quarta-feira, 4 de maio de 2016

Com fim do cessar-fogo, capital síria tem bombardeios e combates

Os bombardeios da aviação síria e os combates no reduto rebelde do leste de Damasco foram retomados nesta quarta-feira (4) após a expiração durante a noite do cessar-fogo acordado na semana passada na zona, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O exército sírio realizou ao menos 22 bombardeios contra a Ghuta Oriental na manhã desta quarta-feira, enquanto as forças do regime e os grupos rebeldes retomaram os combates, indicou a ONG.

Os combates se concentram em Deir al Asafir, uma localidade onde 33 pessoas, 12 delas crianças, morreram em março em bombardeios do regime de Bashar al-Assad.

Não foi divulgado nenhum balanço após a retomada dos confrontos.

Moscou e Washington, que apoiam respectivamente o regime e os rebeldes, acordaram na semana passada um congelamento dos confrontos de 24 horas, renovado duas vezes para a Ghuta Oriental e a província ocidental de Latakia. Nesta última província, não foram registrados ataques nesta quarta-feira.

Bombeiros e moradores no local onde um projétil caiu e atingiu o hospital Dubeet, em Aleppo, no norte da Síria, na terça-feira (3) (Foto: SANA via AP)Bombeiros e moradores no local onde um projétil caiu e atingiu o hospital Dubeet, em Aleppo, no norte da Síria, na terça-feira (3) (Foto: SANA via AP)

Aleppo

Apesar da intensificação dos esforços diplomáticos para tentar restabelecer a trégua na Síria, as forças do regime sírio e os grupos rebeldes protagonizaram combates violentos na madrugada desta quarta na periferia da cidade de Aleppo, segundo a France Presse.

Na cidade, o principal cenário do conflito nas últimas semanas, uma coalizão de grupos rebeldes chamada "Fatah Halab" ("A conquista de Aleppo") iniciou na terça-feira (3) uma ofensiva contra os bairros da zona oeste, controlados pelo regime.
"São os combates mais violentos em Aleppo em mais de um ano", afirmou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.
Os confrontos prosseguiram durante toda a noite, com disparos de artilharia e bombardeios aéreos.
"Não acredito que os bombardeios vão cessar, porque a decisão de interrompê-los não está nas mãos de Assad, e sim nas mãos de seu aliado russo. Não parece que a Rússia deseja que a calma retorne a Aleppo", disse Mahmud Sendeh, um militante de 26 anos que mora em um dos bairros controlados pelos rebeldes, em referência ao presidente sírio.
Mas o governo russo afirmou na terça-feira que deseja obter um cessar-fogo nas próximas horas em Aleppo.
Mais de 270 pessoas morreram nos últimos 12 dias na cidade, dividida em setores rebeldes e governamentais.
Desde 2012, Aleppo, a segunda maior cidade do país, está dividida entre áreas controladas pelo regime e áreas controladas pelos rebeldes.
Os grupos rebeldes dominam a periferia oeste, enquanto as forças do regime cercam quase todos os bairros rebeldes ao leste.
Últimos dias

Na segunda-feira (2), o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que o conflito na Síria está "em muitos aspectos fora de controle". Ele foi a Genebra, na Suíça. na tentativa de salvar a trégua instaurada há dois meses na Síria.

Os bombardeios dos últimos dias atingiram hospitais e uma mesquita. Na terça-feira (3), um ataque rebelde a um hospital, fica em área controlada pelo governo, deixou 19 mortos e cerca de 80 feridos  terça-feira (3).
Na sexta-feira (29), uma clínica médica e uma mesquita foram alvos. Na mesquita, 15 pessoas morreram. Na quarta-feira (27), bombardeios atingiram o hospital Al-Quds, apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras, deixando 50 mortos. Entre eles, estava o último pediatra que atuava na região.

Fonte: G1 Notícias

Baluarte monumental - Tanques de guerra, canhões decorativos, olhares vigilantes de soldados camuflados: o QG do Exército é uma verdadeira cidade dentro de Brasília, com peculiaridades que pouca gente faz ideia

A rotina do Setor Militar Urbano (SMU) tem momento certo para começar e para terminar e, geralmente, não atrasa. Os mais de 12 mil militares envolvidos nos serviços do Exército Brasileiro dão vida ao setor que é mais autossuficiente do que a maioria das regiões do Distrito Federal. “O SMU fica localizado no centro de Brasília, numa região privilegiada e de fácil acesso, com linhas de ônibus exclusivas, vila militar, clubes, restaurantes, agências bancárias, hospital e segurança 24 horas”, enaltece a sargento Maria Rocha, que trabalha na Base Administrativa do Comando Militar do Planalto. Para a oficial, que vive a rotina do SMU há três anos, todos esses aspectos garantem uma boa qualidade de vida.
Apesar de estar na região central de Brasília, a atmosfera é bem diferente das asas do Plano Piloto. Até nos passos sincronizados dos soldados que se exercitam nas primeiras horas da manhã – tudo no SMU parece seguir uma ordem, uma disciplina. A vila que concentra os principais serviços do Exército brasileiro na capital federal tem em sua rotina valores tradicionais da vida militar. O conjunto arquitetônico do bairro impressiona pela imponência e originalidade. Com um verdadeiro acervo a céu aberto, e outras tantas obras de acesso restrito, o local é um primoroso representante da cultura brasiliense.
O filósofo Michel Foucault já dissera que o poder está associado a uma série de símbolos. E que esses elementos é que formam um sujeito ou uma entidade poderosa. Oscar Niemeyer parecia estar em plena sintonia com o pensamento do francês ao criar as principais obras do SMU. O Quartel-General do Exército (QGEx); o Monumento a Duque de Caxias, Concha Acústica; o Oratório do Soldado e a Praça dos Cristais compõem o Conjunto Cívico do Quartel General do Exército e é parada obrigatória para amantes da arquitetura ousada de Niemeyer. Por lá, também há a contribuição de outros catedráticos, como Burle Marx e Athos Bulcão.
ImagemConstruído entre 1969 a 1973, no período mais ferrenho do regime militar, o QGEx consegue transmitir a mensagem de poder da instituição de maior influência na sociedade àquela época. A simbologia em torno dos elementos estéticos reforça uma ideia que é transmitida de maneira muito natural, até mesmo para quem não é militar. Os blocos de concreto imensos alocados paralelamente na vertical parecem dizer o quão pequeno é um indivíduo diante de uma obra tão imponente. Os gestos padronizados e a exaltação de símbolos nacionais, automaticamente, ajustam o comportamento visitante no local.
Lá trabalham o comandante do Exército e seus órgãos de assistência direta. Em 117 mil m² de área construída, é abrigo de 34 organizações militares. Mas o QGEx é muito mais do que se pode ver: o subsolo esconde preciosidades, como um dos maiores painéis construídos por Athos Bulcão, de 516 m², que decora uma das gigantescas garagens subterrâneas do quartel. De uso restrito, ela dá acesso a um túnel de uso também privativo a autoridades. Essa galeria subterrânea liga o quartel ao teatro e à Concha Acústica.
Pelo extenso corredor branco já passaram vários presidentes, desde os da era militar até Dilma Rousseff. “A estrutura ainda é a da época da construção. O mármore do piso e os revestimentos continuam intactos”, diz o guia da reportagem, coronel Carlos Duarte Pontual de Lemos, enaltecendo a qualidade do material que foi utilizado no local.
O fim do corredor dá diretamente na coxia do Teatro Pedro Calmon, uma construção sóbria, que reserva nos detalhes a personalidade de seus projetistas. Em madeira e com curvas que lembram as edificações de concreto espalhadas pela cidade, “o teto foi pensado para a perfeição acústica das apresentações”, afirma o tenente Atair Mieres, gestor do espaço. Um grande painel de Athos Bulcão decora uma das paredes laterais. Há também bolhas que permitem que qualquer atividade possua tradução simultânea em diferentes línguas, desde quando o teatro foi inaugurado. Com 1.164 lugares, o espaço, hoje, é uma das principais alternativas para realização de espetáculos, depois do desfalque cultural que o fechamento do Teatro Nacional causou.
O monumento a Duque de Caxias, conhecido como Concha Acústica, é mais uma obra peculiar de Niemeyer. Inaugurado em 1973, é um palanque ao ar livre, com uma cobertura em forma de concha. Nela acontecem solenidades oficiais importantes e até concertos, a exemplo do apresentado pela Orquestra Sinfônica da Brasília, no último 7 de setembro. A composição entre a Concha Acústica e o Obelisco faz referência ao copo e à espada de Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro. Atrás da concha, está a entrada principal do quartel, que dá acesso ao salão Guararapes.
O espaço, que é a entrada de autoridades, conta com um conjunto de obras permanente, aberto para visitação ao público apenas de sexta a domingo. “Todo esse acervo conta um pouco da história de momentos emblemáticos do Exército do Brasil”, adianta o tenente Antonio Carlos Lorentz Ripe, guia do salão. “O nome do local se refere à Batalha dos Guararapes, que pôs fim à ocupação holandesa no Nordeste e é o marco inicial do Exército brasileiro”, ressalta o oficial.
ImagemEm frente à Concha Acústica está a Praça dos Cristais. Lá, é possível observar o requinte do trabalho do paisagista Burle Marx. Os cristais que dão nome à praça parecem emergir dos pequenos laguinhos, e o efeito, em um dia claro com nuvens, encandeia os visitantes, como a contadora Juliana Nascimento: “Essa praça é um daqueles tesouros escondidos em Brasília. Mesmo morando a vida inteira aqui, só descobri há alguns anos que ela existia. Daí me perguntei: ‘Como eu nunca vim a esse lugar antes?’ Depois da primeira visita, esse se tornou um dos meus lugares favoritos”, declara a brasiliense. Projetada por Roberto Burle Marx, o local é um jardim triangular de 102 mil m², que faz referência a cidade goiana de Cristalina. A ideia era descrever, por meio da obra, a riqueza existente na região central do Brasil.
 
Juliana considera que o fato de não ter muitos visitantes é um ponto a favor: “A praça é bem grande, então a sensação é de estar sempre meio vazia. Confesso que é essa paz e tranquilidade que me fazem voltar aqui mais vezes. É um lugar de contemplação da natureza e da arte de Burle Marx. Faço questão de trazer meus amigos de fora para conhecer”, diz.
De todos os lugares abertos à visitação, a tranquilidade de todo o Setor Militar atribui uma atmosfera de maior contemplação ao Oratório do Soldado. Talvez fosse essa mesmo intenção ao ser projetado. Observa-se uma contemplação silenciosa e impressionada em todas as pessoas que visitam o local. Ao olhar do lado de fora, a edificação lembra uma nave extraterrestre de filmes de ficção. Com pilastras que parecem suspender o prédio das águas do espelho d’água que o envolve, foi projetado pelo arquiteto carioca Milton Ramos e inaugurado em 1973. O prédio religioso completa o Conjunto Cívico do Quartel-General do Exército Brasileiro.

Fonte: Correio Braziliense via Notimp

Posse de armas torna a população mais segura

A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), em resposta ao artigo de opinião publicado por Ivan Marques e Felippe Angeli nesta Folha lamenta que, frente aos quase 60 mil homicídios que o Brasil contou em 2014, o Instituto Sou da Paz utilize a imprensa para ludibriar os leitores com um único objetivo: promover o ineficaz desarmamento dos cidadãos de bem.
A irresponsabilidade dos autores na utilização de dados com o intuito de subsidiar a política de desarmamento do governo federal e tentar comprovar o "sucesso" do Estatuto do Desarmamento frente aos índices de homicídios no Brasil não consegue esconder a realidade que está bem diante dos olhos dos brasileiros.
Essa molduração dos dados parece não surtir efeito na sociedade, que não só legitimou sua opinião a respeito do comércio de armas de fogo no referendo de 2005, como também diariamente se manifesta por meio de enquetes e opiniões em veículos de comunicação.
Ivan Marques e Felippe Angeli sugerem que a queda no número de homicídios vem sendo observada há mais de 15 anos no Estado de São Paulo e o período em que foi mais brusca coincide com a aprovação da Lei 10.826/2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento.
Vejamos: se a lei vigora há 13 anos, por que somente no ano passado São Paulo conseguiu o recorde de redução do número de homicídios? E, mais, se a lei é válida em todo o território nacional, quais são os motivos dessa conquista não ter alcançado também outras milhares de cidades brasileiras?
Os representantes do Instituto Sou da Paz ainda informam que a média de armas compradas legalmente por ano no mercado civil em São Paulo diminuiu 60% com a implantação do Estatuto do Desarmamento, segundo o Exército. Os autores relacionam a queda do índice de homicídios a queda do número de armas compradas por cidadãos.
Contraditoriamente, no entanto, os autores tentam mostrar que o resultado do referendo de 2005 a favor do comércio de armas e munições tem sido respeitado, já que o número de registros emitidos pela Policia Federal quase dobrou em um ano em São Paulo. Afinal, o comércio e o subsequente registro dobrou ou reduziu?
Ao contrário do que os autores tentam forçosamente nos fazer acreditar, o Brasil, mesmo com o Estatuto do Desarmamento - uma das leis mais restritivas do mundo com relação à compra e venda de armas de fogo e munições -, vem ao longo dos anos batendo recorde no aumento do número de homicídios, segundo o Atlas da Violência 2016. Ou será que os autores se esqueceram dos inaceitáveis quase 60 mil homicídios que o país contou em 2014, citado por eles logo no inicio do artigo?
O estudo que citei no artigo anterior, no qual a ONU reconheceu que não se pode estabelecer relação direta entre o acesso legal da população às armas de fogo e os índices de homicídio, pois não são as armas do cidadão que matam, mas as do crime organizado, para o qual a lei não possui relevância, é o Global Study on Homicide 2011.
Ainda nesta linha, podemos citar um estudo da conceituada Universidade de Harvard que comprova que a posse de armas torna a população mais segura. Afirma ainda que, quanto mais armas os indivíduos de uma nação têm, menor é a criminalidade.
Quanto ao citado projeto de lei nº 3.722/2012, que visa modificar alguns pontos do Estatuto do Desarmamento e busca garantir o direito de legítima defesa do cidadão de bem, é importante e honesto frisar que não irá flexibilizar totalmente o acesso às armas, ao contrário do que sugerem Ivan Marques e Felippe Angeli no artigo. Manterá ainda critérios legais como testes de aptidão e psicológicos para a aquisição e venda de armas de fogo e munições no país.
Ainda ao contrário do que citado, o interesse da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições é no mercado legal, que emprega, gera impostos e divisas nas exportações. As armas e munições fabricadas pela indústria são testadas de acordo com rígidas normas internacionais e homologadas pelo Centro de Avaliações do Exército Brasileiro.
No mais, as empresas estratégicas de defesa são de extrema importância para o país, pois asseguram que as Forças Armadas brasileiras tenham contribuição decisiva de tecnologias sob domínio nacional.
O equilíbrio e fortalecimento das indústrias brasileiras de material de defesa estão condicionados à existência de mercados alternativos às Forças Armadas, de forma a assegurar continuidade, escala para competitividade e capacitação tecnológica para investimentos contínuos em pesquisa.
Mesmo sem haver qualquer imposição legal, em uma iniciativa pioneira, a indústria ampliou seus dispositivos de controle. Atualmente, as armas fabricadas no país podem ser equipadas com chips. Essa tecnologia permite um rastreamento preciso e ágil, facilitando o processo de investigação policial.
Além disso, o Brasil é o único país do mundo que possui sistema de gravação no culote das munições. O SIP, pioneiro processo de gravação a laser na base dos estojos, oferece rastreabilidade individual de todas munições comercializadas aos órgãos públicos brasileiros, permitindo a identificação do adquirente através da localização do estojo ou das embalagens.
Caso nenhuma dessas importantes medidas convença o Instituto Sou da Paz, a indústria de armas está à disposição para receber sugestões e esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do setor.

Fonte: Folha

Foguetes de rebeldes atingem hospital de Aleppo e deixam 19 mortos, dizem monitores

Foguetes disparados por insurgentes atingiram um hospital de uma área da cidade síria de Aleppo controlada pelo governo nesta terça-feira, deixando ao menos 19 mortos, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Segundo a entidade, três crianças estão entre os mortos no ataque ao hospital Al-Dabit. O grupo afirmou que outras 80 pessoas ficaram feridas e que o número de mortos provavelmente vai aumentar.

O Exército da Síria disse em um comunicado que o ataque foi parte de uma ofensiva abrangente de grupos insurgentes presentes em Aleppo, e que está reagindo "às fontes dos disparos".

O texto divulgado pelo comando do Exército disse que o ataque aconteceu "no momento em que estão sendo feitos esforços internacionais e locais para fortalecer a (cessação das hostilidades) e implementar... a calma em Aleppo".

O Observatório afirmou que o hospital ficou seriamente danificado.


Em partes de Aleppo sob domínio dos rebeldes, o grupo de monitoramento sediado em Londres disse ter havido três ataques aéreos, citando informações sobre um número não confirmado de mortos.

Fonte: Reuters

Nota do GBN: É deprimente assistir o desenrolar dos fatos na Síria, quando ainda diante de tais fatos ouvimos os EUA e aliados acusando o governo legítimo de cometer atrocidades, quando o que mais vemos são notícias a respeito de ataques covardes destes terroristas ditos "oposição" atacando a população civil. 

Temer vai reestruturar área de inteligência e recriar GSI

O vice-presidente Michel Temer decidiu reestruturar todo o setor de inteligência do governo e vai recriar o antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), extinto pela presidente Dilma Rousseff. O futuro titular da pasta será o general-de-Exército Sérgio Etchegoyen, atual chefe do Estado Maior do Exército, a quem ficará vinculada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Assim como o virtual futuro ministro da Defesa, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Etchegoyen foi indicado para o cargo pelo ex-ministro da pasta Nelson Jobim e pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que vem mantendo contatos sistemáticos com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha e se tornou o principal interlocutor das Forças Armadas com Temer e sua equipe.
Jobim e Jungmann têm boas e antigas relações tanto com o comandante Villas Boas quanto com o general Etchegoyen, que trabalhou no gabinete da Defesa na gestão de Jobim, durante o governo Lula, como assessor especial do ministro e chefe do Núcleo de Implantação da Estratégia Nacional de Defesa. Além disso, Villas Boas e Etchegoyen são amigos de infância. Ambos são filhos de militares e nasceram na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.
A intenção de Temer, depois de inúmeras consultas na área civil e na área militar, é reestruturar o setor de inteligência sob a coordenaçãoda nova GSI, que poderá mudar de nome ao ser recriada. A primeira providência será incluir a Abin no cronograma do gabinete e sob o comando de Etchegoyen, para uma reformulação de tarefas e de práticas.
A GSI, então chefiada pelo general José Elito, foi extinta por Dilma em outubro do ano passado, no contexto de enxugamento da máquina administrativa. Com sua extinção, a Abin, que é o braço operacional da inteligência do governo, ficou vinculada à Secretaria de Governo da Presidência da República, cujo ministro-chefe é o petista e ex-sindicalista Ricardo Berzoini. Uma das queixas das Forças Armadas é com a atuação política da Abin, que tem mais de uma associação de funcionários. “É um sindicato de espiões”, ironiza um dos articuladores de Temer para as Forças Armadas.
Na avaliação da área militar, Dilma desestruturou totalmente o sistema de inteligência, que é função de Estado, não de governo, e é considerada particularmente fundamental agora, diante das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O consolo dos militares é que se trata de um evento internacional e não do Brasil, que apenas a sedia. Por isso, o serviço de inteligência e segurança será assumido por diferentes países, que instalarão escritórios específicos para isso durante os jogos.
Os militares lembram que o Brasil pós-redemocratização não tem histórico de atentados, muito menos de atentados internacionais. Entretanto, esse não é o caso das Olimpíadas, que mais de uma vez, e em mais de um país, enfrentaram terroristas. Com a desenvoltura do Estado Islâmico e a cooptação de jovens via internet, dizem eles, todo o cuidado é pouco.
Há, porém, uma preocupação tanto de civis quanto de militares: a de deixar claro que o novo sistema de inteligência não servirá para bisbilhotar a vida das pessoas nem para perseguir e constranger adversários políticos do futuro e dos próximos governos. Como função de Estado, estará focado na segurança nacional, como ocorre em todos os países democráticos do mundo, detectando preventivamente movimentos ou ameaças a autoridades, a prédios públicos e ao próprio país.
A escolha de um general do Exército tem um motivo: é a Força Armada que cuida da segurança do território nacional, enquanto a Marinha é responsável pela área marítima e a Aeronáutica pelo espaço aéreo. Não está descartada a nomeação de um civil para a Abin.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 2 de maio de 2016

EUA aprovam venda de mísseis Hellfire para a França

O Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda no valor de US$30 milhões em mísseis ar-superfície Hellfire e equipamentos associados para a França, segundo revelou a Agência de Cooperação em Defesa em um comunicado de imprensa nesta segunda-feira (2).

governo francês já havia solicitado 264 mísseis Hellfire de diferentes modelos, segundo informou a entidade.

Os equipamentos associados incluem ogivas mockups, mísseis de treinamento e peças de reposição, ainda de acordo com o comunicado.

"A compra vai apoiar diretamente as forças francesas que participam ativamente em operações no Mali e na África do Norte, proporcionando-lhes a capacidade de atacar de modo bem sucedido com danos colaterais mínimos", acrescenta a nota.

A agência de defesa afirmou ainda que a venda também irá aumentar a segurança dos EUA, uma vez que aumentará as capacidades de um aliado da OTAN.


Fonte: Sputnik News 

UMA NOVA ONDA ÁRABE? Depois dos Emirados Árabes Unidos, também o Ministério da Defesa do Irã busca aproximação com a indústria bélica brasileira

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Na última sexta-feira (29), exatos 86 dias depois de uma comitiva das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos ter visitado o Quartel-General do Exército (QGEx), no Setor Militar Urbano de Brasília, para conhecer os produtos da indústria de Material de Defesa brasileira, uma delegação da República Islâmica do Irã, presidida pelo diretor executivo das Indústrias Marítimas do Ministério da Defesa, contra-almirante Amir Rastaghari, compareceu também ao QGEx com o mesmo objetivo.

O encontro dos iranianos com autoridades militares brasileiras visou discutir uma agenda de cooperação bilateral na área de Defesa (formação e capacitação), e a sondagem de uma possível parceria na vertente comercial dessa aproximação, ou seja, em material de defesa.

Rastaghari é um visitante de indiscutível porte intelectual. Há mais de três anos ele concentra a supervisão e as decisões técnico-administrativas  acerca de todos os mais importantes projetos científicos iranianos do âmbito naval: de motores para navios a mísseis, de sistemas para a guerra cibernética ao (lento) desenvolvimento de sua indústria naval na fabricação de submarinos.

Viaturas – Durante a visita ao QGEx, a comitiva do Irã assistiu uma palestra sobre os Projetos Estratégicos do Exército (PEE).

Coube ao general de brigada Guido Amin, chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx), apresentar aos visitantes o Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (PEE Sisfron) e o Projeto Estratégico do Exército Guarani (PEE Guarani).

Os iranianos assistiram ainda uma apresentação sobre o Projeto Defesa Cibernética, ministrada pelo general de divisão José Elito Carvalho Siqueira, comandante da Defesa Cibernética, e uma palestra sobre a IMBEL, ministrada pelo coronel (da reserva) Newton Raulino de Souza Filho, diretor de Mercado da IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil).
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Após essas atividades a comitiva iraniana conheceu o carro de combate Guarani e a viatura Agrale utilizados pelo Exército, e alguns dos produtos de defesa fabricados pela IMBEL.
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Às nações amigas, o Brasil oferece oportunidades de cooperação militar nas áreas de educação e adestramento, troca de conhecimento em operações de paz, além de treinamentos de operações em ambientes e biomas especiais, como a caatinga, a selva e o cerrado.

Em sua estadia no Brasil os iranianos tinham ainda como programação diversas visitas a indústrias de Material de Defesa.

Fonte: Plano Brasil

Marinha realiza exercícios com míssil e afunda corveta no litoral do ES e RJ

A Marinha do Brasil divulgou um video que mostra o momento em que a ex corveta "Frontin" desativada é afundada por mísseis durante um exercício militar. Os testes fizeram parte da Operação MISSILEX 2016, que ocorreu entre os dias 11 e 20 de abril, no litoral do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Após dez dias de muitos exercícios e aprendizado, chegou ao fim, no dia 20 de abril, a Operação MISSILEX 2016. Pela manhã, o Grupo-Tarefa (GT) realizou exercício de tiro de superfície com Canhão de 4.5” sobre alvo “Killer Tomato”. O evento teve como propósito avaliar o desempenho das equipes dos navios no emprego desse tipo de armamento sobre alvo à deriva.


Em seguida, o GT composto pelas Fragatas “União” (F45), “Constituição” (F42) e “Rademaker” (F49) e pelo Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia” (G25) simulou a entrada no Porto do Rio de Janeiro sob ameaça de submarino convencional, representada pelo Submarino “Tapajó”. O propósito simulado do “Tapajó” era destruir a Unidade de Maior Valor (UMV) do GT, neste caso, o G25.

Na tarde do dia 12 de abril, duas aeronaves SH-16, recém-adquiridas pela Marinha do Brasil e pertencentes ao 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1), lançaram dois Mísseis Ar-Superfície (MAS) PENGUIN sobre o casco de uma ex-corveta, causando danos significativos ao alvo.

O vídeo acima mostra o momento em que um helicóptero lança o míssil e atinge a embarcação desativada. As imagens ainda mostram a corveta afundando, depois que é atingida por um míssil Superfície-Superfície (MSS) EXOCET disparado pela Fragata “União” (F45).


O exercício mostrado no vídeo foi realizado no dia 12 de abril. De acordo com a Marinha do Brasil, durante este teste, foram feitos testes com duas aeronaves do 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino e com a Fragatas “União”.

Durante a Operação, sob coordenação do Comando da 1ª Divisão da Esquadra, também foram feitos testes de lançamento de bombas e mísseis e com outras duas embarcações que participavam da operação, “Constituição” e “Rademaker”.

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com agências de notícias

Sistemas russos de guerra eletrônica

O armamento utilizado no campo de batalha da guerra moderna faz muita diferença. Mas não toda. Se no passado a vitória era garantida por rifles de fogo rápido ou canhões, agora os exércitos estão equipados com sistemas que podem incapacitar até a mais poderosa das armas, impedindo o inimigo de utilizá-la.
Os sistemas de guerra eletrônica não são, de maneira nenhuma, inferiores às armas de impacto direto em termos de eficiência. Mas, diferentemente de canhões e mísseis, eles destroem não a mão de obra e o equipamento, e sim seu "sistema nervoso", ou seja, os sistemas de controle, de direção e de vigilância. 
Um impacto desses pode, de uma só vez, privá-lo de todas as chances de lutar: desabilitando a eletrônica, desligando cabos elétricos, cegando radares e imobilizando aeronaves de combate e navios de guerra. Como resultado, os conflitos armados modernos têm uma nova característica: eles se desenrolam não apenas na terra, no ar e na água, mas também no plano das ondas de rádio.
Hoje, a Rússia é um dos líderes mundiais no desenvolvimento e aplicação desses sistemas, apesar de, apenas 20 anos atrás, estar bastante atrás de outros países no setor. Os sistemas russos instalados em equipamentos aéreos são, na atualidade, equiparáveis aos norte-americanos, enquanto as estações terrestres russas estão em terceiro lugar no ranking mundial.
Khibini e Krasukha
As aeronaves militares russas têm instalado um sistema de medidas contradefensivas chamado Khibini. Visualmente, ele é composto por diversos contêineres com equipamento eletrônico que são anexados às asas. Mas esses contêineres transformam imediatamente a aeronave em uma unidade de combate excelente. 
Khibiny system is installed on all Russian military aircraft. Source: RIA NovostiSistema Khibini está instalado em aeronaves militares russas. Foto: RIA Nôvosti
O Khibini rebate um sinal interrogatório direcionado à aeronave por radar vindo da terra ou de outra aeronave e o distorce completamente. As consequências dessa operação podem podem ser mais sérias para a fonte de radiação, e variam da distorção do sinal até o bloqueio completo de seu funcionamento.
As estações de guerra eletrônica são representadas por diversos modelos. O mais interessante deles é o sistema Krasuha-4 EW, que entrou em funcionamento pela primeira vez em 2012. O sistema permite bloquear quase todo sinal de rádio em um raio de 320 km.
Ele pode suprimir a atividade de aeronaves AWACS (da sigla em inglês, Sistema Aéreo de Alerta e Controle), veículos aéreos não tripulados e até satélites espiões, assim como obstruir quase qualquer sistema de guerra eletrônica inimigo. O sistema está localizado, desde outubro de 2015, na base aérea russa de Khmeimim, na Síria.
Um século de funcionamento
A primeira vez que as tropas russas usaram a guerra eletrônica foi, provavelmente, no início do século 20. Em 1904, operadores de rádio russos começaram a obstruir estações japonesas que estavam direcionando fogo de artilharia ao Port Arthur, na Machúria, durante a Guerra Russo-Japonesa.
Mas as bases dos sistemas de guerra eletrônica russos foram traçadas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi quando tomou-se a decisão de se criar uma unidade especial responsável por obstruir as estações de rádio alemãs. O equipamento necessário estava localizado a cerca de 20 quilômetros da linha de frente e era usado ativamente para bloquear a recepção do inimigo.
Depois da guerra, as unidades empenhadas na guerra de rádio se dispersaram, mas foram recriadas apenas cinco anos depois: a Guerra da Coreia mostrou claramente que elas eram de importância vital à guerra moderna. No Vietnã, as forças aéreas foram enfrentadas não apenas pelas forças locais comunistas, mas também por radares soviéticos, que impediram fortemente sua ação.
A transformação dos sistemas russo de guerra eletrônica em um tipo independente de arma e a organização de sua base de fabricação ficaram parados até o período pós-soviético. Inicialmente, foram desenvolvidas por empresas que produziam sistemas de defesa aérea, como a Almaz-Antei.   
A ground-based, unified electronic warfare system at the MAKS-2015 International Aerospace Salon in Zhukovsky near Moscow. Source: Mikhail Voskresenskiy / RIA NovostiSistema de guerra eletrônica terrestre em exibição no salão Maks-2015. Foto: Mikhail Voskresenski / RIA Nôvosti
Desde 2009, a infraestrutura industrial dos sistemas de guerra eletrônica estão concentrados na estrutura de Empresa deTecnologias Rádio-Eletrônicas (KRET, na sigla em russo). Sua equipe tem agora a tarefa de realizar uma revisão completa das forças de guerra eletrônica russas até o ano de 2020.

Fonte: Gazeta Russa

'Conflito esquecido': Uma brasileira entre refugiados e ataques de meninas suicidas no Chade


Quando a carioca Karina Teixeira contou que iria para uma missão humanitária no Chade, muitos de seus amigos e parentes lhe perguntaram se ela estava louca.
Localizado no centro da África, o país, que já sofria com a pobreza extrema, agora tem de lidar com outro problema: os ataques do grupo extremista muçulmano Boko Haram no país vizinho, a Nigéria.
Com o conflito, o Chade vive uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Além da pressão causada pela entrada de nigerianos e moradores de outros países vizinhos obrigados a fugir de casa por conta da violência do Boko Haram, há a ameaça constante de ataques suicidas cometidos por meninas sequestradas pelo grupo.
Somente na região do lago Chade (que banha Niger, Camarões, Nigéria e Chade), há mais de 2,7 milhões de deslocados e refugiados.
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Image captionQuando a carioca contou que ia para o Chade, muitos a chamaram de louca
“Minha mãe dizia que, como eu já trabalhava no Médicos Sem Fronteiras e tinha ido ao Haiti, já estava bom tamanho, não precisava me arriscar mais”, conta Karina, que é especialista em relações internacionais. “Mas, depois que eu ‘sobrevivi’ ao Boko Haram, acho que será mais tranquilo para ela aceitar minhas próximas missões.”
De volta ao Rio, ela contou à BBC Brasil os desafios da sua missão no centro da África. Leia o depoimento:
“Trabalho no Médicos Sem Fronteiras desde 2013. Já tinha ido a uma missão no Haiti, onde ajudei a gerir um hospital de emergências ortopédicas e traumas. Aprendi muito sobre como trabalhar em equipe, especialmente em situações emergenciais. Foi uma experiência que ajudou a me preparar para a minha próxima missão, no Chade.
Embarquei para lá no fim de 2015, para ficar três meses como responsável pela administração e gestão dos funcionários locais.
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Image captionA atividade principal das operações do Médicos Sem Fonteiras no Chade é acolher refugiados
A atividade principal das operações do Médicos Sem Fronteiras lá é acolher os refugiados e deslocados, com um foco especial em saúde mental. São pessoas que fugiram do Boko Haram e são muito traumatizadas pela violência.
O clima por lá é de total instabilidade e tensão, especialmente pelo medo de ataques suicidas feitos por meninas que foram sequestradas pelo grupo. É preciso ter em mente que o fato de serem meninas torna esses ataques ainda mais imprevisíveis. Ninguém espera que uma menina de 10, 11 anos vá entrar em um mercado e explodir uma bomba.
Minha base era um campo de refugiados em Baga Sola (próximo à fronteira com a Nigéria). Além de nigerianos, também recebíamos muitos deslocados internos, ou seja, moradores da região que foram obrigados a fugir de suas terras, perto do lago.
Muitas vezes, o próprio governo do Chade retira essas pessoas de suas casas para evitar ataques do Boko Haram.
Então muitos ficam abandonados, vagando pelo deserto, sem água, sem comida, sem qualquer atividade que os mantenha, como pesca ou agricultura.
Em uma ocasião, descobrimos um grupo isolado no meio deserto. Fizemos uma operação de emergência e chegamos no dia seguinte. Havia muitas crianças desnutridas, morrendo de fome.
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Image captionRefugiados e deslocados tiveram que abandonar suas casas por causa dos ataques do Boko Haram
É um conflito esquecido. Totalmente esquecido. Ninguém sabe o que é o Chade, onde fica, nada. O mundo precisa saber que há outras crises de refugiados.
Recebíamos pessoas muito marcadas pela violência de todo o tipo, inclusive violência sexual. O estupro é uma arma de guerra muito usada no Boko Haram.
Então, nosso trabalho de saúde mental era para ajudar as vítimas a conseguir lidar com esse trauma. E também dar treinamento para os profissionais locais saberem como identificar vítimas e ajudá-las, até para encorajá-las a falar ou até a passar por exames.
Estando lá, você fica imerso na situação, acaba se apegando às pessoas, se emocionando muito. Não tem como ser diferente. Foi o que aconteceu quando eu tive de levar uma menina de 4 anos com fraturas graves no braço para a capital. Eu precisei carregá-la porque estava muito debilitada, vomitando sangue.
Ela ficou bem, mas não conseguia parar de pensar em o que seria dessa menina se não tivesse ajuda humanitária. Ou de todas as outras crianças com algum problema e que não conseguiram ser atendidas a tempo.
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Image captionSomente na região do lago Chade (que banha Niger, Camarões, Nigéria e Chade), há mais de 2,7 milhões de deslocados e refugiados
Antes de ir, tive receio, sim. Por eu ser mulher, por ser um país muçulmano. Mas não tive nenhum problema em relação a isso. Só tive de lidar com problemas menores, como usar latrina, não ter água encanada e enfrentar um calor de 45 graus. Hoje, o calor do Rio é fichinha para mim!
Além disso, o fato de eu ser brasileira abre portas, como sempre. O futebol abre portas. Como no dia que estava recebendo algumas crianças e os cadernos tinham o Ronaldinho na capa. Não acreditei!
Fora isso, o brasileiro é bem recebido porque costuma ser simpático e respeita as culturas locais.
Chorei muito na hora de vir embora. Parecia que havia ficado lá anos. Na minha festa de despedida, os funcionários fizeram um churrasco de ovelha.
Voltei a trabalhar no escritório do Médicos Sem Fronteiras no Rio, mas mal posso esperar pela minha próxima missão. Como diz minha mãe, agora que eu sobrevivi ao Boko Haram..."

Fonte: BBC Brasil