chamados pelos próprios pilotos. 
Chinook
Os helicópteros Mi-26 possuem um enorme histórico de serviços prestados. Estiveram na Somália, Camboja e Indonésia, trabalharam em território da antiga Iugoslávia no âmbito das operações de manutenção da paz da ONU e apagaram incêndios na Grécia.
Os helicópteros Mi-26 prestaram ajuda até mesmo para as Forças Armadas dos Estados Unidos. O comando da Otan contratou a companhia aérea russa Vertical-T para o transporte no Afeganistão em situações de não combate.
Em 2002, um helicóptero de transporte militar americano CH-47 Chinook foi abatido nas montanhas do Afeganistão. Para não agravar as estatísticas de perdas em combate foi decidido resgatar o helicóptero do campo de batalha e transportá-lo para a fábrica onde seriam realizados os reparos.
Os pilotos russos levaram três horas para içar o Chinook com a ajuda de cabos e percorrer uma distância de 400 km, até chegar a Base Aérea de Bagram. Nesse meio tempo foi preciso fazer dois pousos para reabastecer.
Tu-134 
Em fevereiro de 2012, um helicóptero Mi-26 transportou o maior avião a jato da história soviética: o Tu-134. A aeronave foi tirada de serviço por estar desgastada e deveria ser transportada de São Petersburgo a um polígono em Nijni Novgorod. Lá, seria utilizada em testes de operações antiterroristas efetuados pelos serviços secretos.
Para retirar o “Svistok”, que em russo significa “apito” (o Tu-134 é chamado assim por causa do ruído marcante dos motores), foi necessário remover os motores do avião e cortar parcialmente suas asas. Mas, mesmo na versão reduzida, a envergadura das asas era de quase 30 metros, e a fuselagem da aeronave tinha mais de 40 toneladas. Era muito arriscado transportar uma carga tão incomum em um suporte para transporte de cargas externas, pois qualquer rajada de vento poderia fazer com que a aeronave suspensa por cabos começasse a planar por conta própria.
O Mi-26 foi capaz de erguer o Tu-134 na primeira tentativa, mas, como não foi possível girar a fuselagem do Tu-134 para que ficasse a favor do vento, o helicóptero teve que iniciar o voo com a cauda virada para frente. Depois de algum tempo, os pilotos conseguiram corrigir a posição do avião. A rodovia Petersburgo-Pskov foi interditada para garantir a segurança dos motoristas nas vias. 
Mi-26
Em maio de 2015, o Mi-26T realizou uma operação de transporte exclusiva: praticamente transportou a si mesmo. No suporte para o transporte de carga externa do helicóptero foi colocada uma fuselagem pesando 14 toneladas de um Mi-26 igual a ele e que deveria ser levada de Iochkar-Ola até Rostov-no-Don, onde passaria por manutenção. Não havia outra alternativa para transportar o Mi-26: as “vacas voadoras” são as únicas máquinas capazes de erguer uma carga com semelhante peso e dimensões.
“A operação de transporte da fuselagem durou nove dias. Ao longo do caminho o tempo foi variando bastante – de clima de inverno a verão, mas não surgiram quaisquer dificuldades. Eu trabalho há mais de 15 anos com o Mi-26T e posso dizer que não existe helicóptero melhor que esse para tais operações”, declarou Váleri Tchumakov, comandante da tripulação, citado pela holding Helicópteros da Rússia.

Fonte: Gazeta Russa

EUA não conseguem impedir expansão do Estado Islâmico no Iraque e na Síria


Moscou está alarmada com o aumento de grupos terroristas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, que conseguem dominar novos territórios apesar das ações da coalizão liderada pelos EUA.
A declaração faz parte de um comunicado emitido nesta sexta-feira pelo ministério das Relações Exteriores da Rússia.
"Estamos alarmados com a recente intensificação de terroristas e com a ocupação pelos mesmos de diversos assentamentos importantes, incluindo as cidade de Ramadi, no Iraque, e Idlib e Jisr Ash-Shugur, na Síria. Chama a atenção o fato de as ações lideradas pelos EUA da chamada coalizão anti Estado Islâmico no Iraque e na Síria não terem até agora surtido efeito sobre as capacidades desse grupo de continuar expandindo o seu "califado" transfronteiriço" – diz o comunicado.

O documento destaca que Moscou condena veementemente "os crimes sangrentos e outros atos de violência cometidos pelos terroristas contra a população local nos territórios controlados por eles".

"Exortamos mais uma vez os parceiros regionais e internacionais a abandonarem o uso de "duplos padrões" na prática do combate ao terrorismo. Defendemos fortemente a consolidação de esforços da comunidade internacional para combater o terrorismo e extremismo violento numa base jurídica internacionalmente reconhecida" – declarou o ministério das Relações Exteriores da Rússia.


Fonte: Sputnik News 

Quem será capaz de conter o 'Estado Islâmico' no Iraque?

No último domingo, as tropas do governo iraquiano abandonaram suas posições na cidade de Ramadi, o que fez com que a capital da maior Província do Iraque - a apenas 112 km de Bagdá - caísse nas mãos do grupo autodenominado "Estado Islâmico".

A polícia e o Exército fizeram um recuo caótico após dias de intenso combate. O "EI" afirma ter capturado tanques e lançadores de mísseis largados pelos militares.

Eventos semelhantes ocorreram quando o "EI" ocupou Mosul - a segunda maior cidade do Iraque -, Fallujah e Tikrit (todas em 2014), ainda que esta última tenha sido retomada pelo governo.

O que explica a falência do governo iraquiano em enfrentar o "EI"? Será que outras forças armadas - como milícias xiitas - têm poder de fogo para vencer os extremistas?

Corrupção


No papel, as forças militares do Iraque têm tamanho considerável: um Exército de 193 mil e estimados 500 mil policiais e paramilitares, segundo estimativas de 2014 de grupos internacionais de estudos estratégicos.

A agência americana CIA calcula que o "EI" tenha até 31 mil combatentes no Iraque e na Síria - ou seja, numericamente bastante inferior às tropas oficiais. Mas esses números parecem não refletir a realidade do campo de batalha.

Uma investigação sobre a corrupção no Exército iraquiano, em novembro de 2014, identificou 50 mil nomes falsos na folha de pagamento da instituição.

Conhecidos internamente como "soldados fantasmas", eles já não se apresentavam mais para combate ou de fato não existiam. Mas seus salários continuavam a ser pagos.


Falhas organizacionais


A máquina militar de Saddam Hussein foi completamente desmantelada após a derrubada do ex-presidente pelas forças americanas, em 2003, e foi substituída por um Exército nacional não-sectário - ou pelo menos assim se esperava. Mas claramente houve erros no caminho.

Pode ter sido um erro tentar estabelecer um Exército em estilo ocidental, porém sem o preparo suficiente. A saída das forças americanas do país, no fim de 2011, pôs fim ao treinamento e à orientação provida às tropas iraquianas, que ficaram despreparadas para combates futuros.

Além disso, antigos líderes militares da época de Saddam estão hoje entre os mais importantes comandantes do "Estado Islâmico".


Milícia xiita


Quando Mosul foi dominada pelo "EI", em junho de 2014, uma aliança de combatentes - chamada Força de Mobilização Popular, com dezenas de milhares de integrantes - foi formada para conter a ameaça do grupo extremista.

O Serviço Árabe da BBC relata que essa força é composta por dois grupos principais: um primeiro oriundo de fortes organizações paramilitares, como a Brigada Badr, braços do Hezbollah e outros (há relatos de que esses soldados sejam apoiados pelo Irã); e um segundo grupo, estimulado por clérigos xiitas a combater o sunita "EI".

Poucos dias depois de militantes do "EI" terem tomado o controle de Mosul, o mais importante clérigo xiita local fez um chamado às armas.

Segundo relatos recentes de Bagdá, muitos jovens xiitas têm se alistado em mesquitas e treinado para entrar nos campos de batalha.

Mas será que a Mobilização Popular conseguirá derrotar o "EI" em Ramadi?

O grupo conseguiu, recentemente, impor uma derrota militar ao "Estado Islâmico" ao retomar Tikrit. Mas as milícias também foram acusadas por grupos de direitos humanos de promover "ataques de vingança" contra sunitas da região.

Jaafar al-Hussaini, porta-voz do Kataib Hezbollah-Iraq, um dos grupos que integram a Mobilização, disse à BBC que, ainda que as milícias xiitas sejam aliadas próximas do Exército iraquiano, os sunitas não os aceitam nesse papel.

Na Província de Anbar, até mesmo tribos sunitas que apoiam o governo central iraquiano rejeitam a presença da Mobilização como força libertadora na região.

O líder sunita Abdurazak Al-Shamari afirmou recentemente que "ninguém pode libertar áreas sunitas a não ser os seus filhos".

Fonte: BBC Brasil