quinta-feira, 2 de julho de 2015

Empresa russa oferece aluguel de tanques para récem-casados

Uma empresa de Moscou, na Rússia, está alugando tanques de guerra, em vez das tradicionais limusines, a recém-casados que queiram deixar o local da cerimônia em alto estilo.
O serviço custa 100 mil rublos ou cerca de R$ 6 mil, mas o preço pode variar de acordo com a rota solicitada pelo casal, informou a rede de TV russa NTV.
"Tudo depende da rota até o cartório. Se o casal quiser dirigir pelas ruas de Moscou, então o aluguel será mais caro", afirmou um representante da empresa à emissora.
No entanto, se o objetivo é economizar no início da vida a dois, uma opção mais barata é evitar o centro da capital russa e limitar-se ao subúrbio, acrescentou ele.
Um porta-voz do departamento de trânsito explicou à rádio russa Ekho Moskvy que blindados precisam de uma permissão especial das autoridades para trafegarem em áreas públicas.
Além disso, o trajeto tem de ser acordado junto com a polícia, acrescentou.

Fonte: BBC Brasil

Bahrein aumenta pressão sobre oposição com apoio dos EUA


No Bahrein as detenções politicamente motivados começaram de novo - ontem foi detido um dos líderes da oposição Majid Milad. A aposição relaciona esse fato com a notícia de que os EUA restabeleceram a ajuda militar ao Bahrein, embora essa ajuda tivesse sido suspensa quando os EUA acusaram o governo de violações de direitos humanos no país.
Aparentemente, os Estados Unidos deram "luz verde" ao governo do Bahrein na repressão da oposição visto que, mesmo assim, continuam a armar as tropas governamentais.
O Bahrein, um pequeno reino, é visto pelos estadunidenses como um país estratégico do Golfo, um aliado na luta contra o Estado Islâmico, sendo a base principal da Quinta Frota Militar dos EUA. 

Hadi Al-Musawi, um dos líderes do principal partido da oposição do Bahrein, Al-Wefaq ao qual também se afiliava Milad, considera que a decisão dos EUA de armar o país influenciou este processo, "apesar do fato de que as armas em sua maior parte são destinadas ao Ministério de Defesa do Bahrein e não ao Ministério do Interior".
No entanto, como mostra a experiência, as autoridades do Bahrein sentem-se bastante confiantes nas suas ações, mesmo quando aparece um pequeno artigo na imprensa mundial, sem falar do apoio dos grandes países, opina ele.
"Para nós, essa política do governo é um sinal de que o regime tornou-se obsoleto, uma vez que usa qualquer pretexto para usar a força violenta na confrontação com a oposição".

De acordo com Hadi, os cidadãos não podem simplesmente apelar ao respeito dos direitos humanos legítimos no país porque têm medo de ser presos. É assim que  funciona o poder. "Queremos defender pacificamente e legitimamente os nossos direitos. Nós somos contra o uso da força pelo governo".

Não é difícil perceber que as autoridades do Bahrein têm medo do diálogo com a oposição. É evidente que, nas negociações, eles não poderão fechar os olhos aos relatórios de organizações internacionais sobre a repressão dos direitos dos cidadãos do Bahrein, continua o oposicionista.

Dirigido pelo rei Hamad, o Bahrein foi sacudido por protestos antigovernamentais desde 2011, levados a cabo pela maioria xiita, que exigia mais liberdade no Estado governado pela dinastia sunita. Os protestos foram severamente reprimidos com ajuda da Arábia Saudita que na altura enviou tropas para apoiar o regime de Hamad.


Fonte: Sputnik News 

Soiuz levará internet a todo o planeta

A companhia OneWeb e a operadora de serviços de lançamento a Ariane space pretendem colocar 648 microssatélites de comunicação em órbita ao redor da Terra até 2019. Parte significativa dos lançamentos será realizada com a ajuda dos foguetes russos Soiuz.
O objetivo do projeto, do qual participam a Airbus, a Coca-Cola e o grupo Virgin, é tornar a rede mundial de computadores acessível a todo o planeta.  
Google e Facebook já haviam expressado desejo de desenvolver projetos do gênero, mas , com os novos passos, a OneWeb mostra-se mais próxima de realizá-lo.
Maior contrato da história
O projeto da OneWeb prevê a criação de terminais especiais que funcionarão com baterias solares e receberão sinais transmitidos por meio de microssatélites.
Além disso, a empresa planeja fornecer acesso à internet móvel para navios, aviões, trens e até mesmo plataformas de petróleo.
Parte dos satélites será colocada em órbita com a ajuda dos foguetes russos Soiuz, a partir dos cosmódromos de Kourou e Baikonur.

De 2017 a 2018, a Rússia fornecerá 21 foguetes de lançamento. Richard Branson, presidente da Virgin Galactic, prometeu disponibilizar mais 39 foguetes. 
Conforme declarado por representantes da agência espacial russa Roscosmos, se a implementação do projeto for bem sucedida, o contrato prevê uma opção de no mínimo cinco lançamentos adicionais realizados pelos foguetes Soiuz após 2020.
"Esse é o maior contrato da história da prestação de serviços de lançamento”, declarou Ígor Komarov, diretor-geral da agência.
“A escolha do foguete lançador Soiuz é uma prova da alta competitividade da tecnologia espacial e de foguetes russa”, completou.
Para ele, a celebração do acordo ressalta a necessidade urgente de se colocar em funcionamento o novo cosmódromo Vostótchni, atualmente em construção pela Rússia no Extremo Oriente, na região de Amur.
Ao todo, planeja-se produzir 900 microssatélites de comunicação pelo projeto que garantirá acesso global à internet móvel.
Os dez primeiros serão montados na fábrica da empresa Airbus Defence and Space (ADS), em Toulouse, e o restante em uma joint venture da OneWeb e da ADS nos Estados Unidos, em sistema de produção em série.
O custo de cada um deles será de US$ 500 mil, e seu peso, de menos de 150 kg.
Esses números são muito menores que os dos satélites comuns, cujo preço, em média, é de cerca de US$ 250 milhões e o peso, de aproximadamente 5 mil kg.
Foguetes confiáveis?
A nova clientela não se intimidou nem pelas sanções, nem pelos recentes fracassos da indústria de foguetes russa. Especialistas acreditam que o motivo é o porte do projeto. 

"Eles simplesmente não tinham outra escolha", disse à Gazeta Russa o diretor do Instituto de Política Espacial, Ivan Moisséiev.
“Em curtíssimo prazo, eles precisam colocar em órbita um número muito grande de satélites e os Soiuz são os foguetes mais famosos e maciços que atualmente existem no mercado”.
Moisséiev lembra que um dos desastres mais recentes, o lançamento do satélite mexicano Mexsat-1, ocorreu devido a uma falha no veículo lançador Próton-M, e que os foguetes Soiuz se mantêm bastante confiáveis.
"Claro que eles também tiveram alguns problemas, mas a Roscosmos, provavelmente os aperfeiçoe com alguma modificação", disse.

Fonte: Gazeta Russa

OTAN acusa Rússia de "métodos agressivos" em sua inteligência

Em uma conferência realizada em Londres sobre o futuro das forças navais da OTAN, o comandante sênior da OTAN Adrian Bradshaw acusou a Rússia de ser "ousada" e até "agressiva" em seus métodos de obter inteligência sobre as forças da OTAN nas águas próximas às fronteiras do país.


O General Bradshaw, que atualmente exerce o cargo de vice-comandante supremo aliado da OTAN na Europa, apontou que a Rússia obtém informação sobre "as unidades navais da OTAN no Báltico, no Atlântico, no Mediterrâneo e no Mar Negro usando métodos que podem ser considerados agressivos em algumas ocasiões."

O comandante afirmou ainda que trata-se de uma consequência da crescente presença marítima da Rússia nos últimos anos. 

Bradshaw não deixa claro o que quer dizer com "agressivos", mas forças da OTAN seguidamente registraram queixas sobre tudo envolvendo a Rússia, desde aeronaves do país voando próximas de aviões de reconhecimento dos EUA no Mar Báltico até caças navais sobrevoando navios americanos no Mar Negro, nas proximidades da costa russa.



O Ministério russa da Defesa reiterou que a intensidade dos treinamentos de combate das forças da OTAN próximas às fronteiras russas aumentou de forma significativa no último ano e meio, deixando claro que o "inimigo imaginário" da Aliança é representado pela Rússia. O Ministério também vem seguidamente declarando sua preocupação em relação à movimentação da OTAN, que poderia desestabilizar a segurança no continente europeu.

O vice-almirante britânico Peter Hudson afirmou à conferência naval da OTAN que a Aliança terá de se concentrar em aumentar a projeção de sua força em terra usando unidades anfíbias e aéreas. "No ápice da Guerra Fria, nos anos '60 e '70, a enorme força da marinha americana e o uso de forças terrestres para apoiar a Europa foram uma arte sofisticada. Muitos de nossos exercícios nos últimos anos e no futuro próximo têm o objetivo de trazer essa força de volta."

A OTAN confirmou recentemente que entre setembro e novembro lançará seu maior exercício naval em mais de duas décadas, em regiões que incluem o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo.



Fonte: Sputnik News

Rússia diz que a nova estratégia militar dos EUA é de confronto

A Rússia disse nesta quinta-feira que a nova estratégia militar dos Estados Unidos é de confronto e não ajudará a melhorar as relações com Moscou, que estão tensas pela crise na Ucrânia.
A estratégia, divulgada pelo Pentágono na quarta-feira, assinala que a Rússia vem demonstrando repetidamente que não respeita a soberania dos vizinhos e está disposta a usar a força para atingir seus objetivos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, lamentou o conteúdo do documento e disse que indica uma "atitude de confronto, desprovida de qualquer objetividade para com o nosso país".
"Claro que isso dificilmente irá contribuir com as tentativas de orientar as relações bilaterais no sentido da normalização", disse ele a jornalistas durante uma teleconferência.
As relações entre Moscou e países ocidentais estão em seu ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria, principalmente por conta da crise na Ucrânia.
Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções à Rússia depois que o país anexou a península ucraniana da Crimeia, no ano passado, e a acusam de fornecer armas e soldados aos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.
Segundo o texto da nova estratégia militar nacional dos Estados Unidos, “as ações militares da Rússia estão minando a segurança regional diretamente e por meio de forças que atuam por procuração".

A Rússia nega estar enviando tropas e armas para os separatistas da Ucrânia, em um conflito no qual mais de 6.400 pessoas foram mortas, e acusa países ocidentais de terem tramado um golpe de Estado para derrubar o presidente ucraniano que era apoiado por Moscou, em fevereiro de 2014.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Rússia se dispõe a devolver 20 navios de guerra para a Ucrânia


A Rússia está pronta para devolver mais de 20 navios de guerra ucranianos que ainda estão baseados na Crimeia assim que uma decisão neste sentido for tomada, segundo disse uma fonte no Estado-Maior da Marinha russa em entrevista coletiva nesta quarta-feira (1º).
"Assim que a paz for estabelecida, vamos levar mais de 20 navios da Ucrânia para águas neutras a fim de entregá-los aos representantes da Marinha ucraniana", disse a fonte.

Segundo ele, os navios ucranianos estão totalmente isolados nas bases principais da Frota russa do Mar Negro, não são utilizados em atividades diárias e têm sua segurança garantida pelos militares russos.

A fonte esclareceu que a Ucrânia já recebeu 45 de 66 navios e embarcações. "Havia 70 navios e embarcações ucranianos na Crimeia antes de março de 2014. Vários navios foram desmantelados no início de março de 2014 por decisão da agência militar ucraniana", explicou o funcionário


Em abril do ano passado, o Ministério da Defesa russo suspendeu a entrega para Kiev das armas e equipamentos militares ucranianos que haviam ficado na região após a reunificação da península ao território russo. 

No entanto, a medida não se aplicou a navios e aviões de guerra. Assim, no início de junho de 2014, os militares ucranianos receberam de volta 44 barcos e navios. No outono do mesmo ano (primavera no hemisfério sul), soube-se, entretanto, que o Conselho de Ministros da Crimeia havia atribuído parte dos navios e barcos que faziam parte da Marinha ucraniana para ministérios e agências da península.


Fonte: Sputnik News 

Brasil está no limiar da guerra do transporte?


Os vereadores de São Paulo aprovaram o veto ao aplicativo de carona Uber. Porém a própria startup declara que a batalha não está perdida.
Mais do que isso, não há batalha, afirma Gladys Paula, da Uber, contatada pela Sputnik Brasil:
"É importante lembrar que este projeto ainda não é lei. Ele precisa passar por mais uma votação no legislativo e então será enviado para a sanção do prefeito Fernando Haddad. A Uber continua operando normalmente em São Paulo".
Segundo informações da Sputnik, haverá nos próximos meses uma segunda votação do PL.
Trata-se do projeto de lei (PL) 349/14, que pretende ilegalizar o transporte não registrado em São Paulo, igualando-o a transporte clandestino.
A representante da Uber no Brasil salientou que os vereadores receberam "mais de 200 mil e-mails" dos paulistas que manifestaram o "seu desejo de ter a Uber em São Paulo".
A mídia brasileira informa sobre confrontos, durante a votação, entre representantes de sindicatos de taxistas e partidários da "movimentação livre", como a Uber.

Segundo um sindicalista citado pela Folha de São Paulo, aplicativos como a Uber trazem "a morte" aos táxis tradicionais. Contudo, representantes da Uber insistem que é somente uma alternativa, baseada no princípio de economia compartilhada.

Até que a Uber não funciona em todas as localidades, sendo talvez uma alternativa para várias das capitais estaduais, ajudando a aliviar o tráfico, segundo os partidários deste aplicativo. Funcionários da startup confirmam que só é possível fazer uma viagem intermunicipal se você pegar um carro da Uber em uma das cidades registradas (no Brasil são quatro — Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro). Se você quiser viajar, digamos, de Manaus, é difícil conseguir usar o aplicativo lá.

Mesmo tendo havido ontem cartazes contra o aplicativo e alguns ovos atirados contra representantes da Uber, a situação não é tão tensa como na França, onde é observada uma verdadeira batalha entre a Uber e os favoráveis ao transporte tradicional, com o apoio oficial do presidente Hollande à causa dos taxistas.


Fonte: Sputnik News 

Veja seis resultados da visita de Dilma aos EUA

A visita que a presidente Dilma Rousseff encerra nesta quarta-feira (1º) aos Estados Unidos foi saudada por ambos os países como uma retomada nas relações bilaterais.
Depois de um período de esfriamento, provocado pelas revelações, em 2013, de que Dilma era alvo de espionagem americana, a viagem marcou um novo capítulo no relacionamento entre as duas nações.
"Nosso foco está no futuro", disse o presidente Barack Obama, em entrevista ao lado de Dilma, após reunião na Casa Branca. "Acredito que esta visita marca mais um passo em um novo e mais ambicioso capítulo na relação entre nossos países."
A viagem ocorre em um momento delicado no Brasil, em meio a uma crise econômica e política, e, se a retomada das relações foi o tema principal, outras questões também ganharam destaque. Confira os principais resultados da visita em diferentes áreas.

1) Meio ambiente
Brasil e Estados Unidos se comprometeram a ampliar a participação de fontes renováveis em suas matrizes elétricas. O objetivo é este índice, sem contar a geração hidráulica, chegue a mais de 20% até 2030.
Segundo os dados mais recentes disponíveis, de 2012, atualmente essa participação é de 12,9% nos Estados Unidos e de 7,8% no Brasil, sem incluir hidrelétricas.
Na declaração conjunta, o Brasil também se comprometeu a atingir, até 2030, participação de 28% a 33% de fontes renováveis em sua matriz energética, incluindo biocombustíveis e sem contar a geração hidráulica, além da eliminação do desmatamento illegal, com a restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares.

2) Comércio
Ambos os governos anunciaram a intenção de assinar um memorando para harmonizar normas técnicas, o que deve facilitar a entrada de produtos brasileiros no mercado americano.
No setor pecuário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos publicou a chamado "decisão final", um comunicado que reconhece o estatus sanitário do rebanho bovino brasileiro.
Isso potencialmente abre as portas do mercado do país à carne in natura do Brasil, encerrando uma negociação de mais de 15 anos.

3) Concessão de vistos
A tão desejada isenção de visto para turistas brasileiros ainda não foi alcançada.
Mas ambos os governos se comprometeram a tomar as medidas necessárias para que o Brasil entre no programa "Global Entry" até a primeira metade de 2016.
Este programa dispensa viajantes frequentes de entrar em filas ao passar pelos postos de imigração na chegada aos Estados Unidos.

4) Defesa
Dois acordos foram destaque nesta área, um de Cooperação em Defesa e outro de Segurança de Informações Militares, com foco no fluxo de informações, bens, serviços e tecnologias entre ambos os países.
Estes acordos já haviam sido assinados e, nesta semana, foram ratificados pelo Congresso Brasileiro.

5) Previdência Social
A assinatura de um acordo de previdência social vai permitir que cidadãos brasileiros que trabalham nos Estados Unidos (e vice-versa) tenham suas contribuições à previdência reconhecidas em ambos os países, evitando dupla contribuição.
A expectativa é de que empresas dos dois países economizem mais US$ 900 milhões nos primeiros seis anos em que o acordo estiver em vigor.

6) Educação
Brasil e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para cooperar em educação técnica e profissionalizante, com aumento da colaboração entre instituições educacionais dos dois países.

Fonte: BBC Brasil

Governo Dilma tem pior avaliação desde Sarney, mostra pesquisa


A rejeição à presidente Dilma Rousseff aumentou ainda mais no fim de junho, derrubando a avaliação ótima/boa de seu governo para um dígito, arrastada pelo quadro econômico e político, no pior resultado desde o ex-presidente José Sarney no final de 1989, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira.

Segundo o gerente de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, as avaliações do governo e da presidente estão atreladas à percepção da população sobre o cenário econômico e ao impacto do noticiário negativo, principalmente relacionado aos desdobramentos da Operação Lava Jato.
“Claramente a gente percebe, até pelas notícias, que há dois fatores negativos:  o lado econômico, com aumento do desemprego, inflação ainda muito alta, o ajuste fiscal acirrando essa questão -- porque a correção passa exatamente pela correção da demanda --, e o lado político, toda a questão da corrupção, toda a questão da disputa no Congresso”, explicou Fonseca.
“É exatamente  uma conjugação da crise política e da crise econômica que está levando a esses baixos níveis de popularidade.”
A avaliação ruim/péssima foi a 68 por cento no fim de junho, ante 64 por cento em março. A pesquisa, contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou ainda que apenas 9 por cento avaliam o governo como ótimo ou bom, ante 12 por cento três meses antes.
Segundo série histórica do Ibope, a taxa positiva de Dilma repete os 9 por cento do governo Sarney em novembro de 1989.
Os que avaliam o governo Dilma como regular passaram para 21 por cento, ante 23 por cento em março. Os números do novo levantamento vêm num quadro de inflação alta, fraqueza na atividade econômica e desemprego crescente.
E não há perspectiva de melhora no horizonte. Segundo a pesquisa, a população está mais pessimista em relação ao restante do governo, com 61 por cento dos entrevistados prevendo que o governo será ruim/péssimo, ante 55 por cento em março. Apenas 11 por cento acreditam que o governo será ótimo/bom, contra 14 por cento apurados em março.

“É possível cair mais (os índices de aprovação) e é possível aumentar também. Depende muito de como vai se desenrolar não só a questão econômica como a política”, disse Fonseca.  

“A questão econômica é mais fácil de a gente prever,  porque nós estamos exatamente no meio de um ajuste fiscal... então a gente não espera até o fim do ano uma recuperação mais forte da economia. A questão política, a gente precisa acompanhar mais de perto, é um cenário de curto prazo.”
A desaprovação da maneira de governar da presidente também aumentou, passando para 83 por cento, ante 78 por cento, enquanto a aprovação foi a 15 por cento, ante 19 por cento.
O levantamento mostrou ainda que apenas 20 por cento dos entrevistados confiam em Dilma, contra 24 por cento que confiavam nela três meses antes, enquanto 78 por cento não confiam, ante 74 por cento.
NOTICIÁRIO NEGATIVO
O levantamento encomendado pela CNI apontou que as notícias mais lembradas pelos entrevistados estão relacionadas à corrupção, com 20 por cento deles citando reportagens sobre a Lava Jato e a Petrobras. A operação da Polícia Federal apura esquema de corrupção na estatal envolvendo empresas e políticos de diversos partidos, dentre eles o PT.
Outros 16 por cento citaram as mudanças nas regras de aposentadoria e no fator previdenciário, objetos de medidas editadas pelo governo justamente para auxiliar no ajuste fiscal.
A inflação também foi lembrada no item sobre o noticiário por 4 por cento dos entrevistados.
“Sempre que você faz um ajuste fiscal você toma medidas impopulares”, afirmou o gerente de pesquisa.

Fonte: Reuters

EUA e Cuba anunciam reabertura de embaixadas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário de Estado, John Kerry, devem anunciar nesta quarta-feira (01/07) o restabelecimento das relações diplomáticas entre os EUA e Cuba, mais de 50 anos após o rompimento dos laços entre os dois países.
"Anunciaremos formalmente [na quarta-feira] que os Estados Unidos e Cuba chegaram a um acordo para retomar as relações diplomáticas e abrir embaixadas nas capitais dos dois países", afirmou um funcionário do governo americano.
Há seis meses, os dois países iniciaram um plano para normalizar as relações bilaterais. Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, se encontraram em abril durante a 7ª Cúpula das Américas, no Panamá. Em maio, os EUA removeram Cuba de uma lista de países que financiam o terrorismo.
Os laços diplomáticos entre os dois países haviam sido rompidos em 1961. O novo acordo a ser anunciado nesta quarta-feira deverá permitir que os dois países ampliem suas presenças em Havana e Washington.
Ainda existem, porém, muitos pontos de discórdia, incluindo questões relacionadas a direitos humanos, propriedades de americanos confiscadas pelo governo cubano e danos causados pelo embargo comercial imposto a Cuba pelos EUA – o qual somente o Congresso americano pode remover.

Fonte: Deutsche Welle

Defesa como vértice para desenvolver

Em um pais como o Brasil, que enfrenta desafios sócio-econômicos importantes, como a diminuição da pobreza, acesso à educação e integração de parcela de sua população à economia, é natural nos perguntarmos se investimentos voltados para a Defesa devem ser privilegiados. E a resposta a este questionamento é clara: sim! O Brasil deve consolidar uma base industrial de defesa, capaz de atender às demandas das Forças Armadas e de irradiar conhecimento, emprego e tecnologia em outros setores da economia.
A trajetória de Rússia, França, Reino Unido e, mais recentemente, China e índia, mostra que desenvolver uma indústria de defesa e de alta tecnologia constitui, antes de tudo, um projeto estratégico. Isso vale também para nós, que além de possuirmos considerável patrimônio de recursos naturais que precisam de proteção, buscamos inserção ativa no cenário geopolítico e econômico internacional.
Recentemente, começamos a dotar o país de meios para resguardar sua soberania e independência. Da decisão da aquisição e nacionalização dos aviões de caça gripen ao submarino a propulsão nuclear, que patrulhará nossa "Amazônia Azul" já na próxima década, dos blindados Guarani a um moderno sistema dissuasório de artilharia antiaérea, todos são projetos que envolvem dezenas de bilhões de reais e permitirão intensa recomposição de nossa base industrial e tecnológica de Defesa, além de gerar e assegurar empregos.
Essa indústria é elemento motor para o desenvolvimento econômico. A história tem evidenciado o papel desempenhado pela produção de equipamentos de defesa no crescimento da economia. A partir da produção de armamentos, por exemplo, surgiram atividades como siderurgia, aeronáutica e microeletrônica. A indústria da Defesa levou também ao incremento do nível de especialização de mão de obra, gerando novas áreas de formação como a óptica, eletrônica e aeronáutica.
O desenvolvimento da base industrial e tecnológica de Defesa poderá se constituir no vértice de um projeto mais amplo de reindustrialização da economia. Demos os primeiros passos neste sentido com a Lei 12.598/12, que cria Empresas Estratégicas de Defesa, e com mecanismo de financiamento dessas empresas de alta base tecnológica por meio de regimes especiais, como o Retido, e de programas de financiamentos das agências de fomento, como o da Financiadora de Estudos e Projetos (Fi-nep). Entretanto, no próximo período, serão necessárias outras medidas, que avancem na legislação de encomendas tecnológicas e efetivem previsibilidade de compras, com a finalização do Plano de Articulação e Equipamentos em Defesa (Paed).
Mesmo em um período de ações para reequilibrar contas públicas e cortes no Orçamento, a Defesa Nacional e o fortalecimento da indústria no setor não podem ser minimizadas de modo linear. As implicações disso em longo prazo podem custar muito à soberania e preservação de nosso patrimônio econômico. A história está repleta de exemplos de países que pagaram amargo preço em décadas e mesmo séculos seguintes em situações similares. As possibilidades existem e as condições estão dadas, basta que as decisões estratégicas de fôlego, de longo prazo, sejam efetivamente tomadas e encampadas pela sociedade.

Fonte: Brasil Econômico

FAB desiste de alugar caças Gripen, afirma diretor do DCTA

O cenário de ajuste fiscal no Brasil colocou por terra o projeto de arrendamento de 12 caças Gripen C/D, modelo antecessor da nova geração NG, que está sendo adquirida pela Força Aérea Brasileira (FAB). A necessidade operacional da FAB continuará sendo suprida, ainda que precariamente, pelos caças F­5 modernizados pela Embraer.
“Diante da atual conjuntura de ajuste fiscal, o Comando da Aeronáutica começou a avaliar, como alternativa, a possibilidade de antecipar o simulador de voo do Gripen NG, como forma de propiciar a familiarização dos pilotos e mecânicos com a nova plataforma”, disse o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), brigadeiro Alvani Adão da Silva.
Além do treinamento dos pilotos propriamente dito, segundo Alvani, o simulador também permitirá uma melhor avaliação das potencialidades do novo caça e até a possibilidade de serem sugeridas mudanças na plataforma, no sentido de melhorar a sua performance.
A proposta de arrendamento, segundo ele, começou a ser discutida entre o Comando da Aeronáutica e o governo sueco no ano passado. O negócio não tinha nenhuma relação com a compra dos 36 caças do programa F­X2. O aluguel dos aviões era considerado uma solução interina, que iria preencher a lacuna operacional entre a desativação das aeronaves Mirage F2000 ,em dezembro de 2013, e a entrega dos primeiros jatos Gripen NG, prevista para ocorrer a partir de 2019.
A FAB esclareceu que o contrato de aquisição do Gripen, assinado em outubro de 2014, foi firmado em coroas suecas, correspondendo a um valor de US$ 5,4 bilhões na época. Hoje, porém, este montante equivale a cerca de US$ 4,6 bilhões, já que houve variação na taxa de câmbio entre o dólar americano e a coroa sueca. A taxa de conversão utilizada, segundo a FAB, foi a do Banco Central do Brasil.
Sobre o contrato de financiamento dos caças, o diretor do DCTA disse que qualquer redução que se consiga nas taxas de juros é um esforço que está sendo feito para melhorar a situação fiscal do país. “Este contrato é tão importante para o Brasil quanto para a Suécia. Acredito que os dois lados estão em sintonia para buscar uma solução. Para quem esperou 18 anos, um ou dois meses a mais não faz diferença”, afirmou.
O brigadeiro admitiu, porém, que se não houver um acordo antes do mês de agosto, será necessário fazer um ajuste no cronograma de envio dos técnicos e engenheiros brasileiros que irão trabalhar no desenvolvimento dos primeiros caças na Suécia.
Pelo acordo acertado entre Saab e a FAB, a empresa sueca vai receber 357 engenheiros de empresas brasileiras e do DCTA. A maior parte, 240 profissionais, será enviada pela Embraer, empresa que também coordenará as atividades de desenvolvimento, produção e montagem do avião no Brasil. Também foram selecionadas para participar do desenvolvimento do Gripen NG as empresas Inbra, Ael Sistemas, Akaer, Atech e Mectron.

Fonte: Valor Econômico

Jaques Wagner comemora início de "nova fase" com EUA na área de Defesa

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, comemorou nesta segunda-feira a "nova fase" iniciada entre Brasil e Estados Unidos em matéria de defesa, informou o governo nesta segunda-feira em comunicado.
Wagner se reuniu hoje em Washington com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, com quem estabeleceu o desenvolvimento de um projeto entre os dois países que inclui a associação tecnológica entre ambos e a busca de novos mercados.
De acordo com o comunicado, Wagner e Carter lembraram a recente aprovação no Congresso brasileiro de dois acordos bilaterais em matéria de defesa e de proteção de informações militares, que tinham sido assinados em 2010.
"Inauguramos hoje uma nova fase nas relações bilaterais na área de Defesa. Com os dois acordos em vigor traçamos uma agenda positiva de avanços na cooperação militar e tecnológica entre os dois países", afirmou Wagner, citado na nota.
O Acordo Bilateral sobre Cooperação em Matéria de Defesa (Defense Cooperation Agreement - DCA) dá o sinal verde para a realização de treinamentos e cursos conjuntos, ao mesmo tempo em que facilitará as negociações comerciais de equipamentos e armas.
Já o Acordo sobre Proteção de Informações Militares Sigilosas (GSOMIA) permitirá ao governo brasileiro a troca de tecnologia, sem risco de desvio de informações confidenciais a terceiros.
"Com certeza a aprovação dos dois acordos está contribuindo, significativamente, para o processo de confidence building ou construção de confiança mútua necessária para o aprofundamento das relações bilaterais na área de defesa", disse Wagner.
Wagner foi um dos ministros que acompanhou a presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos para reduzir as tensões depois do escândalo da espionagem e potencializar o comércio bilateral.
Para Wagner, o restabelecimento do diálogo entre os países "é algo positivo e relevante para a indústria da defesa", a qual o ministro acredita que poderá contribuir significativamente para equilibrar a balança comercial entre os dois países.
Em 2014, os EUA exportaram um volume total de US$ 42,4 bilhões para o Brasil, deixando o país em 9º lugar na lista de destinos das exportações norte-americanas.
O Brasil, por sua vez, exportou US$ 31,4 bilhões e ficou na 16ª posição da lista de países exportadores para o território americano.

Fonte: Notimp

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nova aeronave de Patrulha Maritima e ASW da China em operação

A Marinha da China (PLAN) introduziu em serviço uma nova aeronave de patrulha marítima e guerra anti-submarina (ASW), a nova aeronave é uma variante das aeronaves de transporte médio produzidos pela Shaanxi Aircraft Corporation, segundo informações .

Um número não especificado de aeronaves Y-8GX6 (Y-8q) turboélices já foram introduzidas na Frota do Mar do Norte, que é responsável pelo domínio marítimo que se estende desde a fronteira norte-coreana até Lianyungang (província de Jiangsu), cerca de três anos e meio após a aeronave ser revelada pela primeira vez no final de 2011.

Não há mais detalhes sobre a operação das aeronaves, alguns poucos detalhes foram revelados no relatório, que apareceu em um blog defesa chinês, exceto que o Y-8GX6 (Y-8Q) pode estender seu raio de operação a leste e ao Mar do Sul, segundo os planos da PLAN.

Primeiro revelado em novembro de 2011 através de uma série de imagens, o Y-8GX6 (Y-8Q) é a mais recente versão da plataforma Y-8 / Y-9, que remonta a meados dos anos 1970. Os detalhes são vagos, mas o Y-8GX6 (Y-8Q) apresenta uma asa redesenhada e fuselagem pressurizada com estruturas mistas (concluída com a assistência da Antonov Corporation), equipado com motores turboélices  WJ-6C, com hélices de seis lâminas.

Como observado quando as imagens da aeronave surgiram pela primeira vez, é distinguível das variantes anteriores do Y-8 / Y-9 pela seu grande radar de busca montado no queixo, um sistema eletro-óptico, e um compartimento de armas apenas na frente das rodas principais. Ele também tem um MAD ( detector de anomalia magnética) e janelas com cúpula na parte traseira da fuselagem para observação.

As especificações de desempenho não foram divulgadas, mas com base nas aeronaves de transporte Y-8, possui um alcance estimado de cerca de 6,680 km (embora um Y-8GX6 [Y-8Q] carregado com kit missão sem tanques auxiliares de combustível será menor do que isto). Sua variante ASW e de patrulha marítima, provavelmente vai carregar uma série de torpedos, mísseis anti-navio, e balizas acústicas.

Outras versões Especiais do Y-8 / Y-9 incluem a inteligência de comunicações (COMINT) aeronaves de inteligência eletrônica (ELINT), inteligência de sinais (SIGINT) aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), alerta  Aéreo Antecipado e Controle (AEW & C),  guerra eletrônica.

Fonte: GBN com agências de notícias

Brasil - Desafios e possibilidades na cooperação militar

No ano passado, completaram-se 20 anos desde a primeira vez que as Forças Armadas do Brasil adotaram um armamento de produção russa, o míssil portátil antiaeronave 9K38 Igla. Anos depois dessa compra, em 2010 foi a vez de um sistema de armas russo muito mais complexo chegar ao país: o helicóptero de ataque Mil Mi-35M.
Enquanto os Igla são utilizados pelo Exército Brasileiro e pelas tropas de terra da FAB (Força Aérea Brasileira), os 12 Mi-35M integram um esquadrão desta última baseado em Porto Velho (RO).
Junto a tais equipamentos, surgiu a “missão” de alterar, na sociedade brasileira e nas próprias Forças Armadas, a visão da tecnologia militar russa, ainda firmemente calcada na ideologia e na propaganda ocidental dos tempos da Guerra Fria.
Curiosamente, porém, os dois sistemas foram divisores de águas na capacidade militar nacional. Antes dos Igla e Mi-35M, as Forças Armadas brasileiras jamais tiveram um míssil portátil individual antiaéreo, nem um genuíno helicóptero de ataque. Mesmo durante a Guerra Fria, com o alinhamento pró-EUA de Brasília, Washington sempre vetou o fornecimento de tais equipamentos ao Brasil.
Mas seria absolutamente simplista considerar que os obstáculos a maiores parcerias militares entre Brasil e Rússia se concentram apenas nas esferas da ideologia, propaganda e geopolítica.
Existem sim, diversas questões técnicas e de doutrina militar que precisam ser enfrentadas antes que se possam efetivar trocas mais amplas entre os dois países no campo das armas.
Um exemplo recente disso vem da área de helicópteros. Com os Mi-35M sendo operados pela FAB, a Aviação do Exército Brasileiro (AvEx) possui seu próprio requerimento para, futuramente, adquirir e operar de modo próprio um helicóptero de ataque.
Nesse sentido, delegações da AvEx têm visitado e buscado conhecer os vários modelos existentes no mercado internacional, de fabricantes dos EUA, da Europa e da Rússia.
Para a AvEx, é fundamental que o modelo possa operar à noite, e em quaisquer condições atmosféricas (“all weather”), o que significa, pelos padrões ocidentais (e seguidos nas Forças Armadas do Brasil), que a aeronave deve possuir alguns sistemas de navegação e orientação, destacando-se os chamados VOR e ILS, que são requisitos para que a aeronave seja considerada apta às operações “por instrumento” (IFR).
Na doutrina militar russa, entretanto, o conceito de voo IFR (ou seja, sem condições de voo visual) é diferente, não se norteando pela exigência de equipamentos VOR e ILS. Em lugar destes, as aeronaves russas possuem sistemas de base tecnológica diferente, como os NDB e RSDN, mas de função similar.
O que parece “um detalhe”, entretanto, significa que um helicóptero como o moderno Mil Mi-28NE pode ser considerado absolutamente capaz de efetuar operações noturnas e IFR pelos russos – mas não pelos brasileiros. E isso é só um exemplo.
Por outro lado, vêm surgindo algumas parcerias entre empresas brasileiras e russas que têm provocado uma mudança (favorável) no tocante aos serviços pós-venda, fornecimento de peças sobressalentes e componentes, além de serviços de manutenção e revisão, no Brasil, de equipamentos de origem russa.
A empresa fluminense Atlas Táxi Aéreo, por exemplo, opera há já vários anos na Região Amazônica, em contrato com a Petrobras, uma frota de helicópteros civis Mi-171A1, fabricados na Rússia, com excelentes resultados.
A atuação dessas aeronaves resultaram, inclusive, na instalação no Brasil de uma estrutura técnica de apoio, manutenção e revisões, que, em um futuro próximo, incluirá até as revitalizações completas dos motores – serviços estes que deverão atender também aos próprios Mi-35M militares da FAB.
Por outro lado, remetendo ao pioneirismo dos 9K38 Igla, uma área que certamente possui um gigantesco potencial de cooperação entre a Rússia e o Brasil é o desenvolvimento de mísseis.
Trata-se de tecnologia na qual a Rússia possui notório expertise, produzindo sistemas reconhecidos entre os melhores do mundo, como os mísseis ar-ar Vympel e os antiaéreos S-300/-400.
Além disso, já há a experiência muito bem-sucedida de uma joint-venture nesse campo: o trabalho com a Índia no avançado míssil BrahMos. O Brasil, por sua vez, vem completando seu primeiro programa internacional de desenvolvimento de um míssil, o A-Darter, fruto de um trabalho conjunto da brasileira Mectron com a sul-africana Denel.

Fonte: Gazeta Russa